Em dois dias, experimentei o God is Good dos Om e um concerto de God's Pee, também conhecidos como Godspeed You! Black Emperor.
Em patamares diferentes, foram ambos muito bons. Mas, recapitulando atentamente os últimos dias, Godspeed You! Black Emperor foi o melhor concerto da minha vida.
Por isso: Boa sorte, concertos que se seguem! Desejo mesmo (!!!!) que batam isto:
...e correndo o risco de crucificação, diria que ainda vão a tempo de vender os vossos bilhetes para Deftones e ir ver o David Eugene Edwards ao Santiago Alquimista.
Era o que eu faria. Ontem, na Casa da Música, deram o concerto do ano, na minha singela opinião.
E como foi a primeira e última vez que eles passaram por cá, e, para muita gente, a primeira e/ou última vez que os viram (pelo menos até os ISIS fazerem uma reunion tour, que é o meu desejo desde que eles acabaram, portanto, se o Pai Natal existe, este é o momento para o provar), é impossível não assinalar a data.
Como sou simpático, deixo o encore do concerto em Almada, tocado noutro sítio, mas da mesma tour:
E, com a mesma ordem de ideias, fica o encore do concerto no Porto.
Não há muitas bandas que deixem um vaziozinho no meu coração como os ISIS deixaram. "Snif snif."
Já agora, o cartaz do concerto na Invicta é uma beleza, por isso, posso dizer-vos que o roubei DAQUI.
Vi estas raparigas há uns valentes meses em Aveiro e, bem, a minha atenção tem estado cravada nelas desde então. Confesso que na altura tive muito medo do que vinha aí (até porque se passou em contexto de festival e havia razões para ter algum medo, principalmente porque só conhecia a Scout Niblett — no entanto, só tive uma desilusão).
A verdade é que não demorou muito até perceber que ia ser um concerto do caraças. E foi mesmo. Tocam todas bem, fazem malhas boas e, acima de tudo, fazem cenas psicadélicas e cheias de feeling.
As Warpaint são daquelas bandas da NME consideradas a next-big-thing (uma óptima razão para se ter medo). A verdade é que desta vez, a NME acertou e escolheu uma banda mesmo boa. Há sempre uma grande probabilidade de ninguém se lembrar mais destas raparigas, mas nesse caso ouviram o single do novo álbum e pouco mais.
Uma amostra de música fofinha e boa como o cacete:
Mas claro, não há como ver as coisas com qualidade. Para isso, aconselho uma visita AQUI.
Pode parecer exagero, mas The Fool, o álbum de estreia destas raparigas, está nos melhores do ano.
...Ontem aconteceu o concerto do ano. Coincidência? Só vendo (imaginando a versão tripeira da coisa, que não aconteceu na ZDB, como é lógico):
E isto é só uma amostra muito pequena do que aconteceu. Se o vídeo tivesse mais uns quinze minutos ainda se apanhava a grandiosa Schism Prism/Adamantios em que as duas baterias se impuseram às distorções mega-graves para fazer uma verdadeira música doom-progressiva-oriental (se é que esta nomenclatura ridícula é sequer possível).
Acima de tudo, foi uma noite em que nunca a vertente performativa minou a música (e é por esse pequeno pormenor, pela música, que se deve ir ver um concerto). Pelo contrário, faziam tanto sentido as duas juntas que... não seria Master Musicians of Bukkake se não fosse assim.
Na verdade, acho admirável que estes tipos tenham a humildade de se auto-proclamarem como Master Musicians. Parece pouco.
...estão sempre a fazer coisas que me agradam. Começo a achar inevitável que o número de bandas nipónicas que me fascinam seja crescente. Porque é, indubitavelmente.
No Milhões de Festa deparei-me com uns loucos Bo Ningen (que diziam ser de "Urondon"), que me levaram numa viagem fantástico.
De há uns meses para cá, tenho vindo a ouvir uma coisa menos fantástica, mas mesmo bem feita, com feeling, pormenores... É aquilo que muita gente chamaria de "rabetice," mas todos nós temos um lado sensível e eu sou muito apologista de o desenvolver (e conservo as minhas razões para mim mesmo).
Os dois álbuns que ouvi de ent (uma banda sonora e o Welcome Stranger, de resto, os únicos que acho que o rapaz editou) conseguiram, de forma fofinha, levar-me a repetir audições com muito prazer. Acima de tudo, é uma audição a levar-se até ao fim. Ele é malandro e guarda sempre o melhor para o meio.
O raio destes japoneses... eles sabem o que fazem e pronto.
Daquelas coisas indie que me dão mesmo muito prazer ouvir. Aliás, posso mesmo dizer que a coisa é bem boa!
A Mountain of One editaram um álbum bem interessante. Bem interessante. Não é bom, porque algumas músicas andam longe de grandes malhas como esta, mas merece as audições todas.
Fazer-se música para vídeojogos é, cada vez mais, uma realidade. Ou seja, já não é só juntar músicas conhecidas a bandas sonoras. Há quem se divirta a fazer bandas sonoras completas, compositores de erudita a dedicar-se ao assunto. E porque não? A música acaba por ser um dos factores mais importantes para o ambiente de um jogo, que não é, em nada, um pormenor secundário. A não ser que comecemos a falar de jogos de simulação desportiva. Aí, retiro tudo o que disse.
Mas, para não desconversar, há, também, quem se divirta a transformar músicas já feitas em possíveis versões de OST de jogos dos anos 80/90. Outra vez: porque não?
Se os Mars Volta tivessem aparecido 15 anos mais cedo, aposto que teriam direito a fazer a banda sonora de um boss particularmente difícil da saga Legend of Zelda.
Durante muito tempo, tive algumas dificuldades em perceber o que é que se via em Fever Ray. Mas essas dificuldades foram relativamente fáceis de ultrapassar com a audição. Simplesmente, Fever Ray é do pop mais negro que já tive o prazer de ouvir.
Quando esse "dark side" da pop decide pegar numa música de outra pessoa da pop de quem eu gosto muito, a curiosidade fica grande. Eis o resultado:
E, bem, resulta. Esta segunda metade dos Knife sabe bem o que faz.
Visto este vídeo ficam com uma ideia do bom psicadelismo que esta boa gente faz. Ao vivo, deve uma daquelas experiências aterradoras, arrepiantes e únicas. Ou seja, 19 de Outubro vai ser um dia grande no Passos Manuel no Porto.
Com toda a sinceridade: andava completamente apático com tudo aquilo que vinha aí. Arcade Fire, !!!, Broken Social Scene... Ok, boa. Há-de haver quem fique satisfeito. Simplesmente, já vi tudo isso e não me estava a deixar muito entusiasmado a ideia de ver mais do mesmo.
A vinda dos Master Musicians of Bukkake pôs-me aos saltos na cadeira (é bem difícil escrever seja o que for quando só se tem vontade de saltar). E já não era sem tempo.
Quem quiser agradecer, faça-o AQUI. E faça-o repetida e apaixonadamente, pois este é, provavelmente, o concerto do ano.
Antes de mais, tenho de pedir desculpa pela ausência, mas as opiniões são como o vinho: demais dão dores de cabeça.
Desculpas esfarrapadas de parte, ainda não ouvi o novo dos Arcade Fire. Não sei se a desmotivação vem do facto de serem, dentro do pop, uma das minhas bandas preferidas, ou se simplesmente todo mediatismo em torno deles me faz perder o interesse, simplesmente porque acho que se tornem preguiçosos.
Em vez de o ouvir, vi duas músicas no Daily Show (podem seguir o link do Brooklyn Veegan). Uma deixou-me contente, por ver que eles ainda têm aquela coisa de serem a versão pop, infantil e despreocupada dos Silver Mt. Zion; no entanto, a outra, Month of May, deixou-me com a sensação de que agora as coisas estão diferentes e podem não ter a magia de funeral...
Não sei se já repararam, mas agora o youtube tem a opção "vuvuzela", isto é, a opção de tornar inaudível o vídeo em questão. Ou pelo menos, isso é o que podem pensar.
Nestas coisas de ver o que é que resulta ou não, descobri o vídeo perfeito para ter as vuvuzelas por cima. Ou antes, a música perfeita. Experimentem AQUI ouvir a Sanctuary dos Cavalera Conspiracy com os bichinhos por cima e digam lá se não ouvem uma dupla de ruído maravilha.
Esta tem sido uma semana de Mechanical Animals do Marilyn Manson, e é com prazer que digo que só os singles do álbum é que me chateiam (fora a boa e bonita Coma White).
Passados tantos anos, ainda é um álbum que me dá gosto ouvir, acho que por não ser o clássico Marilyn Industrial com vontade de mandar toda a gente dar uma curva ao bilhar grande, mas por ser, só e apenas, triste e suicida (as delícias dos fundamentalistas, por isso).
Fica aqui um bom exemplo da coisa emo do rapaz controverso dos States:
Os downloads de música servem simplesmente para conhecer o trabalho dos artistas. Aconselhamos que se compre o trabalho deles às editoras para que estas os continuem a explorar.
Se sentirem a necessidade de nos contactar e a caixa de comentários vos parecer desadequada (que raramente se espera que seja), escrevam para o stage.diving.pt [@rrouba] gmail.com