quinta-feira, maio 15, 2008
quarta-feira, maio 14, 2008
Tragam-nos cá!
A noite já vai longa mas, e citando o poeta, É Hora. E de quê?, perguntam vocês. E eu respondo: é hora de mais Rodriguez-López. Mas dos irmãos mais novos e dos seus Zechs Marquise. Esta banda, que como já aqui foi referido vai buscar muito do que é ao Progressivo, largou uma bomba que é o seu novo álbum, chamado Our Delicate Stranded Nightmare.
Não me vou alargar muito mais acerca do álbum, até porque só o ouvi uma vez, mas garanto-vos que a primeira frase que disse a seguir a ouvir este menino foi "que merda inacreditável" (sendo o grito claramente positivo; chamo também a atenção de que foi o primeiro post em que a palavra merda está presente). Falando explicitamente da música, a banda consegue equilibrar muito bem o poder dos sintetizadores com as guitarradas mais claras, e é precisamente equilibrio a melhor palavra que encontro para resumir este álbum. Não no sentido de mediania, mas sim na forma como tudo é pensado. E bem. Um trabalho para seguir com muita atenção, candidato a melhor álbum de estreia do ano, daquilo que já tive oportunidade de ouvir (ah, os rótulos!).
Em jeito de remate, e recuperando o título do post, alguém ouça isto e os traga cá. Vá lá Everything is New...Vá lá Paredes...
MySpace
Não me vou alargar muito mais acerca do álbum, até porque só o ouvi uma vez, mas garanto-vos que a primeira frase que disse a seguir a ouvir este menino foi "que merda inacreditável" (sendo o grito claramente positivo; chamo também a atenção de que foi o primeiro post em que a palavra merda está presente). Falando explicitamente da música, a banda consegue equilibrar muito bem o poder dos sintetizadores com as guitarradas mais claras, e é precisamente equilibrio a melhor palavra que encontro para resumir este álbum. Não no sentido de mediania, mas sim na forma como tudo é pensado. E bem. Um trabalho para seguir com muita atenção, candidato a melhor álbum de estreia do ano, daquilo que já tive oportunidade de ouvir (ah, os rótulos!).
Em jeito de remate, e recuperando o título do post, alguém ouça isto e os traga cá. Vá lá Everything is New...Vá lá Paredes...
MySpace
terça-feira, maio 13, 2008
Porcupine Tree oficialmente por cá

No site dos britânicos está a notícia aguardada: dois concertos para Portugal no mês de Outubro. Agora é só esperar.
7th Oct : Lisbon, Incrivel Almadense
8th Oct : Porto, Teatro Sa Da Bandeira
7th Oct : Lisbon, Incrivel Almadense
8th Oct : Porto, Teatro Sa Da Bandeira
segunda-feira, maio 12, 2008
Fitacola @ Centro Cultural Artes Jah Nasce

The Alphabets
Uma tarde do Dia do Trabalhador que saiu do marasmo com um concerto integrado no Festival Santos da Casa, que se realizou no CC Artes Jah Nasce, e onde se apresentaram os The Alphabets e os cabeça-de-cartaz, a apresentar o seu primeiro álbum, Fitacola.As duas bandas apresentam um punk-rock à imagem de uns NOFX ou de uns portugueses Tara Perdida, recuperando um estilo que parece nunca morrer, pelo menos nos meios mais underground. O concerto dos The Alphabets foi bastante mais curto, desfilando pouco mais de meia-dúzia de músicas. Esta banda, que nasceu das cinzas dos White Lie, tem um espectáculo seguro, muito centrado no seu vocalista/guitarrista (ai nomes, nomes) e que pede um pouco mais de ensaios para que a energia do palco salte cá para fora. Falta rodagem.

Fitacola
Depois entrou a banda da tarde, os Fitacola. E mostraram-nos hinos efémeros com pulsões adolescentes. E é muito disso que podemos encontrar no seu álbum, Mundo Ideal. A aposta na língua portuguesa é sempre arriscada, e os Fitacola têm alguma dificuldade na construção de uma estrutura que não soe como quem atira barro à parede. E muitas das vezes sem pegar. O que não lhes tira nenhum mérito numa ambição que pode passar por serem heróis adolescentes ou a banda sonora de cartas de amor de cadência semanal. E não lhes retira a capacidade de aquecer uma sala e de ter uma espectacular interacção com o público. E aí as letras em português funcionam a seu favor, levando o público a cantar em coro os orelhudos refrões. O maior exemplo disso será a Só uma Vez.Nunca esquecendo o público da sua cidade natal, a banda foi muito comunicativa, agradecendo em massa, muitas das vezes por intermédio do baixista Libelinha. Não houve encore, mas também não era necessário num concerto des ta dimensão. Quando o concerto acabou todo o público presente estava satisfeito, até porque o preço do bilhete (8 euros) incluía o novo álbum.
Em suma, os Fitacola podem esperar o sucesso possível num país como Portugal, mas nunca com a ilusão de um dia figurarem nos livros. E confesso que tenho um medo secreto que aproveitem a sua visibilidade e a sua voz para venderem roupas ou perfumes. Mas isso só o tempo o dirá. Para já podem descontrair com música para o fim de semana, comprando o seu álbum de estreia, Mundo Ideal.
Peço também desculpa pelo imenso atraso desta crítica, mas a Queima das Fitas tudo traz.
Fotos Santos da Casa
"Quem precisa de uma grande gravadora?"

A edição 20 da Rolling Stone Brasil afirma que "artistas internacionais lucram mais lançando música directamente aos seus fãs". A novidade não é muitas, apenas achei foi curioso o facto de este artigo de Evan Serpick surgir nesta publicação, tão arregimentada. Leiam aqui um excerto. Mais uma prova da necessidade de actualização e reorientação de uma indústria discográfica, que insiste em continuar a apostar nas Sega Saturn quando já tudo joga Playstation 3.
Mesa - Para Todo O Mal
A banda de Mónica Ferraz, que actuou no passado sábado em Coimbra, editou hoje o seu terceiro álbum, Para Todo O Mal. Depois de um grande álbum homónimo (2003), destacado pela Billboard como um dos 10 melhores álbuns europeus desse ano, e de um Vitamina (2005) mais à moda portuguesa, espera-se que este álbum complete uma interessante evolução dos Mesa: do Trip-Hop ao Rock - mais ou menos Pop.
Para provar tal tese, algumas músicas já estão no Myspace, embora nenhuma delas seja single; esse será "Boca do Mundo (Chama)". Fiquemos atentos...
Para provar tal tese, algumas músicas já estão no Myspace, embora nenhuma delas seja single; esse será "Boca do Mundo (Chama)". Fiquemos atentos...
O problema de ser um álbum português é que não encontrei a capa a tamanhos decentes... e isto se for, realmente, a capa! O pessoal da EMI trabalha mesmo mal.
domingo, maio 11, 2008
Omar Rodriguez-Lopez & Jeremy Michael Ward
Esta é uma notícia que me apanhou de surpresa, mais pelo timing do que pelas vontades inerentes a esta produção. Este é um álbum que data de 2001, após a separação dos At The Drive-In e antes da elaboração do Tremulant EP, primeiro registo dos The Mars Volta. Originalmente foi uma produção limitada a 200 exemplares, em minidisc e apenas distribuida aos amigos. Este é um registo que nunca esteve disponível para o público em geral.

Segundo Omar Rodriguez-Lopez este álbum uma representação do seu conceito de liberdade artística.
O álbum vai ser editado pela Infrasonic Records e estará disponível em Junho.
A tracklist é a seguinte:
1 - Sounder of Tame Swine
2 - A Tightrope Supports Our Festering
3 - Salvo
4 - Impoverished Beliefs
5 - Heathrow Waltz
6 - Swill the Ranks
7 - Gidi Prime
8 - Swiss Armor Tank
9 - Improvised Beliefs
10 - Host to Fairweather Friends
2 - A Tightrope Supports Our Festering
3 - Salvo
4 - Impoverished Beliefs
5 - Heathrow Waltz
6 - Swill the Ranks
7 - Gidi Prime
8 - Swiss Armor Tank
9 - Improvised Beliefs
10 - Host to Fairweather Friends

Post a meias com o The Mars Volta Portugal.
Review da Queima das Fitas de Coimbra
As Noites do Parque não são o melhor local para se ver concertos. As prioridades são outras, a festa é muita, e a confusão também. No entanto, há sempre oportunidades para ver o que se passa nos palcos. E é desses concertos que vos vou falar, com a (grande) ressalva de que, em alguns casos, não vi o concerto na sua totalidade. Ainda assim não apenas duas ou três músicas. Aqui ficam então algumas linhas:
Bom:
Gabriel, O Pensador
Os senhores do rap e hip-hop português que ponham os olhos neste senhor. A mensagem social que tanto apregoam está bem patente na música deste artista, sem nunca dispensar uma linha musical que se nota ser pensada e elaborada. Com um bom baixista e guitarrista (nomes, ajuda!) e com um semi-deus no scratch, a banda deu um grande espectáculo, que foi imensamente reconhecido e culminou com um "Coimbra é uma lição..." a meias entre Gabriel e o público.
James
Tinha bastante receio da nova vaga desta banda britânica. Até porque em álbum não sou grande fã, tinha como expectativa um concerto em que um grande nome agradava aos fãs e decepcionava tudo o resto. Mas não. Os James soaram muito bem, frescos, com uma sonoridade bastante psicadélica (guitarra, teclas) e cumpriram a sua função num bom registo, mesmo com Tim Booth lesionado.
Groove Armada DJ Set
Embora muita gente tenha criticado este concerto logo à partida, a verdade é que o achei bastante apropriado para a festa em que estava. Um DJ, com uma mesa à sua frente, transformou o palco principal numa enorme rave, triplicando aquelas que, noite após noite, se situavam em frente ao Palco 2.
The Guys From The Caravan
Desengane-se quem pensa que este concerto já estava nesta secção à partida por estar ali no cantinho. Os portugueses que são donos da caravana deram um bom espectáculo, sólido e que até chamou mais pessoas para o Palco 2. E tocando à mesma hora que os Groove Armada mostraram-se uma alternativa de luxo ao electro do Palco 1 e aos Bob Sinclairs das inumeras tendas. É impossível não dançar!
Menos Bom:
Hi-Fi
Vão-me desculpar, mas esta banda não merece duas actuações na Queima das Fitas. É verdade que têm um palco que dá jeito, mas a sua exposição de medleys de bandas mediáticas não justifica a contratação. Sem falar das suas vozes que são cópias de Quimbé, ou seja, uma constante irritação.
Tales For The Unspoken
Metal puro e duro. E fraco. É daquelas coisas que, se for muito bem tocada dá prazer em ouvir e dá espectáculos enormes, mas se for menos bem tocada começa a pender para o azeitola.
Diesel-Humm
Uma banda que soa a Within Temptation, com a diferença de ter um homem na voz. Nada ficam a dever à banda holandesa, excepto talvez um maior trabalho cénico. A música é que não me consegue satisfazer a quase nenhum nível. Fica no entanto uma palavra de apreço para a teclista/violinista.
No geral, as minhas maiores desilusões são comigo mesmo, e prenderam-se no facto de não ter visto David Fonseca (vi apenas meia-dúzia de músicas), Anthony B (idem aspas), Primitive Reason (nada de nada), Clã (ainda menos), Mesa (esqueci-me no original!), Dapunksportif (demasiado cedo) e Josué, O Salvador Em Busca da Perdição (uma miserável troca de horários). De notar também que os concertos menos positivos para mim vieram todos do Palco 2. Isto prende-se com o facto de lá passar muito tempo, preferindo ouvir coisas que não conhecia, preterindo nomes que claramente iriam pontificar com enorme destaque na zona menos positiva. A verdade é que, olhando para trás, nada me surpreendeu no Palco 2. Pelo menos de forma não descartável.
Bom:
Gabriel, O Pensador
Os senhores do rap e hip-hop português que ponham os olhos neste senhor. A mensagem social que tanto apregoam está bem patente na música deste artista, sem nunca dispensar uma linha musical que se nota ser pensada e elaborada. Com um bom baixista e guitarrista (nomes, ajuda!) e com um semi-deus no scratch, a banda deu um grande espectáculo, que foi imensamente reconhecido e culminou com um "Coimbra é uma lição..." a meias entre Gabriel e o público.
James
Tinha bastante receio da nova vaga desta banda britânica. Até porque em álbum não sou grande fã, tinha como expectativa um concerto em que um grande nome agradava aos fãs e decepcionava tudo o resto. Mas não. Os James soaram muito bem, frescos, com uma sonoridade bastante psicadélica (guitarra, teclas) e cumpriram a sua função num bom registo, mesmo com Tim Booth lesionado.
Groove Armada DJ Set
Embora muita gente tenha criticado este concerto logo à partida, a verdade é que o achei bastante apropriado para a festa em que estava. Um DJ, com uma mesa à sua frente, transformou o palco principal numa enorme rave, triplicando aquelas que, noite após noite, se situavam em frente ao Palco 2.
The Guys From The Caravan
Desengane-se quem pensa que este concerto já estava nesta secção à partida por estar ali no cantinho. Os portugueses que são donos da caravana deram um bom espectáculo, sólido e que até chamou mais pessoas para o Palco 2. E tocando à mesma hora que os Groove Armada mostraram-se uma alternativa de luxo ao electro do Palco 1 e aos Bob Sinclairs das inumeras tendas. É impossível não dançar!
Menos Bom:
Hi-Fi
Vão-me desculpar, mas esta banda não merece duas actuações na Queima das Fitas. É verdade que têm um palco que dá jeito, mas a sua exposição de medleys de bandas mediáticas não justifica a contratação. Sem falar das suas vozes que são cópias de Quimbé, ou seja, uma constante irritação.
Tales For The Unspoken
Metal puro e duro. E fraco. É daquelas coisas que, se for muito bem tocada dá prazer em ouvir e dá espectáculos enormes, mas se for menos bem tocada começa a pender para o azeitola.
Diesel-Humm
Uma banda que soa a Within Temptation, com a diferença de ter um homem na voz. Nada ficam a dever à banda holandesa, excepto talvez um maior trabalho cénico. A música é que não me consegue satisfazer a quase nenhum nível. Fica no entanto uma palavra de apreço para a teclista/violinista.
No geral, as minhas maiores desilusões são comigo mesmo, e prenderam-se no facto de não ter visto David Fonseca (vi apenas meia-dúzia de músicas), Anthony B (idem aspas), Primitive Reason (nada de nada), Clã (ainda menos), Mesa (esqueci-me no original!), Dapunksportif (demasiado cedo) e Josué, O Salvador Em Busca da Perdição (uma miserável troca de horários). De notar também que os concertos menos positivos para mim vieram todos do Palco 2. Isto prende-se com o facto de lá passar muito tempo, preferindo ouvir coisas que não conhecia, preterindo nomes que claramente iriam pontificar com enorme destaque na zona menos positiva. A verdade é que, olhando para trás, nada me surpreendeu no Palco 2. Pelo menos de forma não descartável.
sábado, maio 10, 2008
Porcupine Tree em Portugal
A banda britânica de Progressivo escreveu no Myspace que vai anunciar, em breve, datas para concertos no nosso jardim.
É uma questão de todos ficarmos atentos.
É uma questão de todos ficarmos atentos.
Liars vezes 2
na Setlist
Concertos,
Divulgação,
Festivais
sexta-feira, maio 09, 2008
Brutal
Nova Música de Cult of Luna no Myspace

Os suecos colocaram online no Myspace a música "Eternal Kingdom" do álbum homónimo. Como é uma música de curta duração (em relação àquilo a que o grupo de Johannes Persson nos habituou), este deve ser o single do novo trabalho da banda, que não tarda a sair - e, quem sabe, a circular pela net.
A música não desilude ninguém: são Cult of Luna, mas não são os Cult of Luna de sempre. Reinventaram-se, estão mais pesados/densos e, no entanto, audíveis até para os mais meninos. "Eternal Kingdom" está brutal, como sugeri no título, cheia de força, melodia, feeling e pormenores agradavelmente inesperados (quase progressivos, como os próprios prometeram) - subiu de forma incrível as expectativas, já altas por si, a ter para Eternal Kingdom.
E nós aguardamos impacientemente...

Os suecos colocaram online no Myspace a música "Eternal Kingdom" do álbum homónimo. Como é uma música de curta duração (em relação àquilo a que o grupo de Johannes Persson nos habituou), este deve ser o single do novo trabalho da banda, que não tarda a sair - e, quem sabe, a circular pela net.
A música não desilude ninguém: são Cult of Luna, mas não são os Cult of Luna de sempre. Reinventaram-se, estão mais pesados/densos e, no entanto, audíveis até para os mais meninos. "Eternal Kingdom" está brutal, como sugeri no título, cheia de força, melodia, feeling e pormenores agradavelmente inesperados (quase progressivos, como os próprios prometeram) - subiu de forma incrível as expectativas, já altas por si, a ter para Eternal Kingdom.
E nós aguardamos impacientemente...
quinta-feira, maio 08, 2008
O banal exagero mediático
O verdadeiro cartaz da Expofacic
Eu, tal principiante destas andanças blogueiras, fui cair no erro de parafrasear o conteúdo da notícia que estava no site da Blitz. Qual não foi o meu espanto (na verdade não foi mesmo nenhum) quando, depois de um acesso de iluminação divina, fui verificar a informação e me apercebi que estava parcialmente errada, fruto do dito banal exagero mediático - que neste caso se exprime pela vontade de chutar nomes grandes para uma feira agrícola que nem doidos.
Bem, nem tudo é passível de ser pintado nestes termos: a verdade é que todos os nomes anunciados pela Blitz estavam, realmente, na lista de "alvos" da organização da feira de Cantanhede; é igualmente verdade que não estavam todos na lista de "must have", pois a feira não tem capacidade monetária para tantos nomes sonantes (foi assim que surgiu a minha brilhante dúvida).
Mas passemos ao sumo e à desmistificação do fenómeno: ficam os Tokyo Hotel, os Def Leppard e o senhor (no sentido em que é, deveras, alguém do sexo masculino) Rod Stewart em casa, mas continuam a vir os seguintes:
Da Weasel
Squeeze Theeze Pleeze
Bob Sinclair
Tony Carreira
David Fonseca
Mariza
Quim Barreiros
Mikael Carreira
Pedro Abrunhosa
White Snake
Sean Kingston
Xutos & Pontapés
Continua uma feira agrícola, felizmente.
Eu, tal principiante destas andanças blogueiras, fui cair no erro de parafrasear o conteúdo da notícia que estava no site da Blitz. Qual não foi o meu espanto (na verdade não foi mesmo nenhum) quando, depois de um acesso de iluminação divina, fui verificar a informação e me apercebi que estava parcialmente errada, fruto do dito banal exagero mediático - que neste caso se exprime pela vontade de chutar nomes grandes para uma feira agrícola que nem doidos.
Bem, nem tudo é passível de ser pintado nestes termos: a verdade é que todos os nomes anunciados pela Blitz estavam, realmente, na lista de "alvos" da organização da feira de Cantanhede; é igualmente verdade que não estavam todos na lista de "must have", pois a feira não tem capacidade monetária para tantos nomes sonantes (foi assim que surgiu a minha brilhante dúvida).
Mas passemos ao sumo e à desmistificação do fenómeno: ficam os Tokyo Hotel, os Def Leppard e o senhor (no sentido em que é, deveras, alguém do sexo masculino) Rod Stewart em casa, mas continuam a vir os seguintes:
Da Weasel
Squeeze Theeze Pleeze
Bob Sinclair
Tony Carreira
David Fonseca
Mariza
Quim Barreiros
Mikael Carreira
Pedro Abrunhosa
White Snake
Sean Kingston
Xutos & Pontapés
Continua uma feira agrícola, felizmente.
quarta-feira, maio 07, 2008
Hrsta - Ghosts Will Come And Kiss Our Eyes
Hrsta, pronuncia-se 'Hursh-tah'. Surgiu pelas mãos do canadiano Mike Moya, fundador dos míticos Godspeed You! Black Emperor (projecto que abandonou depois do primeiro álbum, F# A# - facto que justifica o nome da música "Moya" no Slow Riot For New Zero Kanada EP, no qual ainda participou, e o início da música "Antennas To Heanven" do trabalho discográfico que seguiu, Lift Your Skinny Fists Like Antennas To Heaven, que é Moya a cantar um excerto de uma música sua intitulada "Baby-O") e um dos nomes comummente associados a Set Fire To Flames e Molasses. Aquilo que caracteriza as composições de Moya é o psicadelismo, que em Hrsta ganha adquire um protagonismo intenso. Hrsta é, por isso, música psicadélica com influências de muita coisa que não interessa; se tivermos de colocar este projecto numa caixinha de sapatos com uma etiqueta, que seja numa que diga "Psicadélico", perto dos Pink Floyd - mas sem os misturar, que falamos em décadas de distância, algo que torna ambas as bandas muito diferentes.
Numa primeira tentativa de deixar a sua marca, Hrsta - falemos assim - legaram um álbum muito calmo, muito lento, com alguns efeitos e muita ambiência: L'éclat du ciel était insouten (2001). Foi nestes termos que o seu caminho ficou logo marcado: com guitarras oscilantes e cheias de delay a delinearem melodias simples em acordes e com a voz de Mike Moya, algo feminina, a arrastar-se de vez em quando, num acompanhamento perfeitamente melancólico, ou com puras derivas e explorações de efeitos excessivos. O psicadélico, claro e evidente, notava-se mais pela tristeza com que as paisagens dos canadianos eram pintadas, ou no exagero dos efeitos, que nunca chegavam a ser realmente ruidosos.A actividade da banda seria retomada somente quatro anos depois devido à actividade dos projectos paralelos de Moya. É a vez de Stem Stem in Electro (2005), um trabalho que marca a evolução da banda de uma forma vincada: abandona-se a apatia característica do primeiro trabalho, sem nunca deixar para trás o psicadélico. A fórmula é, então, juntar o que estava presente no álbum anterior, mas que se encontrava fragmentado e distribuído pelas músicas - os efeitos, a voz, o delay e a oscilação da guitarra... - e adicionar a uma presença mais notória de teclas. As músicas adquirem uma força e uma intensidade muito maior, principalmente por não estarem tão dispersas. É um marco.
Mas o grande marco do trabalho dos Hrsta foi o trabalho do ano passado, Ghosts Will Come And Kiss Our Eyes. O projecto ganhou um novo alento com ajuda de Brooke Crouser (teclista) às composições de Moya - duo que agora é a alma da banda.Ghosts Will Come Kiss Our Eyes é tudo menos um álbum sóbrio. É alucinado, uma viagem intensa por muita coisa - é psicadélico, fortemente. A primeira música tem tudo pare ser uma ode ao funcionamento da mente humana: começam teclados longos, com uma guitarra a fazer o som de fundo, de forma aguda e continuada, numa espécie de pensamento demorado; som que é quebrado por um repentino silêncio e a invasão de um contrabaixo tocado com arco - aquele som muito grave, que causa arrepios -, surge como uma revelação, que desencadeia mais pensamentos. E a música podia continuar... mas cede para uma música característica de Hrsta, à boa maneira dos registos anteriores, mas trabalhada. E é assim todo o álbum: é Hrsta no seu melhor, sempre com os seus pormenores inconfundíveis - desde a voz à guitarra -, adornados pelas características que evidenciam os projectos mais importantes de Montreal, a relação com a música clássica - o contrabaixo tocado com arco ajudado por um piano começam a fazer parte da construção das músicas.
O álbum decorre calmamente, sempre com melodias simples e bonitas, construídas e embelezadas com a capacidade de nos fazer levitar e de libertar a nossa imaginação - sempre psicadélico. "Hechicero del Bosque" começa por se fazer ouvir dentro destes moldes, mas, depois de quase se reduzir ao silêncio, parece despertar num espasmo, com uma bateria fortemente marcada num compasso mais acelerado, uma voz gritada ao fundo, os efeitos sempre a marcar o seu território e uma linha de baixo sôfrega, tornando-se quase pesada. Uma psicose que, se tivesse distorção, atrevo-me a dizer que poderia obra dos Neurosis; é, no entanto, Hrsta, e quanto a isso é impossível ter dúvidas ou criar confusões. E a partir deste ponto (até "Holiday", que retoma a fórmula de sempre), as músicas formam ambiências perfeitamente esquizofrénicas e - perdoem-me os Neurosis - neuróticas, de provocar calafrios.
Ghosts Will Come Kiss Our Eyes representa o auge de uma fórmula prometedora e muito bem explorada por Mike Moya e Brooke Crouse. Hrsta, pela seu rico background, é uma das bandas mais suis generis da música actual, e o seu último álbum é uma obra-prima da música Psicadélica pura - como já não se ouvia desde um Dark Side Of The Moon, dos Pink Floyd, arrisco-me a dizer.
Callisto entram em estúdio brevemente
Os islandeses anunciaram no seu site e no Myspace que vão entrar em estúdio brevemente, estando agora em fase de pré-produção. Há seis meses que estão a trabalhar nas novas músicas, daí terem mantido "low profile" nos últimos tempos.
Juntamente com a mensagem em que anunciam esta boa novidade veio a promessa, por parte dos Callisto, de notícias e actualizações para breve. E nós cá esperamos...
Por enquanto, fiquem com um feliz clip destes meninos cristãos:
Wormwood (live)
Juntamente com a mensagem em que anunciam esta boa novidade veio a promessa, por parte dos Callisto, de notícias e actualizações para breve. E nós cá esperamos...
Por enquanto, fiquem com um feliz clip destes meninos cristãos:
Wormwood (live)
O Festival de Verão
Acham Coachella grande? E o nosso Alive!, é dos melhores que alguma vez aqui tivemos? Então preparem-se para uma das maiores viagens da vossa vida.
Um Festival com cerca de 14 palcos, mais recintos fechados, onde se pode, em 3 dias, estar em contacto com uma boa parte daquilo que se faz no Mundo da Música (sim, com letra grande). O senhor de que falo chama-se North Sea Jazz Festival e é, na essência e como o próprio nome indica, um festival de jazz. Mas hoje em dia já não o é. Somente.
No primeiro dia, temos já confirmadas 64 actividades, a maior parte delas concertos. Isto dá uma pequena imagem daquilo que se pode esperar. Agora ponham mais dois dias dessa correria infernal e têm a imagem possível de quem está de fora. Com os dias de concertos a começarem às 16 e a terminarem por volta da 1:30, com excepção para o último dia, onde se pode começar a ouvir música por volta das 14:30, só terminando à meia-noite.
Para terem todas as informações vejam o magnifico site, que até nos dá a escolher qual a categoria musical que pretendemos, para termos uma melhor noção do que se vai passando pelo recinto. Temos 10 categorias diferentes à escolha, variando entre o Soul - Funk - Hip Hop e o Folk - Singer-songwriter - Experimental Rock, passando entre o Latin Jazz - World Fusion e o Modern Creative. Para todos os gostos que possam remotamente derivar do Grande Senhor Jazz.
Resta dizer que o festival se realiza este ano entre os dias 11 e 13 de Julho em Roterdão. O pior mesmo são os preços: o bilhete para os 3 dias custa 179 euros, o bilhete all-in fica por 365 euros (!!!), o bilhete diário são uns meros 75 euros e os bilhetes suplementares, dependendo da situação, ficam por 15, 18 ou 30 euros.
Um Festival com cerca de 14 palcos, mais recintos fechados, onde se pode, em 3 dias, estar em contacto com uma boa parte daquilo que se faz no Mundo da Música (sim, com letra grande). O senhor de que falo chama-se North Sea Jazz Festival e é, na essência e como o próprio nome indica, um festival de jazz. Mas hoje em dia já não o é. Somente.
No primeiro dia, temos já confirmadas 64 actividades, a maior parte delas concertos. Isto dá uma pequena imagem daquilo que se pode esperar. Agora ponham mais dois dias dessa correria infernal e têm a imagem possível de quem está de fora. Com os dias de concertos a começarem às 16 e a terminarem por volta da 1:30, com excepção para o último dia, onde se pode começar a ouvir música por volta das 14:30, só terminando à meia-noite.
Para terem todas as informações vejam o magnifico site, que até nos dá a escolher qual a categoria musical que pretendemos, para termos uma melhor noção do que se vai passando pelo recinto. Temos 10 categorias diferentes à escolha, variando entre o Soul - Funk - Hip Hop e o Folk - Singer-songwriter - Experimental Rock, passando entre o Latin Jazz - World Fusion e o Modern Creative. Para todos os gostos que possam remotamente derivar do Grande Senhor Jazz.
Resta dizer que o festival se realiza este ano entre os dias 11 e 13 de Julho em Roterdão. O pior mesmo são os preços: o bilhete para os 3 dias custa 179 euros, o bilhete all-in fica por 365 euros (!!!), o bilhete diário são uns meros 75 euros e os bilhetes suplementares, dependendo da situação, ficam por 15, 18 ou 30 euros.
Hercules and Love Affair no Alive!
Mais uma banda naquele que já é claramente o melhor Festival de Verão em Portugal, pelo menos neste ano. Os Hercules and Love Affair são uma banda nova-iorquina, composta por 4 elementos, e com uma sonoridade electrónica de bastantes experimentalismos.
Será preciso dizer o dia da actuação? Adivinharam, é mesmo o dia 10 de Julho.
Site Oficial dos H&TLA -Podem fazer o download de uma música.
MySpace dos H&TLA
Será preciso dizer o dia da actuação? Adivinharam, é mesmo o dia 10 de Julho.
Site Oficial dos H&TLA -Podem fazer o download de uma música.
MySpace dos H&TLA
Bob Geldof polémico até em Portugal?
O irlandês afirmou que Angola é gerida por criminosos
Bob Geldof discursou numa conferência promovida pelo BES, realizada em Lisboa, e afirmou que o Angola é controlada por um governo de criminosos.
«Num discurso de 20 minutos subordinado ao tema «Fazer a Diferença», o músico irlandês aproveitou a ligação histórica de Portugal a África para tecer fortes críticas aos dirigentes angolanos», diz-nos a Blitz, perita neste tipo de produto mediático. No site da revista ainda se pode ler que «o BES emitiu, entretanto, um comunicado para declarar "formal e inequivocamente" que é "totalmente alheio" ao conteúdo do discurso de Bob Geldof e que não se identifica com as afirmações "injuriosas" do ex-Boomtown Rats.
Parece-me claro que, em semelhança a outros que tais (como o bom Bono Vox), este tipo de escândalo com fins humanitários é uma auto-promoção bastante criticável. Mas não deixa de ser curioso o impacto que, ainda assim, estas coisas podem ter; prova disso é o facto de o BES se ter demarcado de imediato do ocorrido - e ao senhor Geldof é completamente indiferente, pois a diferença não é feita pelas suas acções que têm um impacto meramente mediático. No fundo, tenho pena que realmente se fale demais - e falar, infelizmente, nem à consciencialização conduz - em vez de se tomarem acções que nutram resultados (mais) visíveis. Porque é que estas não são tomadas? Terão algum impacto negativo na imagem do músico?
A verdade é que não se pode se pode fazer a diferença sendo-se imediatamente consensual, riscos que não se corre quando se é politicamente correcto e se diz o óbvio - e esses riscos parecem ser mais ponderados do que as próprias problemáticas de que tão abertamente se fala.
Imagino se músicos destes procurassem fazer, realmente, a diferença...
Bob Geldof discursou numa conferência promovida pelo BES, realizada em Lisboa, e afirmou que o Angola é controlada por um governo de criminosos.
«Num discurso de 20 minutos subordinado ao tema «Fazer a Diferença», o músico irlandês aproveitou a ligação histórica de Portugal a África para tecer fortes críticas aos dirigentes angolanos», diz-nos a Blitz, perita neste tipo de produto mediático. No site da revista ainda se pode ler que «o BES emitiu, entretanto, um comunicado para declarar "formal e inequivocamente" que é "totalmente alheio" ao conteúdo do discurso de Bob Geldof e que não se identifica com as afirmações "injuriosas" do ex-Boomtown Rats.
Parece-me claro que, em semelhança a outros que tais (como o bom Bono Vox), este tipo de escândalo com fins humanitários é uma auto-promoção bastante criticável. Mas não deixa de ser curioso o impacto que, ainda assim, estas coisas podem ter; prova disso é o facto de o BES se ter demarcado de imediato do ocorrido - e ao senhor Geldof é completamente indiferente, pois a diferença não é feita pelas suas acções que têm um impacto meramente mediático. No fundo, tenho pena que realmente se fale demais - e falar, infelizmente, nem à consciencialização conduz - em vez de se tomarem acções que nutram resultados (mais) visíveis. Porque é que estas não são tomadas? Terão algum impacto negativo na imagem do músico?
A verdade é que não se pode se pode fazer a diferença sendo-se imediatamente consensual, riscos que não se corre quando se é politicamente correcto e se diz o óbvio - e esses riscos parecem ser mais ponderados do que as próprias problemáticas de que tão abertamente se fala.
Imagino se músicos destes procurassem fazer, realmente, a diferença...
segunda-feira, maio 05, 2008
Mais um álbum NIN e não deve acabar por aqui.
A resolução para o ano de 2008 do Sr. Reznor é definitivamente agradar aos fãs: primeiro foi um álbum instrumental distribuído por meios próprios e com uma qualidade excelente, depois a volta de Robin Finck à banda, e agora mais um trabalho discográfico, desta vez com voz. The Slip, já à disposição no site oficial da banda para download grátis, sim, totalmente grátis.
Esta é a forma do Sr. Reznor agradecer aos fãs o apoio e a dedicação a tudo o que ele faz. Mas para quem só faz boas decisões é impossível não o apoiar. E sabe tão bem ser agradecido desta maneira.
O álbum encontra-se disponível em vários formatos, desde mp3 normal a flac e wave de excelente qualidade, é só preciso irem a www.nin.com, fazerem o que lá diz e já está: mais fácil que estrelar um ovo.
O Sr. Reznor diz também que, em Julho, o álbum terá a sua versão física em cd e vinil (vinil!, eu adoro este homem). Teremos mais informação sobre isso muito em breve, sendo breve a palavra de ordem da banda este ano e a favorita dos fãs.
Com isto digo, mais uma vez, que o mundo da música está a mudar, e de forma abrupta, finalmente. Os Radiohead deviam repensar a decisão de não lançar mais álbuns, como o In Rainbows, e fazerem-no como deve ser: pensar em tudo tal como as editoras fazem, ou tal como o Sr. Reznor fez com Ghosts e o The Slip, pois foi esse o erro dos Radiohead - não pensaram, simplesmente fizeram. Claro, ainda não está perfeito; para nós fãs sim, está quase a chegar à perfeição, mas não para as bandas. Aposto que não deve ter saído barato ao Reznor dar este álbum aos fãs. No entanto penso que há-de lá chegar, há-de chegar ao ponto em que, finalmente, a musica é grátis para todos e uma fonte de sustento para as bandas poderem fazer os álbuns com boa qualidade, em bons estúdios, e também de poderem dar bons espectáculos ao vivo e poderem pagar um bom quarto de hotel para dormirem. O caminho está traçado e é o Sr. Reznor a liderar. Claro está, também temos que ajudar e apoiar este tipo de decisões, de quem quer que seja. Mas se for da nossa banda ou artista favorito ainda melhor, pois a recompensa é boa e é para todos.
Neste momento ainda o estou a ouvir, mas mais tarde vai para aqui uma review sobre The Slip.
Esta é a forma do Sr. Reznor agradecer aos fãs o apoio e a dedicação a tudo o que ele faz. Mas para quem só faz boas decisões é impossível não o apoiar. E sabe tão bem ser agradecido desta maneira.
O álbum encontra-se disponível em vários formatos, desde mp3 normal a flac e wave de excelente qualidade, é só preciso irem a www.nin.com, fazerem o que lá diz e já está: mais fácil que estrelar um ovo.
O Sr. Reznor diz também que, em Julho, o álbum terá a sua versão física em cd e vinil (vinil!, eu adoro este homem). Teremos mais informação sobre isso muito em breve, sendo breve a palavra de ordem da banda este ano e a favorita dos fãs.
Com isto digo, mais uma vez, que o mundo da música está a mudar, e de forma abrupta, finalmente. Os Radiohead deviam repensar a decisão de não lançar mais álbuns, como o In Rainbows, e fazerem-no como deve ser: pensar em tudo tal como as editoras fazem, ou tal como o Sr. Reznor fez com Ghosts e o The Slip, pois foi esse o erro dos Radiohead - não pensaram, simplesmente fizeram. Claro, ainda não está perfeito; para nós fãs sim, está quase a chegar à perfeição, mas não para as bandas. Aposto que não deve ter saído barato ao Reznor dar este álbum aos fãs. No entanto penso que há-de lá chegar, há-de chegar ao ponto em que, finalmente, a musica é grátis para todos e uma fonte de sustento para as bandas poderem fazer os álbuns com boa qualidade, em bons estúdios, e também de poderem dar bons espectáculos ao vivo e poderem pagar um bom quarto de hotel para dormirem. O caminho está traçado e é o Sr. Reznor a liderar. Claro está, também temos que ajudar e apoiar este tipo de decisões, de quem quer que seja. Mas se for da nossa banda ou artista favorito ainda melhor, pois a recompensa é boa e é para todos.
Neste momento ainda o estou a ouvir, mas mais tarde vai para aqui uma review sobre The Slip.
domingo, maio 04, 2008
Lobster na terra de sua majestade.

Os portugueses Lobster, mais uma banda da Merzbau, vão começar a sua tourné inglesa no dia 6 de Maio, com acompanhamento dos Poltergroom e os Mucky Sailor, acabando por voltar a Portugal para um concerto no Cabaret Maxime no dia 11 de Junho.
O duo, Ricardo Martins na bateria e Guilherme Canhão na guitarra, começou após um ensaio falhado de uma banda anterior e daí deram à luz uma das mais ruidosas bandas em Portugal, em que o improviso é regra. Esta é mais uma grande representação do rock português lá fora. Para quem não conhece estes, e passo a citar, "power rangers que se cansaram de lutar"; passem pelo myspace dos senhores e ouçam.
We Are Lobsters
na Setlist
Concertos,
Divulgação,
Note-se,
Preview
sábado, maio 03, 2008
Cure aproveitam ideia de Muse?
The Cure vão editar um single por mês

No próximo dia 13 de Maio, diz-nos a Blitz que será a vez de "The Only One", single que inclui o lado-B "NY Trip".

Até Setembro, mês em que será editado o 13º álbum da banda de Robert Smith, os Cure vão lançar um single no dia 13 de todos os meses, à semelhança da proposta de Mathew Bellamy, que sugeriu uma dinâmica parecida para a sua banda, Muse. Com a respectiva música, no dito single dos Cure, virá um lado-B que não será oficialmente disponibilizado de outra forma.
No próximo dia 13 de Maio, diz-nos a Blitz que será a vez de "The Only One", single que inclui o lado-B "NY Trip".
Ironia do Destino
O 50 Cent foi assaltado em palco, durante um concerto em Luanda, Angola. Citando a Blitz, "Curtis Jackson, verdadeiro nome de 50 Cent, ainda tentou agarrar o larápio, perseguindo-o pelo meio do público. Não conseguindo os seus propósitos, o homem que em tempos sobreviveu a nove tiros de pistola acabaria por abandonar o palco com os restantes membros da G-Unit, deixando o concerto a meio."
Sublinho o facto de o homem que levou nove tiros ser roubado por um larápio.
Sublinho o facto de o homem que levou nove tiros ser roubado por um larápio.
quinta-feira, maio 01, 2008
O distrito de Coimbra vai cair!!!!
A EXPOFACIC, feira de Cantanhede, nunca esteve tão em fogo! Se o ano passado foi a Nelly Furtado que fez ruído com a sua não ida a Coimbra para se desviar em direcção à província, este ano podemos contar com Def Leppard, Bob Sinclair e White Snake! Aqui fica o cartaz, ainda que incompleto, do mediático evento agrícola e industrial de Cantanhede, que decorrerá entre 25 de Julho e 3 de Agosto:
Dia 25 (sexta)
Da Weasel
Dia 26 (sábado)
Bob Sinclar
Dia 27 (domingo)
Tony Carreira
Dia 28 (segunda)
David Fonseca
Dia 1 (sexta)
Pedro Abrunhosa
Dia 2(sábado)
WHITESNAKE
DEF LEPPARD
Dia 3 (domingo)
Xutos e Pontapés
Reza a lenda que ainda poderão vir a ser anunciados os Tokyo Hotel e Rod Stewart para os dias em falta!!! Com um escamartilhão empalhado!
Felizmente, vou estar em retiro espiritual para os lados de Paredes...
Dia 25 (sexta)
Da Weasel
Dia 26 (sábado)
Bob Sinclar
Dia 27 (domingo)
Tony Carreira
Dia 28 (segunda)
David Fonseca
Dia 1 (sexta)
Pedro Abrunhosa
Dia 2(sábado)
WHITESNAKE
DEF LEPPARD
Dia 3 (domingo)
Xutos e Pontapés
Reza a lenda que ainda poderão vir a ser anunciados os Tokyo Hotel e Rod Stewart para os dias em falta!!! Com um escamartilhão empalhado!
Felizmente, vou estar em retiro espiritual para os lados de Paredes...
Foi só marketing
Radiohead não repetem proeza de In Rainbows

Segundo aquilo que vem no site da Blitz, o Thom Yorke referiu numa entrevista que o modelo adoptado pelo Radiohead para distribuir o álbum In Rainbows foi «uma resposta a uma situação específica» e não se repetirá novamente.
Nas palavras do vocalista da banda, «foi um caso excepcional. Era uma situação em que estávamos numa posição em que toda a gente nos perguntava o que íamos fazer. Penso que não teria o mesmo impacto se repetíssemos a ideia ou se escolhêssemos oferecer outra coisa novamente. Foi uma solução própria daquele momento».
Tradução: foi marketing do mais puro e não havia qualquer segunda intenção. Lamentamos, mas a partir de agora passam a pagar, e bem (que em Portugal o IVA para os produtos discográficos não é o mesmo que para os produtos culturais, sabe-se lá porquê...).

Segundo aquilo que vem no site da Blitz, o Thom Yorke referiu numa entrevista que o modelo adoptado pelo Radiohead para distribuir o álbum In Rainbows foi «uma resposta a uma situação específica» e não se repetirá novamente.
Nas palavras do vocalista da banda, «foi um caso excepcional. Era uma situação em que estávamos numa posição em que toda a gente nos perguntava o que íamos fazer. Penso que não teria o mesmo impacto se repetíssemos a ideia ou se escolhêssemos oferecer outra coisa novamente. Foi uma solução própria daquele momento».
Tradução: foi marketing do mais puro e não havia qualquer segunda intenção. Lamentamos, mas a partir de agora passam a pagar, e bem (que em Portugal o IVA para os produtos discográficos não é o mesmo que para os produtos culturais, sabe-se lá porquê...).
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