Sendo a música a nossa única amiga, ela também nos proporciona alguns momentos de descontracção. E os The Mars Volta dão-nos um jogo online, para promover o seu novo álbum - nas lojas a 29 de Janeiro. Quem já teve oportunidade e disponibilidade de o jogar, sabe que este jogo tem algumas complexidades, requer alguma atenção, mas nada que uns largos minutos não resolvam. Afinal é um point and click banal com uma história mais complexa.
Curiosos? JOGUEM
E já que agora já conseguimos dar música, fiquem com esta:
boomp3.com
segunda-feira, janeiro 07, 2008
domingo, janeiro 06, 2008
E temos música!
Pois é, finalmente este blogue tem música!
Havia várias complicações a travar esta iniciativa... mas acabou por chegar.
Deixo-vos uma cover catita :)

Havia várias complicações a travar esta iniciativa... mas acabou por chegar.
Deixo-vos uma cover catita :)
na Setlist
Clips,
Intervenção,
Música,
Participação
sábado, janeiro 05, 2008
Viva o Marketing !
Conhecem Eduardo Cruz? Músico Pop-Rock espanhol? E se vos disser que este jovem de 22 anos é o irmão mais novo de Mónica e Penélope Cruz?
O facto é que Eduardo montou todo um esquema de marketing para promover o seu single Cosas Que Contar, ao convidar as suas duas irmãs para participarem no videoclip da música. Mas é a participação delas que está a fazer com que o videoclip tenha sido já visto por milhões de pessoas por esse mundo fora. É que as duas irmãs aparecem em cenas eróticas, chegando mesmo a dar um incestuoso beijo. O clã Cruz é mesmo uma família unida.
Aqui fica o video
Grande candidato a tesourinho deprimente destes lados...
O facto é que Eduardo montou todo um esquema de marketing para promover o seu single Cosas Que Contar, ao convidar as suas duas irmãs para participarem no videoclip da música. Mas é a participação delas que está a fazer com que o videoclip tenha sido já visto por milhões de pessoas por esse mundo fora. É que as duas irmãs aparecem em cenas eróticas, chegando mesmo a dar um incestuoso beijo. O clã Cruz é mesmo uma família unida.
Aqui fica o video
Grande candidato a tesourinho deprimente destes lados...
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Por onde levais estes homens?
Kele Okereke, frontman dos Bloc Party, diz que gostava que o novo álbum da banda soasse a Destiny's Child. O que me leva a questionar tudo o que alcançaram com os dois primeiros álbuns, principalmente com o primeiro, de 2005, Silent Alarm. Hino ao Indie.
O nome é o mesmo, os músicos também...Mas será a banda a mesma?
O nome é o mesmo, os músicos também...Mas será a banda a mesma?
quarta-feira, janeiro 02, 2008
"Declare Independence"
Michael Gondry e Björk, tal como haviam anunciado, editaram o vídeo do terceiro single de Volta, "Declare Independence", no dia 1 de Janeiro. E o resultado está visível: enérgico, revoltado - dois pontos que não podiam ficar intocáveis num tema tão sensível como a independência de regiões com capacidade para se auto-reger (neste caso as Ilhas Faroé e a Gronolândia, regiões colonizadas pela Dinamarca à qual esta música se refere). Mais uma vez, a dupla mostrou bons resultados.
A grande estrela da Islândia, numa excelente entrevista dada à Pitchfork, refere como foi trabalhar de novo com Gondry, já passada uma década desde a última vez, refere as conotações claramente políticas de "Declare Independence" e também como está a ser preparado o vídeo de "Dull Flame Of Desire", música em que Anthony (de Anthony & The Johnsons) faz dueto com Björk.
na Setlist
Álbum,
Arte,
Clips,
Entrevista,
Intervenção,
Reflexão,
Revolta
The Mars Volta em pulgas
Há uns meses circulou uma conversa entre Omar Rodriguez-Lopez e um fã Italiano na net. Se não me engano, essa conversa há-de estar no fórum italiano dedicado à banda (não me responsabilizo por erros nesta informação).
Omar, guitarrista e mentor da banda - juntamente com Cedric Bixler-Zavala -, falava do quão prejudicial tinha sido a saída de John Theodore. Mas não deixou de referir que, apesar de todas as problemáticas envolvidas na desistência por parte de um membro do projecto, foram dissabores que trouxeram benefícios; um bom e aleatório português diria que "depois da tempestade vem a bonança", algo que se aplica aqui. O guitarrista dos Mars Volta falava na boa disposição que, finalmente, se sentia na banda, facto que se reflectia ao vivo.
Ao que parece, essa boa disposição chegou mesmo a um topo, pois não é só um vídeo de The Mars Volta a apreciar coisas nojentas que por aí circula: também circula, e em muito bons tons, as grandes actuações do grupo nos primeiros dois concertos de apresentação do já estupidamente aguardado The Bedlam In Goliath, nos quais há que destacar o enorme "New Years Eve Extravaganza", onde tanto a cheia plateia como os próprios Mars Volta se mascararam e preparam para um concerto que durou 3h30 - divididas num acto acústico e no acto dito 'normal', de apresentação do álbum.
Para mais informações, aconselho (obviamente) a visita ao caro The Mars Volta Portugal, do caríssimo António, onde todas estas situações são entusiasticamente exploradas e descritas.
Omar, guitarrista e mentor da banda - juntamente com Cedric Bixler-Zavala -, falava do quão prejudicial tinha sido a saída de John Theodore. Mas não deixou de referir que, apesar de todas as problemáticas envolvidas na desistência por parte de um membro do projecto, foram dissabores que trouxeram benefícios; um bom e aleatório português diria que "depois da tempestade vem a bonança", algo que se aplica aqui. O guitarrista dos Mars Volta falava na boa disposição que, finalmente, se sentia na banda, facto que se reflectia ao vivo.
Ao que parece, essa boa disposição chegou mesmo a um topo, pois não é só um vídeo de The Mars Volta a apreciar coisas nojentas que por aí circula: também circula, e em muito bons tons, as grandes actuações do grupo nos primeiros dois concertos de apresentação do já estupidamente aguardado The Bedlam In Goliath, nos quais há que destacar o enorme "New Years Eve Extravaganza", onde tanto a cheia plateia como os próprios Mars Volta se mascararam e preparam para um concerto que durou 3h30 - divididas num acto acústico e no acto dito 'normal', de apresentação do álbum.
Para mais informações, aconselho (obviamente) a visita ao caro The Mars Volta Portugal, do caríssimo António, onde todas estas situações são entusiasticamente exploradas e descritas.
As macacadas do ano passado:
Primeiro, os Arcade Fire aventuraram-se na net. E ficou uma aventura bem gostosa, com uma meia hora de divertimento, nem que seja só para descobrir o que raio se pode fazer a Win Butler, frontman e vocalista da banda.
Depois, os Battles tentaram irritar o mundo inteiro com uma música chamada "Atlas", cujo clip pode ser visto num post anterior.
Mais para o fim, os Mars Volta descobriram a magia do famoso "2girls1cup".
Conclusões: uns têm demasiado tempo livre e outros até são pessoas normais, essa pessoas que ouvimos diariamente em casa.
Depois, os Battles tentaram irritar o mundo inteiro com uma música chamada "Atlas", cujo clip pode ser visto num post anterior.
Mais para o fim, os Mars Volta descobriram a magia do famoso "2girls1cup".
Conclusões: uns têm demasiado tempo livre e outros até são pessoas normais, essa pessoas que ouvimos diariamente em casa.
sábado, dezembro 29, 2007
Adeus 2007
Atingido o final do ano, está na altura de fazer as devidas menções honrosas e dizer o que, para mim, foi o melhor da música este ano.
Álbuns 2007

Quando esta lista ficou completa, apercebi-me que este ano não houve assim nenhum albumzão que eu ouvisse ávida e incessantemente. Houve álbuns que me prenderam completamente... mas são quase todos de 2006. Mas bom, já chega de conversa fiada, a lista é esta:
Battles - Mirrored
Apesar de saber que ainda podem ir muito mais além do que aquilo que conseguiram neste album, conquistaram-me. A ouvir: Atlas e Tonto.
Arcade Fire - Neon Bible
Ok, não vou dizer que este é melhor que Funeral... porque não é. Ainda assim, é um álbum incontornável deste ano. A ouvir: Antichrist Television Blues e No Cars Go.
LCD Soundsystem - Sound Of Silver
James Murphy conseguiu igualar, quiçá superar, o aclamado primeiro álbum homónimo.
A ouvir: Get Innocuous e Someone Great.
Blonde Redhead - 23
O trio italo-nipónico conquistou-me com um dos álbuns mais melódicos e bonitos deste ano.
A ouvir: 23 e Spring And By Summer Fall.
The PoPo - The PoPo
Eu devo ser dos poucos a dar alguma coisa por estes americanos (mas notem que Trent Reznor faz parte destes poucos). Nem sei bem se é um álbum ou EP homónimo, apenas sei que me divertiram bastante este ano e isso é suficiente para figurarem neste lista. A ouvir: Apocalypse Blaze e Funtimes On The Frontline.
Animal Collective - Strawberry Jam
Conheci-os este ano. Primeira vez que ouvi: atrofio total da minha cabeça. Agora: genialmente atrofiante. Experimentalismo no seu melhor. A ouvir: Peacebone e For Reverend Green.
Gogol Bordello - Super Taranta
Um pouco na onda da No Smoking Orchestra, mas mais punk . A melhor "ciganada" que ouvi este ano. Gypsy punk do mais dançável que pode haver. A ouvir: Ultimate e Supertheory of Supereverything.
!!! - Myth Takes
Não tem o mesmo feeling e brilhantismo que Louden Up Now, mas continuam com música apelativa e dançável. Relativamente ao seus trabalhos anteriores, é o álbum mais fraquinho, mas relativamente ao que se passou em 2007... conseguiram estar aqui nesta lista à mesma. A ouvir: A New Name e Must Be The Moon.
M.I.A - Kala
E por último, o meu guilty pleasure deste ano. Dos álbuns mais surpreedentes deste ano porque me pôs a ouvir um tipo de música que à partida não ouço. Mais um extremamente dançável. A ouvir: Jimmy e World Town.
"Decepções" 2007
Arctic Monkeys - Favourite Worst Nightmare
Tirem as aspas, este aqui é mesmo decepção, destacando-se claramente dos outros 2 nesta lista. Muito comercial, muito pop às vezes. O novo baixista trouxe melhor performance no baixo, embora me pareça muito fora da imagem da banda, mas isto não se reflecte no som claro. A segunda metade do álbum ainda safa muito bem apesar de tudo. A não ouvir: D Is For Dangerous e Fluorescent Adolescent.
Klaxons - Myths Of The Near Future
Ora, aqui a "decepção" é parcialmente culpa minha: quando o álbum saiu, 8 músicas nele incluídas já tinham sido lançadas em EPs e coisas do género, pelo que o álbum não me trouxe nada que eu já não conhecesse, o que me desiludiu, já que eu esperava mais do mesmo género e não o mesmo literalmente. Para além disso, a banda alterou consideravelmente alguns dos temas ao gravar o álbum, ou seja, saiu-me o mesmo, mas estragado.
Interpol - Our Love To Admire
Ainda vou ser fuzilado por pôr este álbum nesta categoria, mas pronto, estamos num país livre. Ah, e atenção às aspas! Este álbum não é mau, muito pelo contrário, é bem capaz de ser um dos álbuns de melhor qualidade deste ano, mas simplesmente... não "bateu". A minha imensa admiração de Turn On The Bright Lights contribui bastante para esta classificação. Digamos que este álbum não entra na 1ª categoria por uma questão de relatividade. Mesmo assim - A ouvir: Pioneer To The Falls e The Lighthouse.
Nine Inch Nails - Year Zero
Trent Reznor criou grandes expectativas para este álbum com a Year Zero Experience - pens nas casas de banho com músicas como presentes, sites marados em barda, etc - e eu fui um dos muitos que ficou completamente agarrado a tudo o que se passava na internet e estava atento a todas as novidades diárias sobre este "enigma" que era a visão de Reznor do mundo. Faltou foi converter tudo isto em boa música, isto é, música ao nível que os NIN nos tinham habituado.
Concertos 2007
Aqui já não me posso queixar, de todo. Com os 3 primeiros da lista, e complementando com os outros todos, foi um grande ano de concertos. Tenho plena consciência que haveria outros concertos a incluir nesta lista se os tivesse visto, mas por força das circunstâncias, não pude.
Metallica @ SBSR
Genial. Sublime. Gigante. Utópico. "Hoo-rah!"
Nine Inch Nails @ Coliseu dos Recreios (10 Fevereiro)
Oportunidade única aproveitada. Se fosse hoje, tinha ido aos 3 concertos. Setlist dificilmente poderia ter sido melhor. Incrível o enaltecimento das músicas ao vivo.
Interpol @ SBSR
Devo ser dos poucos a achar este melhor que o concerto no Coliseu dos Recreiros o mês passado. Mais uma vez, o 1º álbum a pesar muito. A banda muito mais soturna, menos comunicativa, mais embrenhada na música, mais Interpol.
Cansei De Ser Sexy @ Lux
Acho que é a 1ª vez que se fala deste concerto neste blog, o que é uma falha das valentes, e eu sou o culpado, já que estive lá. Concerto num ambiente pequeno, familiar, exclusivo. Stage dives de Lovefoxxx, banda comunicativa e contagiante e muita energia libertada num concerto em que ninguém parou de dançar.
The Arcade Fire @ SBSR
Concerto mágico. Público repleto de fãs que só contribuíram para um espectáculo ainda melhor, puxando muito pela banda. O facto de haver muitos elementos em palco é um ponto positivo ao vivo, a linguagem gestual é muito mais expressiva, há sempre alguém a puxar pelo público ou a fazer palhaçadas como foi o caso.
LCD Soundsystem @ SBSR
Peter Murphy completamente alienado de tudo no palco: passeava, ia ver os ecrãs gigantes, falava com os técnicos de som no meio das músicas... Mas deu um concerto do caraças. Até houve mosh! Conjugaram muito bem os 2 álbuns e as músicas ao vivo tornam-se muito mais envolventes.
TV On The Radio @ SBSR
Completamente ignorados pelo público, injustamente. Deram um concerto memorável, embora a qualidade do som tenha sido um entrave. Uma escolha muito acertada das músicas, outra vez uma conjugação harmoniosa dos 2 álbuns editados.
Concertinhos 2007
Tilly & The Wall (abrindo para Cansei De Ser Sexy)
Guitarra acústica, órgão, muito boas vozes femininas e o que eu achei mais caricato, mas ao mesmo tempo eficaz e inovador: a percussão feita através de sapateado por uma das raparigas pertencente à banda. E olhem que estar 45 minutos a bater com os pés com força numa tábua de madeira não é pêra doce...
The PoPo (abrindo para NIN)
Não me prolongo muito porque já falei sobre eles aqui. Conheci a banda neste concerto e cativaram-me o suficiente para colocar o seu álbum na minha lista do ano.
Blonde Redhead (abrindo para Interpol)
Muitas músicas resultam bem melhor ao vivo. Envolvem-nos mais, entram mais. Excelente concerto.
The Vicious Five @ Ar d'Rato
Faltava um representante português na lista. Os TV5 são perfeitamente merecedores: todos os concertos que vi deles foram autênticas lições de "como pôr gente a mexer". No Ar d'Rato, foi a maior lição de todas. Viva o Joaquim & Cia.
Álbuns 2007
Quando esta lista ficou completa, apercebi-me que este ano não houve assim nenhum albumzão que eu ouvisse ávida e incessantemente. Houve álbuns que me prenderam completamente... mas são quase todos de 2006. Mas bom, já chega de conversa fiada, a lista é esta:
Battles - Mirrored
Apesar de saber que ainda podem ir muito mais além do que aquilo que conseguiram neste album, conquistaram-me. A ouvir: Atlas e Tonto.
Arcade Fire - Neon Bible
Ok, não vou dizer que este é melhor que Funeral... porque não é. Ainda assim, é um álbum incontornável deste ano. A ouvir: Antichrist Television Blues e No Cars Go.
LCD Soundsystem - Sound Of Silver
James Murphy conseguiu igualar, quiçá superar, o aclamado primeiro álbum homónimo.
A ouvir: Get Innocuous e Someone Great.
Blonde Redhead - 23
O trio italo-nipónico conquistou-me com um dos álbuns mais melódicos e bonitos deste ano.
A ouvir: 23 e Spring And By Summer Fall.
The PoPo - The PoPo
Eu devo ser dos poucos a dar alguma coisa por estes americanos (mas notem que Trent Reznor faz parte destes poucos). Nem sei bem se é um álbum ou EP homónimo, apenas sei que me divertiram bastante este ano e isso é suficiente para figurarem neste lista. A ouvir: Apocalypse Blaze e Funtimes On The Frontline.
Animal Collective - Strawberry Jam
Conheci-os este ano. Primeira vez que ouvi: atrofio total da minha cabeça. Agora: genialmente atrofiante. Experimentalismo no seu melhor. A ouvir: Peacebone e For Reverend Green.
Gogol Bordello - Super Taranta
Um pouco na onda da No Smoking Orchestra, mas mais punk . A melhor "ciganada" que ouvi este ano. Gypsy punk do mais dançável que pode haver. A ouvir: Ultimate e Supertheory of Supereverything.
!!! - Myth Takes
Não tem o mesmo feeling e brilhantismo que Louden Up Now, mas continuam com música apelativa e dançável. Relativamente ao seus trabalhos anteriores, é o álbum mais fraquinho, mas relativamente ao que se passou em 2007... conseguiram estar aqui nesta lista à mesma. A ouvir: A New Name e Must Be The Moon.
M.I.A - Kala
E por último, o meu guilty pleasure deste ano. Dos álbuns mais surpreedentes deste ano porque me pôs a ouvir um tipo de música que à partida não ouço. Mais um extremamente dançável. A ouvir: Jimmy e World Town.
"Decepções" 2007
Arctic Monkeys - Favourite Worst Nightmare
Tirem as aspas, este aqui é mesmo decepção, destacando-se claramente dos outros 2 nesta lista. Muito comercial, muito pop às vezes. O novo baixista trouxe melhor performance no baixo, embora me pareça muito fora da imagem da banda, mas isto não se reflecte no som claro. A segunda metade do álbum ainda safa muito bem apesar de tudo. A não ouvir: D Is For Dangerous e Fluorescent Adolescent.
Klaxons - Myths Of The Near Future
Ora, aqui a "decepção" é parcialmente culpa minha: quando o álbum saiu, 8 músicas nele incluídas já tinham sido lançadas em EPs e coisas do género, pelo que o álbum não me trouxe nada que eu já não conhecesse, o que me desiludiu, já que eu esperava mais do mesmo género e não o mesmo literalmente. Para além disso, a banda alterou consideravelmente alguns dos temas ao gravar o álbum, ou seja, saiu-me o mesmo, mas estragado.
Interpol - Our Love To Admire
Ainda vou ser fuzilado por pôr este álbum nesta categoria, mas pronto, estamos num país livre. Ah, e atenção às aspas! Este álbum não é mau, muito pelo contrário, é bem capaz de ser um dos álbuns de melhor qualidade deste ano, mas simplesmente... não "bateu". A minha imensa admiração de Turn On The Bright Lights contribui bastante para esta classificação. Digamos que este álbum não entra na 1ª categoria por uma questão de relatividade. Mesmo assim - A ouvir: Pioneer To The Falls e The Lighthouse.
Nine Inch Nails - Year Zero
Trent Reznor criou grandes expectativas para este álbum com a Year Zero Experience - pens nas casas de banho com músicas como presentes, sites marados em barda, etc - e eu fui um dos muitos que ficou completamente agarrado a tudo o que se passava na internet e estava atento a todas as novidades diárias sobre este "enigma" que era a visão de Reznor do mundo. Faltou foi converter tudo isto em boa música, isto é, música ao nível que os NIN nos tinham habituado.
Concertos 2007
Aqui já não me posso queixar, de todo. Com os 3 primeiros da lista, e complementando com os outros todos, foi um grande ano de concertos. Tenho plena consciência que haveria outros concertos a incluir nesta lista se os tivesse visto, mas por força das circunstâncias, não pude.
Metallica @ SBSR
Genial. Sublime. Gigante. Utópico. "Hoo-rah!"
Nine Inch Nails @ Coliseu dos Recreios (10 Fevereiro)
Oportunidade única aproveitada. Se fosse hoje, tinha ido aos 3 concertos. Setlist dificilmente poderia ter sido melhor. Incrível o enaltecimento das músicas ao vivo.
Interpol @ SBSR
Devo ser dos poucos a achar este melhor que o concerto no Coliseu dos Recreiros o mês passado. Mais uma vez, o 1º álbum a pesar muito. A banda muito mais soturna, menos comunicativa, mais embrenhada na música, mais Interpol.
Cansei De Ser Sexy @ Lux
Acho que é a 1ª vez que se fala deste concerto neste blog, o que é uma falha das valentes, e eu sou o culpado, já que estive lá. Concerto num ambiente pequeno, familiar, exclusivo. Stage dives de Lovefoxxx, banda comunicativa e contagiante e muita energia libertada num concerto em que ninguém parou de dançar.
The Arcade Fire @ SBSR
Concerto mágico. Público repleto de fãs que só contribuíram para um espectáculo ainda melhor, puxando muito pela banda. O facto de haver muitos elementos em palco é um ponto positivo ao vivo, a linguagem gestual é muito mais expressiva, há sempre alguém a puxar pelo público ou a fazer palhaçadas como foi o caso.
LCD Soundsystem @ SBSR
Peter Murphy completamente alienado de tudo no palco: passeava, ia ver os ecrãs gigantes, falava com os técnicos de som no meio das músicas... Mas deu um concerto do caraças. Até houve mosh! Conjugaram muito bem os 2 álbuns e as músicas ao vivo tornam-se muito mais envolventes.
TV On The Radio @ SBSR
Completamente ignorados pelo público, injustamente. Deram um concerto memorável, embora a qualidade do som tenha sido um entrave. Uma escolha muito acertada das músicas, outra vez uma conjugação harmoniosa dos 2 álbuns editados.
Concertinhos 2007
Tilly & The Wall (abrindo para Cansei De Ser Sexy)
Guitarra acústica, órgão, muito boas vozes femininas e o que eu achei mais caricato, mas ao mesmo tempo eficaz e inovador: a percussão feita através de sapateado por uma das raparigas pertencente à banda. E olhem que estar 45 minutos a bater com os pés com força numa tábua de madeira não é pêra doce...
The PoPo (abrindo para NIN)
Não me prolongo muito porque já falei sobre eles aqui. Conheci a banda neste concerto e cativaram-me o suficiente para colocar o seu álbum na minha lista do ano.
Blonde Redhead (abrindo para Interpol)
Muitas músicas resultam bem melhor ao vivo. Envolvem-nos mais, entram mais. Excelente concerto.
The Vicious Five @ Ar d'Rato
Faltava um representante português na lista. Os TV5 são perfeitamente merecedores: todos os concertos que vi deles foram autênticas lições de "como pôr gente a mexer". No Ar d'Rato, foi a maior lição de todas. Viva o Joaquim & Cia.
Sabem o que é que Battles me lembra?
Gentle Giant - "Proclamation"
É verdade. Se ouvirmos com atenção há mesmo situações em que parece que eles fazem rip-of's destes senhores do Prog-Rock - não falo desta música em particular, claro está. E é por isso que gostei tanto de Battles: esta forma "inconsequente" de tocar não é novidade, pois os senhores do Progressivo já tentaram a sorte nos anos 70 (principalmente). Mas nada de grave; pelo contrário, boas influências são sempre boas referências.
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Gregor Samsa
Há já um ano que não ouvia nada deles... Gregor Samsa, para quem não sabe, é o protagonista do mais conhecido conto do escritor checo Franz Kafka, "A Metamorfose". Neste caso, é uma boa banda de Post-Rock americana que conheci através de um split com Red Sparowes - cativou-me pela presença de uma bonita voz feminina e pelo feeling Sigur Rós - e que tem a sorte de ter a violinista de Kayo Dot, a bela Mia Matsumyia.
Apresento-vos:
"Dot" (ilustrada com o vídeo de um fã), do primeiro EP da banda.
Gregor Samsa têm estado a preparar um álbum desde o início do ano, para juntar ao grande 55:12, que data de 2006. As gravações das canções trabalhas via e-mail (visto que os sete elementos da banda vivem em 5 estados diferentes) começaram em Março, com um grande E de experimentalismo, visto que só haviam sido ensaiadas com três dias de antecedência. Numa pequena mensagem deixada no Myspace, o senhor que dá a cara, Champ Bennett, exclareceu que se tudo correr bem o novo trabalho da banda há-de andar à solta em meados de Abril. E há que aguardar.
O álbum deve ter cerca de 60 minutos e é composto por 10 músicas, o que faz dele o mais longo registo de estúdio dos Gregor Samsa.
Apresento-vos:
"Dot" (ilustrada com o vídeo de um fã), do primeiro EP da banda.
Gregor Samsa têm estado a preparar um álbum desde o início do ano, para juntar ao grande 55:12, que data de 2006. As gravações das canções trabalhas via e-mail (visto que os sete elementos da banda vivem em 5 estados diferentes) começaram em Março, com um grande E de experimentalismo, visto que só haviam sido ensaiadas com três dias de antecedência. Numa pequena mensagem deixada no Myspace, o senhor que dá a cara, Champ Bennett, exclareceu que se tudo correr bem o novo trabalho da banda há-de andar à solta em meados de Abril. E há que aguardar.
O álbum deve ter cerca de 60 minutos e é composto por 10 músicas, o que faz dele o mais longo registo de estúdio dos Gregor Samsa.
Era giro vê-los cá, por estes lados do Atlântico...
Desta quadra...
...deixo-vos algumas coisas que me foram re-apresentadas. Quase que não me lembrava, mas este senhor é realmente algo:
Musicalmente - acho que têm todo o direito de contestar esta minha afirmação -, Peter Gabriel é um génio, não só pelo que foi, mas também pelo que é (pelo que se tornou). Se bem que o próprio admite que demorou a atingir um estilo que fosse algo dele.
Esse estilo chegou aqui, como o próprio gosta de referir. Security, quarto álbum a solo editado em 82, trouxe músicas como "The Rythm of The Heat", "Lay Your Hands On Me" e a grande grande "Shock The Monkey", que soa muito Gabrielesco e aparente sê-lo, igualmente. Ora, observe-se:
O que acho interessante, nesse clip, não é só a música (que está senilmente conseguida), mas também o próprio vídeo e a mensagem que nele está.
E é essa imagem, senil e experimentalista, que Gabriel carrega. "Steam", do álbum Us, editado em 92, é disso exemplo. Pura diversão, diga-se:
E são exemplos que se podem transpor ao palco. Veja-se (ainda que velho, mas pronto para as curvas):
PS: Acho que ainda consegui partilhar uma pequena parte da evolução na enorme e rica carreira deste senhor. Para quem não conhecia, é só um pouco do que se pode realmente imaginar.
Diga-se que estes são os meus presentes. Para os ateus, é a recompensa da pequena ausência (e muito ri eu ao escrever isto).
Musicalmente - acho que têm todo o direito de contestar esta minha afirmação -, Peter Gabriel é um génio, não só pelo que foi, mas também pelo que é (pelo que se tornou). Se bem que o próprio admite que demorou a atingir um estilo que fosse algo dele.
Esse estilo chegou aqui, como o próprio gosta de referir. Security, quarto álbum a solo editado em 82, trouxe músicas como "The Rythm of The Heat", "Lay Your Hands On Me" e a grande grande "Shock The Monkey", que soa muito Gabrielesco e aparente sê-lo, igualmente. Ora, observe-se:
O que acho interessante, nesse clip, não é só a música (que está senilmente conseguida), mas também o próprio vídeo e a mensagem que nele está.
E é essa imagem, senil e experimentalista, que Gabriel carrega. "Steam", do álbum Us, editado em 92, é disso exemplo. Pura diversão, diga-se:
E são exemplos que se podem transpor ao palco. Veja-se (ainda que velho, mas pronto para as curvas):
PS: Acho que ainda consegui partilhar uma pequena parte da evolução na enorme e rica carreira deste senhor. Para quem não conhecia, é só um pouco do que se pode realmente imaginar.
Diga-se que estes são os meus presentes. Para os ateus, é a recompensa da pequena ausência (e muito ri eu ao escrever isto).
sábado, dezembro 22, 2007
Ano Novo, Nomes Grandes
A verdade é que 2007 está a acabar, e com esse fim vêm as tais dúbias listas que o André falou no último post. Mas com este aproximar de 2008 começam já a chegar os primeiros nomes para os festivais mais mainstream em Portugal. E ao que parece, este ano temos um ano rico em nomes sonantes. O que não significa necessáriamente grandes concertos e festivais memoráveis (nem sequer boa música). Mas o meu ponto não é sequer esse. Bandas como os Rage Against The Machine e os Iron Maden estão já confirmados para o Alive! e para o SBSR, respectivamente. Agora é a vez do nome de Ben Harper estar confirmado para o festival patrocinado pela Optimus. E não esquecendo Lenny Kravitz e, muito provavelmente, Bon Jovi no (inefável) Rock in Rio.
Ventilam-se também o regresso dos Metallica e o eterno aguardado concerto dos Radiohead.
E isto se quisermos esquecer os concertos em nome próprio, de bandas como os Spoon, Editors, Babyshambles, entre outros.
2008 parece vir a ser, ao que tudo indica, um ano próspero no que toca a festivaleiros do mainstream. Agora é aguardar que nomes de menos fama, e até musicalmente superiores, tenham o seu espaço, e possam surpreender em alguns palcos grandes - que não abundam - no nosso país. Será que vai haver essa hipótese em 2008?
Ventilam-se também o regresso dos Metallica e o eterno aguardado concerto dos Radiohead.
E isto se quisermos esquecer os concertos em nome próprio, de bandas como os Spoon, Editors, Babyshambles, entre outros.
2008 parece vir a ser, ao que tudo indica, um ano próspero no que toca a festivaleiros do mainstream. Agora é aguardar que nomes de menos fama, e até musicalmente superiores, tenham o seu espaço, e possam surpreender em alguns palcos grandes - que não abundam - no nosso país. Será que vai haver essa hipótese em 2008?
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Listas de natal para oferecer no fim-de-ano
Parece lei: acaba um ano e há sempre que fazer listas.
Este ano faz-se a recapitulação dos highlights de 2007. O Radar arrancou com a febre e decidiu-se a começar com as votações (melhores álbuns, melhor música nacional, melhor música internacional e melhor concerto).
Da mesma forma, a Pitchfork não se decidiu a apresentar uma lista, nem duas, mas três.
E como não é só na Internet que se tem direito à listagem, de uma forma menos opinativa, o ípsilon (suplemento do Público) decidiu fazer um balanço do ano que acaba. Os artistas do ano foram:
1. M.I.A.
2. Tinariwen
3. LCD
4. Panda bear
5. Burial
6. The national
7. The go! team
8. Justice
9. Pedro Jóia
10. David Maranha
11. Joe Henry
12. Arcade Fire
13. Beirut
14. Robert Wyatt
15. JP Simões
16. Battles
17. Fiery Furnaces
18. Amélia Muge
19. Matthew Dear
20. Norberto Lobo
No que toca a figuras, o ípsilon escolheu a controversa Amy Winehouse, o jovem e aclamado Zach Condon - condutor do projecto Beirut -, os dançáveis Justice, os amados National, o desconhecido Burial e o senhor dos Animal Collective, Panda Bear.
Nas tendências de 2007 apontam, como seria natural, para o fim da indústria musical - num tom bastante resignado, de quem aceita (surpreendente, não?) -, a febre de regressos dos velhotes (Sex Pistols, Police, Led Zeppelin), e a facilidade que as bandas mais aclamadas sentiram em fazer valer o segundo registo (como foi o caso de Beirut e de LCD Soundsystem).
Em relação às listas, mandei apenas as minhas postas no Radar; mas não concordo com muitas das escolhas feitas - considero que faltam muitos nomes, grandes nomes (Neurosis e Jesu, por exemplo), nomes que se afirmaram e cresceram agora (Mazgani, cá por estes lados...), nomes que ainda só deixaram avisos (Battles, Men Eater, para exemplificar mais, ainda não bateu forte, mas eles ainda não nos mostraram tudo), nomes que nunca se fazem ouvir e estão sempre lá (Do Make Say Think, Envy, Mono, entre muitos outros - e muitos que devo desconhecer); parece que a música é fechada, mas não é. Acho que é cada vez mais complicado escolher o melhor, ou o pior, quando a música cai às toneladas à minha frente (e há sempre muita com qualidade!).
O que escolhi ontem pode não fazer sentido hoje, é o que sinto em relação a listas.
Este ano faz-se a recapitulação dos highlights de 2007. O Radar arrancou com a febre e decidiu-se a começar com as votações (melhores álbuns, melhor música nacional, melhor música internacional e melhor concerto).
Da mesma forma, a Pitchfork não se decidiu a apresentar uma lista, nem duas, mas três.
E como não é só na Internet que se tem direito à listagem, de uma forma menos opinativa, o ípsilon (suplemento do Público) decidiu fazer um balanço do ano que acaba. Os artistas do ano foram:
1. M.I.A.
2. Tinariwen
3. LCD
4. Panda bear
5. Burial
6. The national
7. The go! team
8. Justice
9. Pedro Jóia
10. David Maranha
11. Joe Henry
12. Arcade Fire
13. Beirut
14. Robert Wyatt
15. JP Simões
16. Battles
17. Fiery Furnaces
18. Amélia Muge
19. Matthew Dear
20. Norberto Lobo
No que toca a figuras, o ípsilon escolheu a controversa Amy Winehouse, o jovem e aclamado Zach Condon - condutor do projecto Beirut -, os dançáveis Justice, os amados National, o desconhecido Burial e o senhor dos Animal Collective, Panda Bear.
Nas tendências de 2007 apontam, como seria natural, para o fim da indústria musical - num tom bastante resignado, de quem aceita (surpreendente, não?) -, a febre de regressos dos velhotes (Sex Pistols, Police, Led Zeppelin), e a facilidade que as bandas mais aclamadas sentiram em fazer valer o segundo registo (como foi o caso de Beirut e de LCD Soundsystem).
Em relação às listas, mandei apenas as minhas postas no Radar; mas não concordo com muitas das escolhas feitas - considero que faltam muitos nomes, grandes nomes (Neurosis e Jesu, por exemplo), nomes que se afirmaram e cresceram agora (Mazgani, cá por estes lados...), nomes que ainda só deixaram avisos (Battles, Men Eater, para exemplificar mais, ainda não bateu forte, mas eles ainda não nos mostraram tudo), nomes que nunca se fazem ouvir e estão sempre lá (Do Make Say Think, Envy, Mono, entre muitos outros - e muitos que devo desconhecer); parece que a música é fechada, mas não é. Acho que é cada vez mais complicado escolher o melhor, ou o pior, quando a música cai às toneladas à minha frente (e há sempre muita com qualidade!).
O que escolhi ontem pode não fazer sentido hoje, é o que sinto em relação a listas.
quinta-feira, dezembro 20, 2007
13 Blues For Thirteen Moons
As novas músicas de Thee Silver Mt. Zion Memorial Orchestra & Tra-la-la Band já soam ao vivo e há planos de tours para 2008 (espero que Portugal fique na rota). O alinhamento do álbum foi divulgado entretanto (assim como a capa):
(01-12 Untitled)13 1,000,000 Died to Make This Sound
14 13 Blues For Thirteen Moons
15 Black Waters Blowed/Engine Broke Blues
16 BlindBlindBlind
Entretanto, deixo-vos um pequeno presentinho: um concerto da banda numa espécie de stream (espécie de Youtube sem imagem) onde estão músicas desta nova obra, a editar em Março do próximo ano.
Como é natal, deixo também os álbuns e mais alguns concertos para ouvir da mesma forma (bendita internet).
Nota anexa: o concerto está simplesmente incrível!!! (ou seja, as músicas novas estão brutais)
terça-feira, dezembro 18, 2007
Spoon - Take Dois
Primeiro foi o anúncio do regresso dos Editors a solo nacional, agora chega-nos a notícia do regresso dos Spoon. Embora com uma estreia não tão atribulada como os primeiros, eram uma banda que muita gente desejava ver de novo. Tanto por aquilo que ofereceram em Paredes de Coura ainda este ano, como pelo seu álbum - aclamado pela crítica - Ga Ga Ga Ga Ga, que vêm (ainda) apresentar. O concerto está marcado já para dia 23 de Fevereiro às 21 horas, na Aula Magna. Os bilhetes custam entre 20 e 27 euros.
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Falhámos antes... Vamos editar isso?
Sim, é verdade: os Editors regressam a Portugal para dois concertos, no próximo ano. As actuações dos britânicos estão agendados para o dia 2 de Abril na [nefasta] sala de espectáculos do Campo Pequeno e para o dia 3 no Coliseu do Porto.
domingo, dezembro 16, 2007
Control: melhor do que nos querem vender
É verdade: já vi o "Control". E sim, roam-se de inveja, o filme é bom. Claro que a crítica se faz ferozmente à película sob mil e um pretextos, mas acho que há umas quantas coisas que precisamos de ter em conta: primeiro, o "Control" é um filme, não um documentário, pelo que pode ser algo romanceado; depois, é baseado na biografia escrita pela Deborah Curtis (mesmo que ela não tenha gostado do produto final) - o que implica que algumas personagens não estejam muito exploradas, como é o caso de Annick Honoré (amante de Ian Curtis), como é óbvio; "Control" não é um filme sobre os Joy Division, mas sim sobre Ian Curtis, por isso é natural que muitos pormenores sobre a formação da banda sejam esquecidos.
Assim, vamos ao que interessa. Atrevo-me a contar o final do filme: Ian Curtis morre. Mas a sua morte não nos é imposta, é algo que está eminente e que persegue a própria história; Anton Corbijn conseguiu jogar muito bem com um acontecimento inevitável, lembrando a dita "ironia do destino".
Em termos de imagem, o preto e branco ajuda na intensidade do filme, que tem muito de fotográfico: os enquadramentos dão muito à melancolia da história, são intensos - ajudados pelo silêncio dos personagens, muitas vezes.
Quanto à banda sonora, acho que essa não podia ser mais adequada a uma história triste: Joy Division surge sempre nos momentos mais certos. É o que eu chamo uma autêntica chapada, daquelas que doem.
Não gostei muito dos actores nas perfomances ao vivo. É que Sam Rilley não consegue ser tão tragalhadanças quanto Ian Curtis (que era um mestre da não-dança epileptica) nem ter uma voz tão 'depressiva' quanto o vocalista de Joy Division - não são preciosismos.
Claro que há mais situações... Mas se quiserem saber, vejam o filme.
Para verem que não é um preciosismo:
Joy Division - Transmission & She's Lost Control
Assim, vamos ao que interessa. Atrevo-me a contar o final do filme: Ian Curtis morre. Mas a sua morte não nos é imposta, é algo que está eminente e que persegue a própria história; Anton Corbijn conseguiu jogar muito bem com um acontecimento inevitável, lembrando a dita "ironia do destino".
Em termos de imagem, o preto e branco ajuda na intensidade do filme, que tem muito de fotográfico: os enquadramentos dão muito à melancolia da história, são intensos - ajudados pelo silêncio dos personagens, muitas vezes.
Quanto à banda sonora, acho que essa não podia ser mais adequada a uma história triste: Joy Division surge sempre nos momentos mais certos. É o que eu chamo uma autêntica chapada, daquelas que doem.
Não gostei muito dos actores nas perfomances ao vivo. É que Sam Rilley não consegue ser tão tragalhadanças quanto Ian Curtis (que era um mestre da não-dança epileptica) nem ter uma voz tão 'depressiva' quanto o vocalista de Joy Division - não são preciosismos.
Claro que há mais situações... Mas se quiserem saber, vejam o filme.
Para verem que não é um preciosismo:
Joy Division - Transmission & She's Lost Control
sexta-feira, dezembro 14, 2007
As Vinte Piores Capas de 2007
A Pitchfork escolheu aquelas que seriam as 20 piores capas do quase finalizado ano de 2007. No pódio acotovelam-se artistas mainstream, como Prince e Joss Stone, e alguns menos conhecidos no jardim português, como Ted Nudgent e Eddie Money. É um artigo engraçado, com comentários bastante bem observados, ainda que muito ambíguo.
Nada a perder!
Nada a perder!
terça-feira, dezembro 11, 2007
Novo LP de A Silver Mt. Zion
Depois de Horses In The Sky e sob o nome de Thee Silver Mt. Zion Memorial Orchestra & The Tra-la-la Band (que vem de uma interessante evolução a abordar mais tarde, num texto que explore a banda), os canadianos voltam à carga: 13 Blues For Thirteen Moons será editado a 25 de Março do próximo ano.
O álbum, já nos últimos preparos, foi gravado no mítico Hotel2Tango e produzido pelo ex-baterista de Arcade Fire, Howard Billerman, ou seja, nada mudou realmente.
Nada? Não é bem assim: segundo a Constellation, editora da banda, este novo álbum só começa à 13ª música, sendo as doze primeiras um contínuo e puro Drone.
Aguarda-se...
O álbum, já nos últimos preparos, foi gravado no mítico Hotel2Tango e produzido pelo ex-baterista de Arcade Fire, Howard Billerman, ou seja, nada mudou realmente.
Nada? Não é bem assim: segundo a Constellation, editora da banda, este novo álbum só começa à 13ª música, sendo as doze primeiras um contínuo e puro Drone.
Aguarda-se...
na Setlist
Álbum,
Arte,
Intervenção,
Preview,
Revolta
domingo, dezembro 09, 2007
Radiohead não descartam o marketing directo
No final de cada dia de gravações, os Radiohead destruiram os CDs que continham os resultados do dia, e quando não o fizeram atribuiam-lhes títulos como «Eagles Greatest Hits» e «Phil Collins Hip Hop Covers» para que não houvessem tentações de disponibilizar nada na net sem o seu consentimento. Isto demonstra claramente a estratégia de marketing por detrás de In Rainbows. Os resultados desta estratégia já se faziam soar entre os fãs, mas neste momento já se estenderam à crítica: a revista Mojo considerou o trabalho mais recente dos britânicos como o melhor de 2007.
quarta-feira, dezembro 05, 2007
O Regresso (e Fim) dos Bauhaus
Depois de uma ausência de mais de 20 anos de produção discográfica original, eis que os Bauhaus estão de volta, embora com um ligeiro sabor amargo. Going Away White é o nome do novo álbum, estando previsto o seu lançamento para o dia 5 de Março. Este poderá ser adquirido no iTunes, na versão digital. A versão física também existirá e será distribuída pela Redeye Distribution. Contará com, entre outras, as músicas Adrenaline e Endless Summer of the Damned, já tocadas ao vivo, em 2006, na Tour da banda com os Nine Inch Nails.O tal sabor amargo prende-se com o facto de a banda terminar definitivamente a sua carreira logo após o lançamento deste álbum. Muito provavelmente os elementos da banda irão lançar-se noutros projectos, nomeadamente a solo. Este será, portanto, um álbum que não irá ser tocado ao vivo.
terça-feira, dezembro 04, 2007
DVD Incubus - Look Alive
Os Incubus lançaram esta semana (embora ainda não em Portugal) o seu quarto DVD, segundo ao vivo. Se o primeiro foi no mitico anfiteatro de Red Rocks, Colorado, num mega-concerto de 2 horas e 20 minutos, este segundo, intitulado Look Alive, é uma mistura de vários espectáculos, incluindo um em Chicago, gravado no dia 25 de Julho. O DVD vai contar com 17 faixas, mais bastante material variado, como filmagens de backstage e um documentário. A setlist é a seguinte:
1. Rogues

2. Quicksand
3. A Kiss To Send Us Off
4. Anna Molly
5. Redefine
6. Pistola
7. Love Hurts
8. Paper Shoes
9. Megalomaniac
10. Nebula
11. Earth To Bella Part 1
12. Sick Sad Little World
13. Oil and Water
14. Dig
15. Punch Drunk
16. Aqueous Transmission
17. Look Alive
Como se constatar pela setlist este é um DVD que se foca essencialmente no último registo da banda, Light Grenades, mas não deixa de fora álbuns como SCIENCE ou Morning View. Alguns dos singles mais orelhudos ficam de fora, provavelmente por já se encontrarem no DVD Live at Red Rocks.
Este DVD inclui também um cd de bónus, com duas vertentes: a primeira mostrar algum trabalho a solo de Mike Einziger; a segunda premiar os fãs com algumas faixas de bónus da banda, ao vivo. A setlist do cd de bónus é a seguinte:
Pathogens Born Of Wormy Interludes
La La La Zoom Zoom Zoom
Get Your Pants and GO!
Beach Blanket Beatdown
Midnight Swim
Soft Sculpture
Cloudeater
Dance In A Triangle
Here In My Room – Instrumental
Hugs Not Drugs
Golden
Quicksand (Bonus Live Track)
A Kiss To Send Us Off (Bonus Live Track)
Look Alive (Bonus Live Track)
Nebula (Bonus Live Track)
Rogues (Bonus Live Track)
Punch Drunk (Bonus Live Track)
Junto ponho os links de alguns teasers de promoção ao DVD:
- Teaser Anna MollyEste DVD inclui também um cd de bónus, com duas vertentes: a primeira mostrar algum trabalho a solo de Mike Einziger; a segunda premiar os fãs com algumas faixas de bónus da banda, ao vivo. A setlist do cd de bónus é a seguinte:
Pathogens Born Of Wormy Interludes
La La La Zoom Zoom Zoom
Get Your Pants and GO!
Beach Blanket Beatdown
Midnight Swim
Soft Sculpture
Cloudeater
Dance In A Triangle
Here In My Room – Instrumental
Hugs Not Drugs
Golden
Quicksand (Bonus Live Track)
A Kiss To Send Us Off (Bonus Live Track)
Look Alive (Bonus Live Track)
Nebula (Bonus Live Track)
Rogues (Bonus Live Track)
Punch Drunk (Bonus Live Track)
Junto ponho os links de alguns teasers de promoção ao DVD:
- Trailer
- Seis músicas completas do DVD
segunda-feira, dezembro 03, 2007
Quatro vídeos de Mars Volta online
Os Mars Volta disponibilizaram no seu site os vídeos que fizeram de quatro músicas do novo álbum, a sair a 28 de Janeiro. Para quem não quiser fazer download e estiver com planos para obter mais informações, consultem o nosso compatriota António.
sábado, dezembro 01, 2007
Vender é mais importante que ouvir
Depois de terem disponibilizado o álbum para todos os que quiserem ouvir, tanto por um jornal como pela Web, Prince e Radiohead - que são dos maiores artistas da música contemporânea - ficaram de fora dos Brit Awards. Tal acontece pois nenhum dos nomes referidos tiveram um single e um álbum nos 75 que mais venderam em Inglaterra nos últimos meses. É, no entanto, sabido que o Prince já esgotou 21 salas de concertos em Londres e que os Radiohead já levaram o seu último trabalho, In Rainbows, a um número de pessoas que rebenta escalas.
Subscrever:
Comentários (Atom)
