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quarta-feira, abril 08, 2009

Trent Reznor falou (e muito bem)!!!

Comecei agora a ver a entrevista Digg Dialogg a este senhor e ele começa logo à grande: "Como uma editora já não explora os rendimentos dos NIN, nós já nos podemos dar ao luxo, por exemplo, de disponibilizar músicas gratuitamente. Isto traz mais pessoas aos concertos. A música é de borla para quem a quiser, na Internet. Nós apenas somos razoáveis e fazemos aquilo que achamos melhor."

De volta a ti, Tozé Brito. Ah, isto se tiveres argumentos.

(gosto de falar como se ele viesse aqui só porque torna tudo mais aceso. De resto, não sei se o homem sabe sequer usar um computador - até dúvido que o saiba, tendo em conta aquilo que costuma dizer - quanto mais se visita este tasco).

Actualização: Aliás, a primeira pergunta é o Reznor a cortar à machadada esse pessoal das editoras que ainda vive nos anos 20 do século passado. Fiquei com muita pena deles. Têm a minha compaixão.

sábado, janeiro 31, 2009

Coimbra in the house!!!

Não sei qual seria a expressão equivalente para o pessoal do Metal, por isso vai mesmo assim. E vai assim porquê? Quem vos mostro aqui, não me é novidade. Ou melhor, é e não é. Já tinha ouvido coisas deles há uns meses, mas estava ainda numa fase de pré-alguma coisa, pelo que não voltei a ouvir - é o chamado desleixo.

E desleixo porquê? Bom, deixemo-nos de rodeios: os Antichthon são Metal e são, acima de tudo, muito jovens. Ah! E também são de Coimbra - boa, hein? Gosto de acreditar que são prometedores. A música deles, dentro da cena Death/Black com uns cheirinhos de Gótico, está em muito boa forma. Esperemos que fique melhor. Ouçam, que não perdem nada - se gostarem do género, vão ficar agradavelmente surpreendidos.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Tomem lá, editoras e chouriços!!!!

Trent Reznor protagoniza outro destruidor golpe contra a velha e acabada indústria musical. Vejamos, todos souberam que ele queria editar um DVD da última tour que fez, onde figuravam músicas dos mais recentes Ghosts e The Slip. Mas uma editora torceu-lhe o nariz e o senhor não gostou.

Como contornar isto?

Disponibilizando, assim como quem não quer a coisa, torrents com cerca de 400 GB (!!!!!!!!!!!!) de filmagens em HD (!!!!) desses concertos para os fãs fazerem a edição como quiserem.

Parece mentira? Então, vejam por vocês mesmos no nin.com, que vos há-de reencaminhar para este LINK e para este OUTRO E FENOMENAL LINK, onde se podem encontrar os ditos torrents - façam favor e agradeçam ao Reznor.

A editora fez fita porque os Nine Inch Nails são independentes, mas algo me diz que isso não é um problema, porque, pelo ambiente que paira, assim vão continuar; independentes e a fazer o que lhes apetecer com a sua música.

E três vivas para a liberdade, raisparta! \oo/

terça-feira, dezembro 23, 2008

Pirataria não te leva a tribunal, apenas te desliga do mundo

Não condeno a pirataria (como quem lê o blogue pode imaginar), por isso não queria que interpretassem mal o título da posta. Com ele, queria apenas realçar uma certa parte da notícia avançada pelo Cotonete, que diz que "A associação que regula a indústria musical nos EUA, a Recording Industry Association of America (RIAA), anunciou que vai deixar de processar quem faz downloads ilegais de música. Num comunicado recente, a RIAA anunciou que vai dedicar-se mais à prevenção do que à punição da pirataria."

Confesso que não sei o que quer isto dizer, quando depois acrescentam que "em vez disso, vai emitir avisos através dos servidores de internet a quem estiver a fazer donwloads ilegais. Se a pessoa não ligar aos avisos, arrisca-se a punições que podem passar pela desconexão do seu serviço de internet."
Ou seja, não podes ser preso, mas podes ficar 'isolado' (sem ligação à Net, entenda-se).

Esta notícia tem ainda outra análise, mais positiva: as próprias editoras já perceberam que não há muita coisa que possam fazer e este recuo só demonstra a sensatez da sua acção. Não tarda para caírem em si, felizmente.

quarta-feira, setembro 10, 2008

Livros e música por Thurston Moore e Ian MacKaye

No Brooklyn Book Festival, no próximo domingo dia 14, o senhor da Dischord, Ian MacKaye, e o vocalista de Sonic Youth Thurston Moore vão falar dos "parallel worlds of independent music and book publishing", com direito a uma sessão de questões no final, na qual vale tudo. Confesso que acho o tema extremamente interessante e com muito sumo. Talvez haja algum corajoso a gravar tudo e a colocar na Internet (já que se fala de música independente, vai haver o tema da partilha e tal... faria todo o sentido!) para que possa desfrutar da experiência de dois peritos em música independente.

Fiquemos de atalaia...

quarta-feira, junho 25, 2008

Trail Of Dead - Novo álbum, nova editora


E com isto não quero dizer que eles tenham mudado de editora. Simplesmente decidiram criar uma deles, a Richter Scale. Infelizmente, essa atitude não é tão boa quanto parece, pois é uma fusão com uma editora do grupo da Universal. Adiante...

A Richter Scale será estreada, precisamente, com a edição do próximo álbum dos cristãos preferidos de muito boa pessoa - que até estiveram no edição de 2007 do Sudoeste -, algo que deve acontecer em meados de Janeiro do próximo ano.

Os ...And You'll Know Us By The Trail Of Dead têm actualizado o seu site com informações através de vídeos, por isso, em caso de curiosidade, basta visitarem o dito cujo.

quinta-feira, maio 29, 2008

«A Fraude do Myspace»

Já ouviram falar? Se não, acompanhem-me nesta leitura (que para mim é mais escrita, mas enfim...).

Quantas vezes não foram a um Myspace e pensaram "ena, tantas vezes que já se ouviu esta música... deixa cá ouvir também, que deve ser interessante"? Algumas, certamente. Então imaginem que há uma forma qualquer de aumentar o número de 'plays' que aparecem, a qual apenas exige um montante de dinheiro para ser accionada. Ora, uma banda qualquer não tem dinheiro... De qualquer forma, esses meios existem realmente:

«Pelos vistos, a trafulhice de aumentar artificialmente o número de plays no MySpace é uma prática generalizada da indústria discográfica, em particular das bandas e editoras de maior dimensão. Apesar do site da TuneBoom Pro, uma empresa especializada nesse tipo de serviços “escuros” ter desaparecido misteriosamente depois do esquema ter sido publicamente revelado, Eliot Van Busbirk do Listening Post recebeu uma mensagem de um leitor com uma lista de 46 alternativas para manipular o número de vezes que as músicas de um artista são reproduzidas via streming a partir do MySpace», diz-nos o site Remixtures (clicar para ver o artigo todo).

E tem-se falado por aí, nesse mundo que é a Internet, numa espécie de editora do Myspace, coisa sobre a qual, confesso, pouco sei. Mas é, definitivamente, uma agravante se tivermos em conta que perante esta situação, o Myspace nada faz.

Ao que parece, os hypes são predefinidos.

segunda-feira, maio 12, 2008

"Quem precisa de uma grande gravadora?"


A edição 20 da Rolling Stone Brasil afirma que "artistas internacionais lucram mais lançando música directamente aos seus fãs". A novidade não é muitas, apenas achei foi curioso o facto de este artigo de Evan Serpick surgir nesta publicação, tão arregimentada. Leiam aqui um excerto. Mais uma prova da necessidade de actualização e reorientação de uma indústria discográfica, que insiste em continuar a apostar nas Sega Saturn quando já tudo joga Playstation 3.

domingo, março 16, 2008

Ghosts I - IV


Ghosts I-IV é, até agora, o meu trabalho preferido do projecto Nine Inch Nails(NIN). Por uma simples razão: é um álbum completo e equilibrado, em que a experiência é colocada humildemente num patamar muito difícil de atingir. E não falhou; a experiência não se tornou uma simples ‘masturbação’ de Trent Reznor, é algo acessível a todos. De tal forma que o Ghosts, um álbum que Reznor diz ser o resultado da utilização do “som enquanto meio para descrever perspectivas visuais”, é agora um desafio para a inspiração dos fãs: o mentor do projecto NIN anunciou, na passada quinta-feira, o «Ghosts Film Festival». Este festival organizado em parceria com o Youtube abre um concurso para todos os fãs, para o qual tentarão interpretar as composições do último trabalho dos NIN e, a partir daí, fazerem pequenos filmes – os melhores farão parte do dito festival. Quem melhor que o próprio Trent Reznor para vos explicar isto (ele agora usa o site oficial da banda como um autêntico blogue; podemos dizer que esta proximidade entre uma banda e os fãs não é, de todo normal, mas é, sem dúvida, benéfica para todos)? Ou o próprio canal do Youtube criado para efeito deste festival?

Esta iniciativa da banda pode parecer, à primeira vista, como uma mera estratégia de marketing. Eu tenho algo a dizer sobre isso: porque não, se agora falamos de um projecto totalmente independente (posso não concordar com esta afirmação, atenção); principalmente, Ghosts é um trabalho propício a bons resultados, nesse sentido.
Reznor disse-se – e com toda a razão – orgulhoso do produto final das intensas gravações durante o Outono passado, de que resultaram o mais recente trabalho da banda, pois o objectivo inicialmente proposto fora atingido. E é verdade: Ghosts é um álbum de texturas e cores, além da pura sensação (que inundou os trabalhos anteriores dos Nine Inch Nails). É um álbum serve perfeitamente de banda sonora para um quotidiano citadino, ou para uma deriva intensa. É a sonoridade que gostaríamos de ouvir como história. Em Ghosts temos 36 história diferentes.
Há algo que faz do projecto de Reznor o topo do Industrial. Não são só as múltiplas influências e a produção exaustiva, até à perfeição, de cada trabalho. É também o facto de cada instrumento nas músicas de NIN funcionarem bem independentemente dos restantes, como se de máquinas numa fábrica se tratassem: todos os sons em Nine Inch Nails soam bem, e não é só na música que isso se verifica – fora dela também. Este pequeno pormenor, que faz as músicas do projecto parecerem algo do outro mundo, é o que mais eleva a experiência visual de Ghosts: cada instrumento representa que uma cor, uma textura, uma imagem, no meio de outros tantos. A prova: o álbum faz muito mais sentido quando deixamos uma imagem atravessar-nos a mente.

Musicalmente, o álbum é comedido e sóbrio de uma forma inebriante. Não se trata de um paradoxo, diga-se. Cada instrumento, cada som é escolhido de forma minuciosa, como é natural em Reznor, sem que nunca caia no exagero – eis a parte sóbria –, mas é de uma intensidade que, quando bem escutada, não deixa ninguém indiferente – entendem-me? Quando soa um piano, soa devagar se assim tiver de ser, não se notando um abuso da alternância de mãos: uma só serve. Quando soa uma guitarra, pode soar na mesma nota até exaustão: há algo a complementar. Quando soa um sintetizador, pode ser com o efeito mais ridículo: faz um sentido na imagem que nós vamos imaginar.

Assim que sei que o mentor dos Nine Inch Nails está a preparar algo penso “surpreende-me”. Sei que é certo que tal aconteça, tal como aconteceu com Ghosts I-IV. Nine Inch Nails não pára a sua evolução. Venha a continuação de Year Zero.

terça-feira, março 04, 2008

Nine Inch Nails editam álbum instrumental

O novo registo do projecto de Trent Reznor chama-se Ghosts I-IV e é composto por 36 músicas completamente instrumentais, disponibilizadas em cinco formatos diferentes. Nove destas canções podem ser adquiridas gratuitamente, assim como as outras em que se paga directamente à banda, através do site criado para esse efeito.

Para não variar, este é o produto de mais umas intensas horas de estúdio do mentor dos Nine Inch Nails. Reznor não deixou de mostrar satisfação em relação ao resultado, explicando que conseguiu trabalhar o álbum numa "perspectiva muito visual".
E porque não? Deste senhor, não se espera menos que algo genial.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Trent "Shop Lifter" Reznor

Trent Reznor acusou (e com toda a razão) a indústria discográfica de praticar preços ridiculamente elevados, durante um concerto em Sydney. O mentor do projecto Nine Inch Nails afirmou que apesar de falar nesta questão constantemente, é em vão que o faz: "alguém viu os preços baixarem?", remata perante o público.
Partindo do princípio que a indústria roubava toda a gente, Trent Reznor incitou os fãs a responderem da mesma moeda e 'roubarem' os álbuns de Nine Inch Nails.
E há o bom ditado popular, "ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão", que concorda com ele. Acho que quando até o cristianismo, uma religião que por norma levanta obstáculos a coisas desnecessárias, apoia esta iniciativa... não há como não dar razão ao compositor.

E Reznor não foi o primeiro a indagar sobre este assunto: System Of A Down lançaram em 2002 o controverso Steal This Album!. Acho que há pouco a dizer senão...

Roubem!