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quinta-feira, fevereiro 03, 2011

deus tem sido benevolente

Em dois dias, experimentei o God is Good dos Om e um concerto de God's Pee, também conhecidos como Godspeed You! Black Emperor.

Em patamares diferentes, foram ambos muito bons. Mas, recapitulando atentamente os últimos dias, Godspeed You! Black Emperor foi o melhor concerto da minha vida.

Por isso: Boa sorte, concertos que se seguem! Desejo mesmo (!!!!) que batam isto:

terça-feira, janeiro 04, 2011

Qual é a vantagem de ter o Trent Reznor a tratar de uma banda sonora?

A resposta pode ser resumida nestes dois minutos e meio:


segunda-feira, novembro 29, 2010

Faz um aninho que os ISIS passaram por cá

E como foi a primeira e última vez que eles passaram por cá, e, para muita gente, a primeira e/ou última vez que os viram (pelo menos até os ISIS fazerem uma reunion tour, que é o meu desejo desde que eles acabaram, portanto, se o Pai Natal existe, este é o momento para o provar), é impossível não assinalar a data.

Como sou simpático, deixo o encore do concerto em Almada, tocado noutro sítio, mas da mesma tour:


E, com a mesma ordem de ideias, fica o encore do concerto no Porto.


Não há muitas bandas que deixem um vaziozinho no meu coração como os ISIS deixaram. "Snif snif."

Já agora, o cartaz do concerto na Invicta é uma beleza, por isso, posso dizer-vos que o roubei DAQUI.

quarta-feira, novembro 17, 2010

Sobre o Coyote de Kayo Dot

Eis algumas citações que o Toby Driver escolheu, explicando que "ele percebeu a ideia" (ou algo semelhante), DESTE artigo no Prog Archives:

Highlights from a recent "Coyote" review at ProgArchives.com by AtomicCrimsonRush:

"...I hated it... I simply like to be entertained by music and this has the opposite effect."

"I was disturbed"

"The band just wallow in misery"

"depressing."

"At the end I felt depressed and I don't listen to music to feel depressed."

"Maybe this would speak to me if I were going through a break up or lost my job or a loved one passed away or I gave my soul away, but life is not like that for me. I can't relate to dark depressing sonnets and don't really want to subject my ears to hearing from the jaded warped minds of such musicians."

"The vocals are just miserable and despairing,"

"It is quite a feat of endurance to get through this."

"the gut wrenching music is nauseating beyond belief."

"it is simply not entertaining."

"As a parent I would cry if my children were listening to this."

"Coyote is drab and disturbing."

"sheer bleak atmosphere... I won't be returning to this."


E tenho de confessar que fiquei com uma vontade renovada de ouvir o Coyote até à exaustão.

domingo, maio 30, 2010

O Arizona e a falta de música

Isto é algo que, naturalmente, nos passa ao lado, mas no estado do Arizona, nos US of A, aprovou-se uma lei anti-imigração que permite à polícia perseguir uma pessoa que considere suficientemente suspeita de não ter documentos legais do país. Isto é, qualquer pessoa que, por exemplo, fale castelhano ou, ainda pior, tenha um ar mais sul-americano está queimada. Isto é, com as letras todas, racismo.

Felizmente, isto não é algo que deixe impávidos músicos e artistas conscientes. Zach de la Rocha começou um movimento de boicote ao Arizona, que basicamente leva a que artistas simplesmente deixem aquele estado fora de qualquer actividade cultural — basta que haja artistas a aderir.

Dito pelos situacionistas, lá pelos anos de 60, "a cultura é a mercadoria que justifica todas as outras," isto é, através do consumo cultural criam-se grupos de pessoas autónomas que acabam por tentar levar um estilo de vida autónomo relativamente aos demais. É uma mercadoria importante por se relacionar directamente com a individualidade.

Há, claro, muito mais na cultura, nem que seja o simples facto de ser expressão pura e humana (há algo maior do que isso?). Mas é por reconhecer esta importância, de que falei acima, que ainda deposito tanta esperança na música, nas outras artes, e nos resultados que este protesto pode vir a ter. Será que o povo do Arizona vai reagir ao Sound Strike, se ainda não reagiu à lei racista recentemente aprovada?

Até ver, já há uma lista bem decente de coisas que me deixavam chateado (e solidário, mas acima de tudo chateado) caso isso acontecesse em Portugal:

Cypress Hill
Juanes
Conor Oberst
Los Tigres del Norte
Rage Against the Machine
Cafe Tacvba
Micheal Moore
Kanye West
Calle 13
Joe Satriani
Serj Tankian
Rise Against
Ozomatli
Sabertooth Tiger
Massive Attack
One Day as a Lion
Street Sweeper Social Club
Spank Rock
Sonic Youth
Tenacious D


Escolham os vossos.

quarta-feira, maio 19, 2010

Os Isis acabaram...

A humildade deles é louvável, mas entristece-me. Custou-me ler no blogue da banda que preferem acabar em glória, pois fizeram tudo o que queriam fazer e sentem-se realizado com um projecto de 13 que nunca esperaram levar tão longe.

Já a Decibel o havia dito, que Wavering Radiant podia ser o último álbum. Apresentaram, no entanto, as razões erradas. O orgulho deste quinteto pelo trabalho (tão bem feito) motivou este fim. Eu acho que, sendo eles pessoas tão capazes, tinham mais para dar. Acredito nisso. Espero não estar enganado, mas acho que não saberemos tão cedo.

Obrigado, senhores! Boas memórias levo eu dos dois concertos em Portugal!

segunda-feira, abril 19, 2010

Gente estranha

Estava eu numa das minhas viagens sem sentido pela net quando me cruzo com o nosso António Pita a falar do aspecto dos Magma. Claro, estranhos eram eles, a inventar línguas e coisas assim mais progressivas e sem sentido aparente.

Claro que dessa época e onda o difícil é escolher O mais estranho. Basta pensar: os Gentle Giant com as suas roupas com brilhantes e momentos musicais para duendes em florestas verdejantes? os Genesis com o extravagante Peter Gabriel a rapar o cabelo a meio fazendo a anti-crista, enquanto imitava velhos e contava histórias? os Focus que faziam música com nomes do género "Hocus Pocus"? os Van der Graaf Generator e a forma de cantar peculiar do Peter Hammill? os Amon Düül II, cujo o dois eu nunca percebi?

Nestas divagações acabei por concluir que o mais estranho é o Ian Anderson, o frontman dos Jethro Tull. Podem ficar com este vídeo dele a fazer o que faz de melhor, claro, vestido com algo que se assemelha às roupas de um mendigo de luxo do século XV ou XVI (digo eu, que não percebo muito de traje tradicional):



Vá, o casaco já é um bocado "apresentador de circo do século XIX".

sábado, novembro 28, 2009

Até o Ípsilon parece querer ir

Contas feitas, tostões contados, sandocha na mochila... está tudo preparado para os concertos do fim-de-semana, do mês e, quem sabe, do ano (pessoalmente, continuo devastado pelos Minsk, mas os Isis são rapazes para fazer frente a esse concerto épico).



A verdade é que, no que toca a organizar concertos, este é o primeiro de tão grande envergadura que a Amplificasom apresenta e esperemos que não seja o último - esperemos, também, que os pequeninos pequeninos se mantenham, que dão sempre tanto prazer. E é, sem dúvida, um nome grandioso para se trazer a este jardinzinho. Até ao Ípsilon chamou a atenção. Como é que não havia de chamar?

Julgo que não serei o único a dizer: Qual Rock in Rio, qual quê! Eu vou é ver Isis e por mim os outros que vão dar uma curva! (sim, não faz sentido, bem sei. Mas é que aquele slogan do "eu vou" é dos tipos e, pronto, é a única ligação que tenho. Gosto destas coisas, apenas isso. Mas se o Rock in Rio fosse agora tinha uma 'punchline' de topo.)

terça-feira, novembro 24, 2009

*tic tac tic tac*

Sim, o relógio está a contar - e parece que é cada vez mais devagar - cada segundo para aquele que se espera ser um dos concertos do ano. Desta feita, não se fala apenas de uma qualidade impressionante, mas também de uma envergadura decente: os Isis já não são nenhuns meninos! Haja respeitinho!

E, confessem-se, todos vocês, já estávamos desejosos de ter estes marmanjos por cá, caramba! Já não era sem tempo!

Um aperitivo:


Um valente agradecimento aos senhores do costume - eu continuo a apoiar o cantar os parabéns no concerto de Isis - e à Prime Artists.

domingo, novembro 15, 2009

E hoje há (finalmente!)...

...o Prayer Fest. Um pequeno festival com um cartaz de luxo. Ver para crer (no cartaz e em concerto).

terça-feira, novembro 10, 2009

Seria uma grande falha nossa...

...não dar os Parabéns à Amplificasom. E um obrigado. Hoje fazem três anos e é tudo deles, porque tudo isto - Enablers :: James Blackshaw :: Osso :: Men Eater :: Pelican :: Larkin :: Capricorns :: Lair of the Minotaur :: Humanfly :: Bossk :: Chang Ffos :: Suma :: Before the Rain :: Katabatic :: Orthodox :: Glenn Jones :: Oblique Rain :: Zatokrev :: Headstone :: Desire :: Josué, O Salvador :: La Ira de Dios :: Missing Dog Head :: Ephel Duath :: Growing :: Boris :: Miguel Prado :: Crushing Sun :: Icos :: Franklin Pereira :: Secret Chiefs 3 :: The Allstar Project :: Caspian :: A Silver Mount Zion :: All Things Shining :: Russian Circles :: These Arms Are Snakes :: Six Organs of Admittance :: Sic Alps :: Wooden Shjips :: Aidan Baker :: Catacombe :: Nadja :: Sunshine Parker :: Monarch :: Löbo :: Wolves in a Throne Room :: Perrine :: Jorge Coelho :: Earth :: A Storm of Light :: Without Death Penalty :: This Will Destroy You :: Grey Daturas :: Year of no Light :: Bruce Lamont :: Minsk :: Kongh :: Constants :: Shooting Spires :: The Firstborn :: Process of Guilt :: L'Enfance Rouge :: Windsor for the Derby :: Heirs :: João Filipe & Henrique Fernandes :: Kayo Dot :: Nimai :: Fuck Buttons :: Indignu :: pg.lost :: Charge Group :: Humanfly :: Zu :: Circle :: Keelhaul :: Isis - foi graças a eles. Esperamos por mais, claro. Se não houver, ficamos agradecidos na mesma.

Melhor, melhor, seria cantar-lhes os parabéns no próximo concerto com o seu selo, uma versão doom. Mas acho que os Isis não iam gostar da brincadeira. A ideia fica aqui na mesma.

domingo, outubro 25, 2009

Finalmente, uma banda com um nome começado com um artigo decente.

Falo dos PAUS. Sinceramente, já estou farto desses chouriços - falo de Os Azeitonas, Os Pontos Negros e afins -, que fazem as suas cópias dos Strokes em português. Têm o seu espaço, mas não me agradam.

Já os PAUS, esses surpreenderam-me logo com a escolha do nome. Bem humorado. Depois com a ideia das baterias ligadas pelo mesmo bombo. Agora decidi-me a ir ao Myspace e ouvir a demo, que tem coisas mesmo muito boas. Ainda estou confuso com o que se passa ali, mas gostei do que ouvi. E aconselho que façam o mesmo (até deixo o LINK PARA O EFEITO).

Aconselho também que vejam as definições que já lhes atribuíram. Para mim, eles são Electro-Progressivo com pitadas de simetria harmónica. Aproveito para confessar que isto não faz sentido e que não tenho o jeito natural para etiquetar a malta.

terça-feira, outubro 20, 2009

Uma história bonitinha...

...que envolve um homicídio por afogamente, demónios, manicómios, paisagens e músicas novas dos Cult of Luna. Uma receita para a (in)felicidade, no fundo.
Aquele fim-de-semana de que os suecos falaram no Myspace, e de que falo aqui pela primeira vez, seria para gravar algumas paisagens sonoras e músicas novas para acompanhar o livro que conta a história toda de Holger Nilsson, o autor do diário que originou o mais recente Eternal Kingdom. Sim, o livro vai ser editado - descansem os que não sabem ler sueco (seus incultos), vai haver uma tradução em inglês.
As músicas novas irão acompanhar um audiobook, que vem com o dito cujo livro. Óptimas notícias.

domingo, setembro 27, 2009

Sabem porque é que o Trent Reznor vai pôr a música de parte?

Porque gosta de jogos. Sim, videojogos. É verdade. Acho que quase toda a gente teve a sua fase do Gameboy ou do CS. O Trent Reznor teve a fase do Pong, do Metroid, do Castlevania, do Quake (fez a banda sonora para um dos jogos desta série), do Doom e, claro, do Year Zero, um Alternate Reality Game que ele mesmo desenvolveu em conjunto com o estúdio que pôs cá fora jogos como o Unreal.

Agora, Trent Reznor vê as coisas numa perspectiva diferente, não apenas na perspectiva de músico/compositor. Falou de tudo isso e de mais algumas coisas nesta entrevista à Joystiq sobre a sua relação com jogos. Uma coisa é certa: Trent Reznor acha o Super Mário demasiado burguês e não se consegue identificar com ele (sendo o Super Mário um canalizador, vejo-me obrigado a meter o mentor de NIN num extremo muito extremo da esquerda). Ah! Ele também conta quais os seus projectos para o futuro, coisas que o levaram a meter NIN em stand-by, por agora. Leia-se:

"Rob [Sheridan] and I are working on a project together that's moving forward and focuses on the creation of content from a developer's perspective. Would I do music for an everyday game? Meh. I'm not thrilled about the idea, but if someone cool came to me and had this great game, then I'd consider it. Just like if a great director came to me and said, "I'm doing a film would you want to do the music?" I'd consider it.

That's not my dream job, to be honest with you. The idea of making a cool game or making a cool software platform, now that's wildly exciting to me! Content creation is where me and Rob are headed.

That's sort of a direct result of what we did with Year Zero, in terms of the ARG and presenting it. That was, from my perspective, the most rewarding creative experience, musical or not. Being able to take this world and present it to people in a creative way. It wasn't a game, it wasn't a website, it was kind of all those things in one. It was an experience where it was fun to use all the different kinds of mediums that are available now and, in the end, kind of creep into people's minds.

I like playing shows, and I can play shows. I've played big shows and I've played shitty shows. I've played where people show up and played where people don't show. But what excites me is working on stuff like the Year Zero project more than my current thing. I could keep doing shows. I'm pretty good at it, but I want to fucking start something that I might suck at and try that. You know, to see what it's like to suck for once."

Ou seja:

"We're working on some things that will start to come into fruition post Nine Inch Nails and post our tour. That's one of the reasons I'm stopping the tour, because there are all these other things that I've been wanting to do that are outside playing shows. While I enjoy doing Nine Inch Nails and touring, I've done it enough where there are a lot of other things I'd like to get into. One of those things ... well, I'm probably saying too much, because if it doesn't happen then I'll have to answer questions about it for the next five years. Let's just say that one of the things that's highest priority for me and Rob is the development of some entertainment-based video game–type stuff."

É provável que, mais tarde ou mais cedo, haja uma experiência nova no mundo dos videojogos assinada por T-Rez e Rob Sheridan. Eu estou curioso e, confesso, mal posso esperar. "It's a simple idea. It's kind of dumb and obvious, but could be fun." Para mim serve.

quarta-feira, setembro 23, 2009

Digam lá que isto não vale dois concertos (ou três)?







Como diriam os anglófonos: I rest my case.

quinta-feira, setembro 17, 2009

Falta uma semana!!!

Apesar de todo um burburinho sobre os dois concertos, a verdade é que esta é uma das bandas que mais surpreendeu nos últimos anos. Acho que não é preciso recuar até ao grandioso (é dizer pouco) Choirs of the Eye para perceber de que se tratam de génios; os Kayo Dot têm dado provas da sua genialidade ao longo de toda a sua carreira - e aqui vale a pena recuar até aos maudlin of the Well e tentar ouvir outros projectos em que Mia e Toby se tenham envolvido, nomeadamente o side-project Tartar Lamb e os subtis Gregor Samsa - e há que reconhecer-lhes esse mérito e ainda o que ainda está para vir (que também o vão merecer). Sublinhe-se, aqui, que não vai faltar muito para isso, que há um álbum novo para ser editado ainda este ano pela Hydra Head.

Com isto, não é exagero dizer que estes senhores merecem a vossa atenção em ambos os concertos, porque, em condições diferentes, de uma banda deste calibre, pode-se esperar coisas diferentes e não apenas um alinhamento mais reduzido (gosto, sinceramente, de acreditar nisso). Até porque, feliz ou infelizmente, não é uma "Marathon" ou uma "Gemini Becoming the Tripod" que vamos apanhar, mas, provavelmente, músicas novas - ou até experimentalismos senis (se deus existe, será mesmo assim que as coisas se vão passar!!!!!!).

Não estou a empolar a banda, a verdade é que os Kayo Dot merecem este respeito e por isso não me vou cansar, nestes próximos tempos, de sublinhar estes dois concertos (polémicas e nóias de parte):

domingo, julho 12, 2009

Já que andamos nisto das entrevistas...

Justin Broadrick em entrevista, tudo sobre Jesu. Tem óptimas questões e aborda grande parte do trabalho de JKB neste projecto específico - mesmo os pontos mais interessantes, as estruturas que utiliza nas composições, as influências, as mudanças de algo mais 'guitar-driven' para uma música mais electrónica...

Só para aguçar a curiosidade, o senhor Broadrick já avançou que o próximo trabalho de Jesu será novamente guiado com muitas guitarradas - e parece já se fartou dos elementos electrónicos ("I contradict myself often with what I’m searching for and often do the opposite of what I did previously.").

domingo, junho 14, 2009

Dixieland e Jacinta

O Dixieland já é um roteiro aqui da zona de Coimbra. Não que toda a gente cá venha, mas vejo que a tenda principal, onde ontem cantou a Jacinta, fica maior de ano para ano e, no entanto, mantém-se cheia. É um óptimo sinal.

Seria um sinal ainda melhor, digo eu, se o festival de Jazz de Cantanhede se passasse a chamar o Fusionland ou o Free-Jazz-Land. Não tenho nenhum problema com o Dixie e acho mesmo que é uma boa forma de chamar as pessoas para o Jazz, visto ter as mesmas características que uma música de Rock puro: é enérgica, dançável e tem uma estrutura acessível. Eu apenas acho que depois de estar no Dixieland tenho de esperar um ano para conseguir ouvir novamente músicas do género ou arranjos da "When the Saints Go Marching In".

Fora estas considerações, a noite de ontem não podia ter sido mais Dixie, e no bom sentido. As bandas foram passando e ouviram-se músicas completamente transformadas e adaptadas ao género - e poucos resistiram a cantar, enquanto que outros poucos não resistiram a dar um pézinho de dança com a menina da cadeira do lado. Eu, pelo menos, cantei aquela do "I'm walking on sunshine, wooohoo!"

O ambiente foi finalmente perturbado pela habitual subida ao palco do mítico José Duarte que, com um discurso nada conseguido sobre a luta das mulheres para vingarem na sociedade, anunciou que a banda a acompanhar a Jacinta era composta apenas por senhoras, todas elas holandesas - e óptimas intérpretes, acrescento eu. As músicas foram passando até que a Jacinta se apoderou do palco e impressionou tudo e todos com a sua voz. É, realmente, um voz lindíssima e óptima para o Jazz. Pessoalmente dispenso as vozes, as letras... mas quando são cantadas com tamanha alma, tornam-se arrebatadoras; a cantora portuguesa, simpática, mostrou como é que se está num concerto de Jazz e como é que se canta o Jazz com a alma que ele pede.

Mas de Dixie já chega. Até para o ano!

sexta-feira, abril 24, 2009

Sempre que ouço isto...

...fico completamente fascinado. Esta banda é simplesmente incrível, senil, estranha e, para mim, a melhor do género no seu tempo. Muito, muito à frente.

Apreciem a excelência dos Gentle Giant e reparem como o teclas faz a mesma melodia em teclados diferentes (uau, eu sei que não é impressionante, deixem-me lá acabar), entrando uma mão um tempo depois da outra - não consigo fazer uma descrição melhor.


Esta é para a viagem. São eles a percorrer um álbum todo numa só música. No fundo é uma viagem curta...


A voz é sobrevalorizada... e a aparência também!

quarta-feira, abril 08, 2009

Trent Reznor falou (e muito bem)!!!

Comecei agora a ver a entrevista Digg Dialogg a este senhor e ele começa logo à grande: "Como uma editora já não explora os rendimentos dos NIN, nós já nos podemos dar ao luxo, por exemplo, de disponibilizar músicas gratuitamente. Isto traz mais pessoas aos concertos. A música é de borla para quem a quiser, na Internet. Nós apenas somos razoáveis e fazemos aquilo que achamos melhor."

De volta a ti, Tozé Brito. Ah, isto se tiveres argumentos.

(gosto de falar como se ele viesse aqui só porque torna tudo mais aceso. De resto, não sei se o homem sabe sequer usar um computador - até dúvido que o saiba, tendo em conta aquilo que costuma dizer - quanto mais se visita este tasco).

Actualização: Aliás, a primeira pergunta é o Reznor a cortar à machadada esse pessoal das editoras que ainda vive nos anos 20 do século passado. Fiquei com muita pena deles. Têm a minha compaixão.