E acho que ele tem razão... Não é preciso fundamentar muito para que o ponto de vista se torne óbvio.
sexta-feira, outubro 19, 2007
Editors criticam Radiohead
E acho que ele tem razão... Não é preciso fundamentar muito para que o ponto de vista se torne óbvio.
quarta-feira, outubro 17, 2007
A Superbanda
A sua sonoridade é a mistura dos sons de cada um dos projectos, pelo que, no único concerto em que estiveram juntos, soou ao experimentalismo de uma banda de Jam. E foi, acima de tudo, uma Jam Session de ecos e riffs repetidos sob a voz carregada de efeitos de Bradford Cox, durante a qual Reefer Duberland se perderam e foram perdendo o público (que foi abandonando a sala à medida que esta actuação surpresa avançava).
Não se sabe para quando será o regresso desta superbanda experimental, os Reefer Duberland, já que todos os projectos principais dos seus membros se encontram em digressão. Mas vamos estando atentos a qualquer coisinha...
Fonte: Pitchfork
terça-feira, outubro 16, 2007
Mais Peter Gabriel
Bom, desta vez, não é pela Witness que Gabriel intervém, mas através de um concerto em que vai partilhar o cargo de cabeça-de-cartaz com Annie Lennox marcado para o dia mundial contra a SIDA (dia 1 de Dezembro) pela organização 46664, da qual ambos foram fundadores. Parece-me óbvio que a questão a ser abordada neste dia, em Joanesburgo, é mesmo o problema do vírus que assombra os cinco continentes de uma forma tenebrosa.
Também confirmados estão Corinne Bailey Rae e Goo Goo Dolls.
O que é que eu ando a dizer?!
Ora, para sustentar a minha posição, passo a citar:
Os She Wants Revenge são um caso paradigmático do perigo que representa o empolamento de certas bandas, incapazes de aguentar o andamento num segundo passo. Depois de uma estreia promissora, ainda que sem acrescentar nada de particularmente próprio, «This Is Forever» é um triste regresso.
Se antes, os She Wants Revenge não mostravam sinais de personalidade, ainda que as canções fossem bons pastiches de Bauhaus, Joy Division ou Cure, desta vez nem isso. «This Is Forever» acaba por ser uma imitação do primeiro álbum, ou seja uma repetição de uma repetição.
O single «Written In Blood» já anunciava um passo estático no mesmo sítio, o que o disco apenas confirma por cima sem a mesma força criativa. Esqueça-se um «Tear Us Apart», ou um «I Don’t Wanna Fall In Love» porque o que aqui há são meros retratos de proporções reduzidas.
Os She Wants Revenge repetem exemplos já conhecidos de Kaiser Chiefs, Bloc Party e The Bravery no que é conseguir baixar a fasquia até limites não imaginados antes. Ainda assim, é apenas o resultado de uma febre que teve os seus dias mas que, neste momento, se está a virar para outras paragens.
domingo, outubro 14, 2007
Led Zeppelin é banda de um só concerto
Robert Plant e Alison Krauss lançam, no final deste mês, um álbum intitulado Raising Sand. Este é um álbum de interpretações, e não de originais, por parte de um grupo, como ambos gostam de se intitular. Plant defende que "não é um projecto de um dueto", pelo que, certamente, irá ocupar muito do tempo do vocalista da banda de Jimmy Page.
Acho que esta escolha mostra sensatez por parte de Robert Plant, já que é sabido que a sua voz não é a mesma de há 35 anos, assim como a capacidade de se expressar pela guitarra de Page. Um regresso de Led Zeppelin com uma digressão seria uma forma de banalizar o concerto de Novembro e de quase "estragar" uma existência memorável, nos anos 70.
segunda-feira, outubro 08, 2007
Sueco invalido graças a Heavy Metal
Há 10 anos que o estatuto de invalidez psicológica era procurado pelo sueco, tendo sido diagnosticada a doença agora, por três psicólogos.
Roger Tullgren diz que «da próxima vez que comparecer a uma entrevista pode-se vestir normalmente, já que o documento dos médicos o justificam».
Entrevista ao realizador do filme "Control"

«"Control", a biografia de Ian Curtis, chega às salas de cinema no dia 15 de Novembro. O realizador, Anton Corbijn - um dos mais conceituados fotógrafos do universo da música, parceiro dos Depeche Mode - falou com a "Blitz" sobre os Joy Division e os amores imperfeitos do líder carismático.
Algumas das canções de Control foram cantadas e tocadas pelos actores que interpretam os papéis dos Joy Division. Foi sempre essa a ideia?
Imploraram-me para cantar ao vivo no filme, mas ao princípio disse-lhes que não podia ser. Tomei essa decisão numa fase mais avançada da produção, quando percebi que eles já tinham dominado por completo a música.
Claro que já sabiam tocar…
O Harry (Treadaway, que interpreta Stephen Morris) tocava um bocadinho de bateria, o James (Anthony Pearson, que revive Bernard Sumner) aprendeu a tocar guitarra em cinco semanas. O Joe (Anderson, Peter Hook em "Control") já tinha tocado, mas nunca baixo.
Tendo conhecido Ian Curtis, na sua opinião, porque razão é que ele se suicidou?
É sempre especulação… Penso que se estamos divididos entre duas mulheres, não parece ser uma situação fácil de viver. Talvez o que o tenha levado a cometer aquele acto tenham sido as drogas que tinha de tomar para controlar a epilepsia. Nos anos 70, tinham efeitos secundários terríveis, que incluíam depressão - em especial quando eram misturadas com álcool, o que ele fazia.
Como é que ele era, na realidade?
Tinha muitos momentos baixos e talvez num desses momentos tenha achado que a sua situação era demasiado pesada para aguentar. Talvez o Ian tivesse um ligeiro fascínio por pessoas que morrem cedo e deixam obra para trás.
Não foi também um pouco ingénuo ao casar tão novo, com Debbie Curtis?
Sim, mas é uma coisa muito inglesa… Comprar uma casa com empréstimo, ter filhos e beber chá. Mas depois conheceu aquela belga, Annik Honere, que representa melhor os interesses na vida.
Houve algum controlo por parte dos New Order em relação ao filme? Correu o rumor de que eles o acharam demasiado coercivo nas filmagens.
Nenhum deles assistiu às filmagens. A minha relação com eles é incrivelmente boa: o Hookie (Peter Hook) dá-me um beijo quando me vê. Há muito tempo que não fala com ele, mas é óbvio que fui a casa deles com o guião e falámos muito sobre o filme.»
Excerto da entrevista contida na revista 'Blitz'
embora retirada do gratuito 'Metro'
sexta-feira, outubro 05, 2007
Michel Gondry com Björk
Human Behavior direct by Michel gondry
Pois, esta dupla vai trabalhar novamente em "Declare Independence", do mais recente Volta. Michel Gondry tem trabalhos memoráveis com a islandesa; há que estar (imensamente) atento aos resultados.
Closer - Nine Inch Nails
Closer
quarta-feira, outubro 03, 2007
TOMA LÁ, MADDIE!!
Mas quem se sentia pessimista... não se sinta mais; abandone essa característica tão enfadonha que lembra a tristeza do belo fado: Portugal anda no mó de cima.
Dave Mathews decidiu editar em formato DVD o concerto deste ano, no Pavilhão Atlântico. Esta foi a primeira vez que a Dave Mathews Band tocou em Portugal e é, também, a primeira vez que o americano edita um concerto fora de território Norte-Americano.
Vejo-me obrigado a enfatizar: TOMA LÁ, MADDIE MCANN, THE GUARDIAN, PSP e essas coisas todas!!
terça-feira, outubro 02, 2007
Baterista abandona Placebo
No entanto, tudo se encontra esclarecido: a decisão de Hewitt foi discutida de forma amigável e não se guardam remorsos, diz Molko; Stefan Olsdal e o vocalista, que mantêm os Placebo no activo, já se encontram à procura de um novo baterista, a fim de trabalharem o sexto álbum de originais.
Novo de Radiohead!!!!
sábado, setembro 29, 2007
Volta
A verdade é que quando se fala de uma artista como a diva islandesa, não se pode partir do princípio que repetir fórmulas é algo que se pondera; muito pelo contrário, à semelhança de alguns poucos génios da música contemporânea, as composições de Björk é resultado de contactos com outras realidades sonoras e da exploração dessas mesmas realidades, pelo que é, e sempre será, um produto de uma evolução constante, por acumulação de conhecimentos e culturas distintas. Há uns anos atrás a islandesa esteve durante largas semanas no Brasil, a fim de conhecer a música quente desse país. E, é claro, essa aplicação das diferentes realidades é observável na necessidade experimental que artistas assim sentem. Assuma-se Medulla como exemplo: este álbum não contém uma única música com instrumentos, isto é, todo o som que se ouve, por muito estranho que soe, é sempre uma vocalização.
Desta vez, o percurso musical de Björk trouxe-nos uma vertente mais electrónica, quase
industrial, complementada por alguns instrumentos de sopro, ou seja, as sonoridades são todas conseguidas através de sintetizadores e metais, com o acrescento numa ou outra música de uma bateria e outras percursões. Quando ignorada esta nova realidade musical, o oriente da China invade-nos de forma ambiental, declarando qual o ritmo cardíaco com as suas batidas fortes, mas baixas, enquanto que instrumentos cujo nome eu não conheço, mas que são característicos do extremo-oriente, nos absorvem (destaco "I See Who You Are", neste género).Estes sopros têm um papel muito característico em Volta, já que não fazem uma melodia, propriamente dita, mas sim um ritmo, à semelhança do uso que se dá a alguns violinos ou violoncelos, por exemplo. É claro que esse papel, dentro do próprio álbum, é subvertido: Volta não podia ser mais completo e cheio do que efectivamente é. As vocalizações não têm de ser destacadas pois são de Björk, cujas interpretações são distintas de tudo o resto e únicas.
Volta tem melodias mais ambientais, mais dançáveis, ou de pura raiva, o que me leva a caracterizá-lo como um trabalho de extremos; mas extremos que se equilibram muito bem no alinhamento de um excelente trabalho. Tanto se ouve uma canção de olhos fechados, como "The Dull Flame of Desire", como somos assaltados por uma vontade de saltar e partir tudo em nosso redor ao escutar "Declare Independence", ou por uma vontade de dançar ao som do primeiro single "Earth Intruders" ou da ritmica "Innocence".
Acho que é um erro dizer que um álbum de Björk é mau por ser diferente dos anteriores. Há a necessidade de conhecer os trabalhos dela para saber de qual se há-de gostar, ou para se perceber a evolução da artista. Volta é um bom exemplo do percurso musical da islandesa: imparável.
Deixo, também, algumas actuações de promoção de Volta:
Declare Independence
@ Jools Holland (dia 8 de Junho de 2007)
Wanderlust
@ Conan O'brien (dia 27 de Setembro de 2007)
quinta-feira, setembro 27, 2007
Ah, a divisão do prazer!


Eu chamava a polícia...
Acrescenta-se, também, que os acessos, de tão horríveis, levaram a que muita gente com bilhete comprado ainda estivesse no trânsito quando o concerto estava a terminar.
E foi este o meu comentário sobre o concerto mediático do ano... Já que não fui, fico-me a rir do ridículo espectáculo que montaram, que me parece mesmo uma piada. Fico como um rei a ouvir os bons velhos tempos deles, ao invés de pagar para ver mal (ou simplesmente não ver) velhos que já não sabem como ser bons - vá, o Sting ainda anda com genica...
Eu até admito que gostava de ter visto este concerto, mais por não os ter visto há 27 anos (pois ainda não era nascido)... Mas depois disto tudo até me sinto feliz por não ter ido. Eheh...
Os Fiction Plane parecem uma imitação tão copiada de Police que até ficam "quase-esquecidos"...
segunda-feira, setembro 24, 2007
Maldoror
domingo, setembro 23, 2007
Os Guys pararam a rolote aqui perto
Como costume, o concerto começou com a "Breaking Point". Para quem ainda não viu um concerto, pode parecer um início algo triste; ora que grande suposição, mas completamente desfasada da realidade: a versão ao vivo contém o inovador sistema Rocklor a que os Guys nos habituaram! É, portanto, um alegre início para um concerto que não nos deixa ficar mal, nem mal-dispostos. Sorrisos nas pessoas que entravam e nas que saíam: The Guys From The Caravan estão cada vez mais à-vontade em palco e cada vez mais contagiantes.
O alinhamento, apesar de parecido com os anteriores, apresentava algumas alterações e ainda duas aparições novas, provavelmente graças ao álbum que deve estar para aparecer (que os Guys saíram do estúdio há umas semanas, onde estiveram em clausura durante duas semanas, acompanhados pelo Flak, dos Micro Audio Waves e dos Rádio Macau). Uma das quais ficou-me marcada na cabeça: "Suicide". O refrão, de uma ironia que me lembra Morphine (hei-de falar neles aqui), canta «You love, you comite suicide!» com uma alegria descomunal, banhado com vozes à moda do grande teatro de Broadway, em Nova Iorque (aquele dos musicais). Fiquei realmente curioso para ouvir a versão gravada dessa música.
A cada concerto que passa e a que assisto, convenço-me que The Guys From The Caravan são uma banda de quase-massas, isto é, agradam a toda a gente, mas não são rapazes de aparecer nos morangos. Espero que o álbum não acabe numa editora major, que seria uma pena eles perderem a autonomia que lhes dá onda para fazerem o seu alegre e bem produzido Rocklor.
quinta-feira, setembro 20, 2007
Zack De La Rocha está de volta!
E, finalmente, esse trabalho chegou e traz-nos a participação do antigo baterista de The Mars Volta, John Theodore - por muitos considerado o melhor baterista da actualidade e eu quase que subscrevo tal consideração, não fosse "o melhor" um campo subjectivo de escolha.
O álbum ainda não tem um título, mas o autor já pensa na melhor forma de distribuí-lo (o que representa mais um golpe para a indústria de ladrões discográficos que enchem as lojas com CDs estupidamente caros). Esta "melhor forma" deve ser ponderada em conformidade com tudo aquilo que Zack De La Rocha, enquanto activista, defendia e defende, pelo que a Internet deve ser um meio a ter em atenção, não só para notícias, mas também para ter acesso ao álbum.
O activista De La Rocha esteve directamente envolvido no fim de Rage Against The Machine, uma banda que marcou pelo seu percurso de intervenção, não só através de concertos, mas de debates e encontros (onde se juntaram o Dalai Lhama e Noam Chomsky, por exemplo) para discutir os verdadeiros problemas e os verdadeiros "maus da fita" da actualidade. Claro que a música sempre foi um grande meio de levar a mensagem que defendiam, uma mensagem de liberdade e revolta por um mundo melhor, e como prova disso ficaram os concertos benefit dos quais a banda não lucrou um cêntimo e doou tudo a instituições para libertar presos políticos que defendiam causas maiores (os dois grandes presos políticos que RATM lutava por libertar eram Leonard Peltier e Mumia Abu-Jammal).
Facto é que o crescimento de Rage Against The Machine enquanto banda levou a que os seus horizontes deixassem de ter um carácter minimamente revolucionário. Como o próprio Zack De La Rocha disse, "os interesses pessoais de cada um de nós estão a minar o trabalho e o legado que deixámos motivados pelos nossos ideais". A verdade é que a importância comercial da banda assumiu uma importância indevida e, realmente, "não faz sentido continuar com o projecto e desfazer todo esse importante trabalho de que muito me orgulho", afirmou o activista na conferência em que anunciou o fim de RATM e os dois (supostos) últimos concertos - que viriam a ser gravados e editados em álbum.
Do percurso de Zack De La Rocha não se pode esperar menos do que um álbum de grande conteúdo. Musicalmente pouco se espera e muito se especula. Sabe-se, no entanto, que o compositor-letrista não se limita a cantar, mas assume a posição de teclista; fontes próximas do autor afirmam que o trabalho ronda as sonoridades de Led Zeppelin misturadas com o Hip-Hop mais underground e de sons menos indústriais.
Há que ter em conta esta estreia imensamente aguardada do antigo vocalista de Rage Against The Machine, em que se diz estar o produto de muito e árduo trabalho.
quarta-feira, setembro 19, 2007
Trent "Shop Lifter" Reznor
Partindo do princípio que a indústria roubava toda a gente, Trent Reznor incitou os fãs a responderem da mesma moeda e 'roubarem' os álbuns de Nine Inch Nails.
E há o bom ditado popular, "ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão", que concorda com ele. Acho que quando até o cristianismo, uma religião que por norma levanta obstáculos a coisas desnecessárias, apoia esta iniciativa... não há como não dar razão ao compositor.
segunda-feira, setembro 17, 2007
A Silver Mt. Zion
É fenomenal, vejam por vocês mesmos:
Stumble Then Rise On Some Awkward Morning
domingo, setembro 16, 2007
Ironias
E os New Order já se ordenaram outra vez e são todos amigos: vão fazer um tributo ao falecido Tony Wilson. Porreiro...
sexta-feira, setembro 14, 2007
Scolari é português!
Aproveito para relembrar uma música do tempo em que o popular tinha qualidade, que me saltou à memória com isto tudo:
Michael Jackson - Beat It
Beat it, Felipão!
quinta-feira, setembro 13, 2007
Um verdadeiro génio...
Weather Report - Black Market
Os Weather Report juntaram, durante muito tempo, sob a sua égide de Jazz-Fusão, os maiores músicos e compositores do século XX. Para além do grande, aclamado e falecido teclista, participavam na banda Wyane Shorter e Jaco Pastorius. Este grupo foi uma das maiores chapadas para os mais aficionados com o Jazz, que muito lhes custava admitir o verdadeir génio destes homens em relação aos típicos compositores de standards. Mas cedo se renderam às evidências...
quarta-feira, setembro 12, 2007
Ora...
Os MTV Video Music Awards não só são uma fantochada, como são pouco saudáveis para músicos a sério; prova disso são os Mastodon, cujo vocalista ficou gravemente ferido na cabeça após ter actuado no evento.
Os Led Zeppelin confirmaram, finalmente, a data da sua reunião: 28 de Novembro é o dia aguardado pelos fãs que estão a fim de pagar 254 libras (370 euros) pelos bilhetes para a 02 Arena, em Londres.
Entretanto, o título do álbum tributo a Mão Morta já foi divulgado: E se depois..., à semelhança da música da banda tributada, conta com interpretações de Wraygunn, Bunnyranch, Dead Combo, Houdini Blues, Balla e Temple.