"1. Não é notícia publicada mas não se encontra maior presença que a sua certeza em tudo o quanto seja comunicação online, em fóruns, facebooks, blogs, resenhas, artigos. Falo da ascensão dos haterz , que em tão infortunada minoria vocal se arrebanham no próprio fórum BLITZ, cuspindo em toda a dignidade, suor, talento, visão, capacidade de decisão de quem trabalha e vive a música de uma forma não anónima e muito mais real. A discussão da música nunca esteve tão baixa e a vox populi provou que quando munida de voz e oportunidade, continua a dar mais primazia à coscuvilhice do que à construtividade e ao entendimento de algo que desafia, arte, ciência, filosofia e religião, como é o caso da música. Temo que nos tornemos um pais de coscuvilheiras musicais, comerciando em género mesquinho os alimentos da alma."
Desculpem, mas não resisti.
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quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Fernando Ribeiro devia ter procurado melhor...
Nada contra o senhor, só contra esta frase: "Eu bem tento encontrar os Pink Floyd nos MGMT, senhores..."
E bem que pode continuar a tentar. Se pode.
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Mega dia dos namorados? Talvez não.
Moonspell celebram Dia de São Valentim com um concerto no Teatro Rivoli, no Porto, e a vocalista dos Gift é a voz convidada.
Eu até tinha boas memórias dos Moonspell. Começo é a não saber onde...
Eu até tinha boas memórias dos Moonspell. Começo é a não saber onde...
terça-feira, janeiro 18, 2011
A Joss Stone é a maior
Também lhe posso chamar a rainha do óbvio, mas gosto mais de acreditar que ela teve uma grande classe a dizer o tal óbvio (muito graças ao seu sorriso encantador, diga-se de passagem).
Nunca gostei especialmente da sua música, mas admito que sempre nutri simpatia pela rapariga. Sempre. *cof cof*
Ideia descaradamente roubada do Inarmónico.
Ideia descaradamente roubada do Inarmónico.
Warpaint = Girl Band?
Warpaint. As regras das girl bands para o século XXI
Para fugir ao hábito, agora é tempo de dizer mal de um título do I: uma comparação que nos remete a Spice Girls e Pussycat Dolls é mesmo a melhor forma de descrever as Warpaint?
Para fugir ao hábito, agora é tempo de dizer mal de um título do I: uma comparação que nos remete a Spice Girls e Pussycat Dolls é mesmo a melhor forma de descrever as Warpaint?
quinta-feira, dezembro 02, 2010
Nunca é demais sonhar:
Diz o Trent Reznor: "Just saw and heard some work-in-progress footage from the final NIN shows last year and it managed to make me miss touring!"
Quem sabe se os NIN...
Quem sabe se os NIN...
quinta-feira, outubro 21, 2010
Headbanging, essa coisa do hip hop
Não posso deixar de reagir a ESTE post do MetalSucks. A verdade é que se isto pega, os concertos de Black Metal não serão a mesma coisa.
Fora isso, é só curioso ver que se calhar não é preciso assim tanto treino para fazer a coisa bem. Se uma criança de nove anos consegue...
(de resto, serei o único a achar estranho que a voz da rapariga se pareça incrivelmente com a da Rihanna? Tenho de duvidar da idade de qual delas?)
terça-feira, outubro 19, 2010
Fora de contexto o Elton John é mais fixe
Vou descontextualizar completamente uma frase do Elton John e fazê-la valer pela minha opinião: "A pop contemporânea não é muito inspiradora."
Dito isto, podem ver o contexto AQUI e, como eu, ficarem tristes, ou ficarem simplesmente confusos.
na Setlist
Escrita e Citada,
Mediático
sexta-feira, agosto 27, 2010
Os melhores álbuns desta semana
Não, não vos vou dizer quais foram os melhores álbuns da semana que passou. Mas sei de uma publicação com uma respeitável opinião sobre o assunto.
Digo respeitável por uma simples razão: não me parecem o tipo de entusiastas que dizem bem de tudo. Há ainda outra razão, válida somente para mim, que é o facto de os artigos que fazem sobre o assunto espelharem, mais ou menos fielmente, o meu gosto.
Mas não há nada melhor do que verem se este é um bom barómetro para o vosso gosto e darem a vossa vista de olhos no artigo semanal da ALARM Magazine sobre os tais álbuns da semana.
Lembrei-me disto por uma razão: foi através do "This Week's Best Albuns" que descobri Master Musicians of Bukkake. E sim, estou-lhes muito grato.
domingo, fevereiro 21, 2010
Sobre o último álbum dos Muse
Lembro-me que o António mandou a posta aqui com os títulos dos álbuns e que, na altura, associei imediatamente o conceito do álbum à obra-máxima de George Orwell Mil Novecentos e Oitenta e Quatro.
Ontem, num momento de insónia, dei por mim a ouvir o single "Resistance" e a associação estabeleceu-se imediata e novamente quando ouvi o refrão: "love is our resistance," grita emocionalmente o Mathew Bellamy com a sua voz de rouxinol. Confesso: fiquei desiludido com a ideia.
Um livro tão bom, enxovalhado com música que já viu melhores dias... O livro é intemporal. Os Muse deviam sê-lo com o seu Absolution e não pensavam mais em música.
Ontem, num momento de insónia, dei por mim a ouvir o single "Resistance" e a associação estabeleceu-se imediata e novamente quando ouvi o refrão: "love is our resistance," grita emocionalmente o Mathew Bellamy com a sua voz de rouxinol. Confesso: fiquei desiludido com a ideia.
Um livro tão bom, enxovalhado com música que já viu melhores dias... O livro é intemporal. Os Muse deviam sê-lo com o seu Absolution e não pensavam mais em música.
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
Cult of Luna dão-nos um presentinho online.
Dia 24, pelas 8h30 - não sei se devido ao fuso horário não deva ser mais cedo aqui - vai ser transmitida uma actuação dada pelos senhores dos cultos à santa imaculada para a estação de rádio sueca P3.
Simpáticos como são, os Cult of Luna disponibilizaram o link para que se ouça no famoso live broadcast. Para os mais interessados, é marcar no calendário, activar um despertador e ir AQUI.
Ora, o conteúdo da actuação permanece um mistério para mim. Caso saibam de alguma coisa, agradece-se que partilhem as novidades aqui com a malta. Por mim, eu até já desisti pensar, sequer, em acordar para os ouvir. Acredito nos poderes mágicos da internet, chamem-me ingénuo.
Simpáticos como são, os Cult of Luna disponibilizaram o link para que se ouça no famoso live broadcast. Para os mais interessados, é marcar no calendário, activar um despertador e ir AQUI.
Ora, o conteúdo da actuação permanece um mistério para mim. Caso saibam de alguma coisa, agradece-se que partilhem as novidades aqui com a malta. Por mim, eu até já desisti pensar, sequer, em acordar para os ouvir. Acredito nos poderes mágicos da internet, chamem-me ingénuo.
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
NBA All-Star Weekend: a surpresa musical de Erikah Badu
O título fala por si, mas isto merece uma contextualização. Eu gosto de Basket e aparentemente a Erykah também, visto ter feito uma participação no NBA All-Star Weekend - Saturday (que é quando acontecem os concursos divertidos, tais como o de afundanços e o de triplos). Pelos vistos, a dona "sou a rainha do soul de agora" também foi ver o "Kryptonite" Robinson tornar-se rei das alturas, apesar de ser um anão de 172 cm.
Mas não é isso que me leva a falar do assunto - caso contrário, o nome deste blogue seria uma referência clara a um bombardeamento nazi durante a Segunda Grande Guerra. O extremamente curioso da sua actuação foi ter acontecido desprovido daquilo que é considerado um dos instrumentos base da música negra: a bateria. Para esta senhora, o que importa é o baixo e o seu groove - o ritmo está no estalar dos dedinhos.
A banda era a sua voz, linda como de costume, um contrabaixo, um teclado Fender Rhodes e um coro de três raparigas. E, claro, não faltou groove, nem tampouco uma grande dose de ritmo (grande grande grande baixista). Melhor: a sensação de vazio que deixa a falta de uma bateria numa música tipicamente soul/jazz durou pouco tempo, mas durou o suficiente para nos apercebermos do caso.
Ora, palavras para quê:
Mas não é isso que me leva a falar do assunto - caso contrário, o nome deste blogue seria uma referência clara a um bombardeamento nazi durante a Segunda Grande Guerra. O extremamente curioso da sua actuação foi ter acontecido desprovido daquilo que é considerado um dos instrumentos base da música negra: a bateria. Para esta senhora, o que importa é o baixo e o seu groove - o ritmo está no estalar dos dedinhos.
A banda era a sua voz, linda como de costume, um contrabaixo, um teclado Fender Rhodes e um coro de três raparigas. E, claro, não faltou groove, nem tampouco uma grande dose de ritmo (grande grande grande baixista). Melhor: a sensação de vazio que deixa a falta de uma bateria numa música tipicamente soul/jazz durou pouco tempo, mas durou o suficiente para nos apercebermos do caso.
Ora, palavras para quê:
Claro que uma aparição destas não acontece sem razão nenhuma: o novo álbum da senhora está por aí à espreita. New Amerykah, Part II. Eu cá estou ansioso.
sexta-feira, dezembro 25, 2009
Faleceu Vic Chesnutt
Vic Chesnutt terá tentado suicidar-se com comprimidos ontem ou hoje de madrugada. Algumas publicações vão mais longe e anunciaram já a sua suposta morte, embora nenhuma fonte oficial o confirme para já. No entanto, Kristen Hersh - música e amiga próxima do cantor - tem como última entrada no seu Twitter "you people are so full of love-thank you for sending it vic and tina's way-the situation is complex and sad, but there's still a little hope". A coisa não se mostra famosa.
Vic Chesnutt tem 45 anos e vive desde os 18 numa cadeira de rodas.
EDIT: No mesmo Twitter que indiquei no texto em cima foi escrito há cerca de duas horas o seguinte: "he's gone...so much to go away in a moment". Chesnutt culminou a sua vontade. Ficam as canções.
Vic Chesnutt tem 45 anos e vive desde os 18 numa cadeira de rodas.
EDIT: No mesmo Twitter que indiquei no texto em cima foi escrito há cerca de duas horas o seguinte: "he's gone...so much to go away in a moment". Chesnutt culminou a sua vontade. Ficam as canções.
na Setlist
Divulgação,
Mediático,
Note-se
quarta-feira, outubro 28, 2009
Para quem aguardou muito muito muito
Aqui fica o primeiro single dos Them Crooked Vultures, que, para quem não sabe, são compostos pelo Josh Homme (Queens of the Stone Age), pelo Dave Grohl (Foo Fighters, Nirvana) e pelo baixista de Led Zeppelin, John Paul Jones.
A música, cujo excerto estava no Myspace, está agora na íntegra aqui:
Está Queens of the Stone Age com uns pózinhos de qualquer coisa mais. É bom, eu gosto de Queens of the Stone Age. Vocês não gostam de Queens of the Stone Age?
A música, cujo excerto estava no Myspace, está agora na íntegra aqui:
Está Queens of the Stone Age com uns pózinhos de qualquer coisa mais. É bom, eu gosto de Queens of the Stone Age. Vocês não gostam de Queens of the Stone Age?
terça-feira, outubro 20, 2009
U2 x2
Para além do esgotado dia 2 de Outubro há outro dia 3. Confirmado hoje. Também em Coimbra.
Quem quiser ir para a enorme batalha das Wortens e FNACs, aviso que é já no próximo sábado.
Quem quiser ir para a enorme batalha das Wortens e FNACs, aviso que é já no próximo sábado.
segunda-feira, outubro 19, 2009
Como assim dúvida?
Escreve-se no The Guardian que os Bloc Party estão a pensar em dar um tempinho à sua relação, para irem experimentar outros compinchas e outras paragens. Citado, o baterista Matt Tong afirma que ele próprio "wouldn't mind trying something else for a while". Já o frontman Kele Okereke instala a dúvida: "We may take a year off, we may take three years off. We may never make a record again or we may head straight back in and do a record."
Sinceramente acho que já vem tarde. Um album tarde de mais, para ser preciso.
Sinceramente acho que já vem tarde. Um album tarde de mais, para ser preciso.
na Setlist
Entrevista,
Mediático,
Reflexão
domingo, setembro 27, 2009
Sabem porque é que o Trent Reznor vai pôr a música de parte?
Porque gosta de jogos. Sim, videojogos. É verdade. Acho que quase toda a gente teve a sua fase do Gameboy ou do CS. O Trent Reznor teve a fase do Pong, do Metroid, do Castlevania, do Quake (fez a banda sonora para um dos jogos desta série), do Doom e, claro, do Year Zero, um Alternate Reality Game que ele mesmo desenvolveu em conjunto com o estúdio que pôs cá fora jogos como o Unreal.
Agora, Trent Reznor vê as coisas numa perspectiva diferente, não apenas na perspectiva de músico/compositor. Falou de tudo isso e de mais algumas coisas nesta entrevista à Joystiq sobre a sua relação com jogos. Uma coisa é certa: Trent Reznor acha o Super Mário demasiado burguês e não se consegue identificar com ele (sendo o Super Mário um canalizador, vejo-me obrigado a meter o mentor de NIN num extremo muito extremo da esquerda). Ah! Ele também conta quais os seus projectos para o futuro, coisas que o levaram a meter NIN em stand-by, por agora. Leia-se:
"Rob [Sheridan] and I are working on a project together that's moving forward and focuses on the creation of content from a developer's perspective. Would I do music for an everyday game? Meh. I'm not thrilled about the idea, but if someone cool came to me and had this great game, then I'd consider it. Just like if a great director came to me and said, "I'm doing a film would you want to do the music?" I'd consider it.
That's not my dream job, to be honest with you. The idea of making a cool game or making a cool software platform, now that's wildly exciting to me! Content creation is where me and Rob are headed.
That's sort of a direct result of what we did with Year Zero, in terms of the ARG and presenting it. That was, from my perspective, the most rewarding creative experience, musical or not. Being able to take this world and present it to people in a creative way. It wasn't a game, it wasn't a website, it was kind of all those things in one. It was an experience where it was fun to use all the different kinds of mediums that are available now and, in the end, kind of creep into people's minds.
I like playing shows, and I can play shows. I've played big shows and I've played shitty shows. I've played where people show up and played where people don't show. But what excites me is working on stuff like the Year Zero project more than my current thing. I could keep doing shows. I'm pretty good at it, but I want to fucking start something that I might suck at and try that. You know, to see what it's like to suck for once."
Ou seja:
"We're working on some things that will start to come into fruition post Nine Inch Nails and post our tour. That's one of the reasons I'm stopping the tour, because there are all these other things that I've been wanting to do that are outside playing shows. While I enjoy doing Nine Inch Nails and touring, I've done it enough where there are a lot of other things I'd like to get into. One of those things ... well, I'm probably saying too much, because if it doesn't happen then I'll have to answer questions about it for the next five years. Let's just say that one of the things that's highest priority for me and Rob is the development of some entertainment-based video game–type stuff."
É provável que, mais tarde ou mais cedo, haja uma experiência nova no mundo dos videojogos assinada por T-Rez e Rob Sheridan. Eu estou curioso e, confesso, mal posso esperar. "It's a simple idea. It's kind of dumb and obvious, but could be fun." Para mim serve.
Agora, Trent Reznor vê as coisas numa perspectiva diferente, não apenas na perspectiva de músico/compositor. Falou de tudo isso e de mais algumas coisas nesta entrevista à Joystiq sobre a sua relação com jogos. Uma coisa é certa: Trent Reznor acha o Super Mário demasiado burguês e não se consegue identificar com ele (sendo o Super Mário um canalizador, vejo-me obrigado a meter o mentor de NIN num extremo muito extremo da esquerda). Ah! Ele também conta quais os seus projectos para o futuro, coisas que o levaram a meter NIN em stand-by, por agora. Leia-se:
"Rob [Sheridan] and I are working on a project together that's moving forward and focuses on the creation of content from a developer's perspective. Would I do music for an everyday game? Meh. I'm not thrilled about the idea, but if someone cool came to me and had this great game, then I'd consider it. Just like if a great director came to me and said, "I'm doing a film would you want to do the music?" I'd consider it.
That's not my dream job, to be honest with you. The idea of making a cool game or making a cool software platform, now that's wildly exciting to me! Content creation is where me and Rob are headed.
That's sort of a direct result of what we did with Year Zero, in terms of the ARG and presenting it. That was, from my perspective, the most rewarding creative experience, musical or not. Being able to take this world and present it to people in a creative way. It wasn't a game, it wasn't a website, it was kind of all those things in one. It was an experience where it was fun to use all the different kinds of mediums that are available now and, in the end, kind of creep into people's minds.
I like playing shows, and I can play shows. I've played big shows and I've played shitty shows. I've played where people show up and played where people don't show. But what excites me is working on stuff like the Year Zero project more than my current thing. I could keep doing shows. I'm pretty good at it, but I want to fucking start something that I might suck at and try that. You know, to see what it's like to suck for once."
Ou seja:
"We're working on some things that will start to come into fruition post Nine Inch Nails and post our tour. That's one of the reasons I'm stopping the tour, because there are all these other things that I've been wanting to do that are outside playing shows. While I enjoy doing Nine Inch Nails and touring, I've done it enough where there are a lot of other things I'd like to get into. One of those things ... well, I'm probably saying too much, because if it doesn't happen then I'll have to answer questions about it for the next five years. Let's just say that one of the things that's highest priority for me and Rob is the development of some entertainment-based video game–type stuff."
É provável que, mais tarde ou mais cedo, haja uma experiência nova no mundo dos videojogos assinada por T-Rez e Rob Sheridan. Eu estou curioso e, confesso, mal posso esperar. "It's a simple idea. It's kind of dumb and obvious, but could be fun." Para mim serve.
na Setlist
Arte,
Entrevista,
Escrita e Citada,
Mediático,
Note-se
sábado, setembro 12, 2009
Quando a música pára no noticiário
...E não é pelas melhores razões. Eu hoje estava todo divertido, melhor, ensonado, a ver televisão quando dou por mim a ouvir o comentário à notícia da rentrée política do senhor Obama pela boca do vocalista de Blind Zero, Miguel Guedes. So há uma pergunta a fazer num momento crítico como este: "Mas que raio...?! O Miguel Guedes?!"
Normalmente a música é notícia quando, sei lá, envolve a Madonna e mais uma adopção polémica, ou uma agressão, ou mesmo a morte do Michael Jackson. Vá, se a Mariza ou a Ana Moura fizerem um barbecue no estrangeiro a coisa também aparece. E para nós é isso a música: fado lá fora ou marosca. E com isto, eu fico mesmo sem perceber porque é que o vocalista dos Blind Zero virou comentador - nem como. Será um positivo sinal de mudança? Será que já se reconhece o valor de um músico (ainda que eu fizesse outro tipo de escolha)?
Normalmente a música é notícia quando, sei lá, envolve a Madonna e mais uma adopção polémica, ou uma agressão, ou mesmo a morte do Michael Jackson. Vá, se a Mariza ou a Ana Moura fizerem um barbecue no estrangeiro a coisa também aparece. E para nós é isso a música: fado lá fora ou marosca. E com isto, eu fico mesmo sem perceber porque é que o vocalista dos Blind Zero virou comentador - nem como. Será um positivo sinal de mudança? Será que já se reconhece o valor de um músico (ainda que eu fizesse outro tipo de escolha)?
terça-feira, setembro 01, 2009
Eusébio Hoje
No futuro, será Fátima Hoje - aposto que envolve vai envolver um coro como aqueles que cantam músicas dos jogos clássicos da nintendo e grandes efeitos de luzes. Era o que eu faria. Mas, verdade seja dita, o meu sentido de humor é terrível e prefiro deixar isso, de fazer rir, para quem sabe, ou para quem pelo menos tenta viver disso.
Resumindo, devido à parvoíce que é Amália Hoje, há quem já fale em Amália Hoje Hoje, ou mesmo no projecto que irá revisitar este último, os Amália Hoje Hoje Hoje, ou, melhor ainda, quem procure num outro dos três Fs que supostamente reflectem a identidade portuguesa, no futebol. Veja-se o que os contemporâneos acham do assunto:
Isto foi escandalosamente roubado do Inarmónico.
Resumindo, devido à parvoíce que é Amália Hoje, há quem já fale em Amália Hoje Hoje, ou mesmo no projecto que irá revisitar este último, os Amália Hoje Hoje Hoje, ou, melhor ainda, quem procure num outro dos três Fs que supostamente reflectem a identidade portuguesa, no futebol. Veja-se o que os contemporâneos acham do assunto:
Isto foi escandalosamente roubado do Inarmónico.
sábado, agosto 29, 2009
Depois destas curtas férias...
...gostaria de declarar reaberta a actividade no blogue.
É verdade, os Oasis acabaram. Uma amiga minha, que vai permanecer no anonimato, esteve precisamente no Rock en Seine, em Paris - onde "a melhor banda do mundo" se chateou -, e disse-me e enviou-me a seguinte mensagem: "Yeah yeah yeahs e bloc party, a-ok. Oasis? Due to an altercation between members of the band the oasis gig has been cancelled. Gallagher-pussys." Está dito.
Noutros pontos da ordem de trabalhos que acabei agora mesmo de inventar na minha cabecinha, começaram ontem as Noites Ritual, no Porto. Eu até estive lá. Sou preconceituoso em relação ao Manel Cruz, certamente, porque tudo o que ele faz me soa a pequenas variações dos Ornatos Violeta (algo que destroi fantasticamente qualquer tipo de brilhantismo ou de genialidade que tão frequentemente lhe atribuem; que tipo mais chato, a sério! Não compreendo mesmo como é que ainda não se fartaram de ouvir sempre o mesmo depois de tantos anos!), e Foge Foge Bandido (se tiver vírgulas, perdoem-me) é que não foge a essa regra. Noiserv acabei por não porque fiquei sentado num sítio bom demais para ver Dead Combo - e como não paguei bilhete, também não me chateei. E sim, Dead Combo rendeu. Depois vieram umas cenas electrónicas e os Deolinda - que me perturbam imenso, com a sua Ana Bacalhau e a pseudo-consciência político-popular de intervenção de tasca. Claro que não vi, mas ouvi o suficiente para manter a minha posição.
Hoje são os Mão Morta e o novo projecto do mentor dos Mesa, o senhor João Pedro Coimbra (o projecto chama-se Andrew Thorn, já agora. Se tiverem oportunidade façam o seguinte: ouçam a música do Tricky chamada "Overcome" e ouçam a versão feita por este senhor que está no Myspace. Muito curioso, não?). A ver o que sai. Os outros marmanjos não me interessam muito, sinceramente.
E, pronto, não sei. Se calhar precisava de mais férias, não?
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