domingo, maio 11, 2008

Review da Queima das Fitas de Coimbra

As Noites do Parque não são o melhor local para se ver concertos. As prioridades são outras, a festa é muita, e a confusão também. No entanto, há sempre oportunidades para ver o que se passa nos palcos. E é desses concertos que vos vou falar, com a (grande) ressalva de que, em alguns casos, não vi o concerto na sua totalidade. Ainda assim não apenas duas ou três músicas. Aqui ficam então algumas linhas:

Bom:

Gabriel, O Pensador
Os senhores do rap e hip-hop português que ponham os olhos neste senhor. A mensagem social que tanto apregoam está bem patente na música deste artista, sem nunca dispensar uma linha musical que se nota ser pensada e elaborada. Com um bom baixista e guitarrista (nomes, ajuda!) e com um semi-deus no scratch, a banda deu um grande espectáculo, que foi imensamente reconhecido e culminou com um "Coimbra é uma lição..." a meias entre Gabriel e o público.

James
Tinha bastante receio da nova vaga desta banda britânica. Até porque em álbum não sou grande fã, tinha como expectativa um concerto em que um grande nome agradava aos fãs e decepcionava tudo o resto. Mas não. Os James soaram muito bem, frescos, com uma sonoridade bastante psicadélica (guitarra, teclas) e cumpriram a sua função num bom registo, mesmo com Tim Booth lesionado.

Groove Armada DJ Set
Embora muita gente tenha criticado este concerto logo à partida, a verdade é que o achei bastante apropriado para a festa em que estava. Um DJ, com uma mesa à sua frente, transformou o palco principal numa enorme rave, triplicando aquelas que, noite após noite, se situavam em frente ao Palco 2.

The Guys From The Caravan
Desengane-se quem pensa que este concerto já estava nesta secção à partida por estar ali no cantinho. Os portugueses que são donos da caravana deram um bom espectáculo, sólido e que até chamou mais pessoas para o Palco 2. E tocando à mesma hora que os Groove Armada mostraram-se uma alternativa de luxo ao electro do Palco 1 e aos Bob Sinclairs das inumeras tendas. É impossível não dançar!

Menos Bom:

Hi-Fi
Vão-me desculpar, mas esta banda não merece duas actuações na Queima das Fitas. É verdade que têm um palco que dá jeito, mas a sua exposição de medleys de bandas mediáticas não justifica a contratação. Sem falar das suas vozes que são cópias de Quimbé, ou seja, uma constante irritação.

Tales For The Unspoken
Metal puro e duro. E fraco. É daquelas coisas que, se for muito bem tocada dá prazer em ouvir e dá espectáculos enormes, mas se for menos bem tocada começa a pender para o azeitola.

Diesel-Humm
Uma banda que soa a Within Temptation, com a diferença de ter um homem na voz. Nada ficam a dever à banda holandesa, excepto talvez um maior trabalho cénico. A música é que não me consegue satisfazer a quase nenhum nível. Fica no entanto uma palavra de apreço para a teclista/violinista.

No geral, as minhas maiores desilusões são comigo mesmo, e prenderam-se no facto de não ter visto David Fonseca (vi apenas meia-dúzia de músicas), Anthony B (idem aspas), Primitive Reason (nada de nada), Clã (ainda menos), Mesa (esqueci-me no original!), Dapunksportif (demasiado cedo) e Josué, O Salvador Em Busca da Perdição (uma miserável troca de horários). De notar também que os concertos menos positivos para mim vieram todos do Palco 2. Isto prende-se com o facto de lá passar muito tempo, preferindo ouvir coisas que não conhecia, preterindo nomes que claramente iriam pontificar com enorme destaque na zona menos positiva. A verdade é que, olhando para trás, nada me surpreendeu no Palco 2. Pelo menos de forma não descartável.

9 comentários:

João Carreira disse...

E viva o Palco 2 da Queima das Fitas 2008, o nosso poiso eterno! Não nos esqueçamos da quantidade abusiva de vezes que se ouviu Sweet Child O'Mine em todo o recinto..Estranho, no mínimo.

Eduardo Negrão disse...

e uma palavra de apreço ao pessoal da ruc que passou som no palco 2 após os concertos! ficou esquecido

Tiago Estêvão disse...

Primitive Reason foi muito bom.
Quanto a concertos maus podemos ainda acrescentar os Diabolo. Sem dúvida o pior.

Anónimo disse...

Josué foi a melhor merda que alguma vez vi em lsd, nunca mais vou ser a mesma

António Pita disse...

E reparem como é destas pessoas que faltam no nosso blog. Pessoas que não só veem Josué como também andam nas drogas e falam disso com o pessoal. Futuros contactos, quem sabe.

Eduardo Negrão disse...

falta primitive, é verdade

André Forte disse...

e os mesa? ninguém fala dos mesa? como raio é que ninguém fala de mesa? o concerto foi bom! aquela mímica sísmica trocou-me as peúgas! e a luz vaga sem o rui reininho sabe sabe sempre bem...

António Pita disse...

Meus caralhos:

Primitive e Mesa não vi. Aliás como digo no post. Se lessem tudo (principalmente tu Negrão, porque eu refiro Primitive nos que não vi, ao contrário dos Mesa que vou botar agora!)

Muito Obrigado

P.S.- gostava tanto que a teclista dos Diesel Humm viesse aqui...

André Forte disse...

pita, eu não falava contigo. falava com toda a gente! está tudo a mandar bitaites e ninguém fala de mesa...

e já ouvi falar da teclista/violinista...