sexta-feira, setembro 14, 2007

Scolari é português!

Finalmente andou à pêra, o que faz dele um verdadeiro português. Ainda por cima é sensato e admite o que fez de mal...

Aproveito para relembrar uma música do tempo em que o popular tinha qualidade, que me saltou à memória com isto tudo:

Michael Jackson - Beat It


Beat it, Felipão!

quinta-feira, setembro 13, 2007

Um verdadeiro génio...

...faleceu esta semana. Joe Zawinul, teclista e compositor nesta banda de monstros:

Weather Report - Black Market


Os Weather Report juntaram, durante muito tempo, sob a sua égide de Jazz-Fusão, os maiores músicos e compositores do século XX. Para além do grande, aclamado e falecido teclista, participavam na banda Wyane Shorter e Jaco Pastorius. Este grupo foi uma das maiores chapadas para os mais aficionados com o Jazz, que muito lhes custava admitir o verdadeir génio destes homens em relação aos típicos compositores de standards. Mas cedo se renderam às evidências...

quarta-feira, setembro 12, 2007

Ora...

David Fonseca, mais conhecido (neste blogue) por assobiar como os Guys From The Caravan, vai editar o novo álbum na segunda semana de Outubro. Estou curioso...

Os MTV Video Music Awards não só são uma fantochada, como são pouco saudáveis para músicos a sério; prova disso são os Mastodon, cujo vocalista ficou gravemente ferido na cabeça após ter actuado no evento.

Os Led Zeppelin confirmaram, finalmente, a data da sua reunião: 28 de Novembro é o dia aguardado pelos fãs que estão a fim de pagar 254 libras (370 euros) pelos bilhetes para a 02 Arena, em Londres.

Entretanto, o título do álbum tributo a Mão Morta já foi divulgado: E se depois..., à semelhança da música da banda tributada, conta com interpretações de Wraygunn, Bunnyranch, Dead Combo, Houdini Blues, Balla e Temple.

terça-feira, setembro 11, 2007

Pink Floyd

Depois de 40 anos, são tão falados os reis do Psicadélico e vistos como a "banda mais visionária" (citando uma revista de renome, mas de qualidade duvidosa). Pena que as referências feitas sejam em relação ao primeiro álbum, que há-de começar a ser ouvido agora, graças à sua reedição, e aos Pink Floyd pós-The Dark Side of The Moon. Este trabalho é o apogeu musical da banda, um álbum extremamente produzido e limado como só eles o conseguiriam fazer: até ao mais pequeno pormenor que seria esquecido por outrém, mas que assim que é mexido dá o toque psicadélico.

Com efeito, é esquecida a fase que chutou e possibilitou tudo isso. E não me refiro a Wish You Were Here, que veio como sucessor obrigatório de The Dark Side of The Moon e talvez não devesse ser colocado num patamar tão exagerado. Não digo que não é um patamar meritório, mas em relação aqueles que são os melhores trabalhos da banda, talvez seja exagerado - ou então os restantes são muito subestimados.
Quando falo dos melhores trabalhos dos britânicos, refiro-me principalmente a Meddle. Seis faixas chegam para mostrar a genialidade da banda que mais contribuíu para o Rock que se seguiu, reinventando os seus conceitos - e não visionando os que viriam, já que foram eles os pais do Psicadélico e uns dos principais contribuidores para o arranque do Progressivo, a par dos Beatles. Meddle começa logo com "One Of These Days", uma das músicas com mais força e balanço que já ouvi dos Pink Floyd, e com todos os efeitos que dão a sonoridade de 'fritanço' à música: baixos e delays, vozes distorcidas, baterias extremamente compassadas e um culminar de juntar tudo aos solos de guitarra de Gilmour. Depois, todo o álbum descreve um caminho introspectivo e intimista - a verdadeira face da psicose é, sem sombra de dúvida, o interior do ser humano e as suas sensações, pelo que as duas músicas que seguem são puras ressacas para a cabeça das pessoas e não deixam de carregar a calma e a melodia que desde sempre veio com os ditos "visionários"; "A Pillow of Winds" e "Fearless" deixam qualquer um pensativo.
"San Tropez" ainda se enquadra no intímo, mas é quase folclórico e descomprometido, um descanso para a alma, com o piano quase frio e ritmico que caracteriza a música negra a perder-se num solo extremamente bem conseguido. Em "Seamus" acontece o impossível: um cão cantar o blues e cantá-lo extremamente bem, na música e bem enquadrado (haverá mais psicadélico?).
Mas o topo de todo este trabalho vem em "Echoes", uma música rica em tudo o que Pink Floyd já fez, senão mesmo a mais rica. Aquilo que carrega é indiscritível: um começo introspectivo e completamente frito, arranca para o balanço todo que é possível na melodia e solos psicadélicos e fenomenalmente conseguidos. E tudo parece abrandar em mil ecos; parece que ouvimos muita coisa a acontecer nos sons surreais que os britânicos nos trazem. Repentinamente, quebra-se isso com um riff de guitarra e é um reset que se faz para o fim daquela que é a melhor música da banda que mais portas abriu para o Rock.

Meddle, de 1971, é o culminar de um percurso desenhado pelos Pink Floyd desde o álbum Ummagumma (onde participou pela última vez Syd Barret) de 1969 e que permitiu à banda atingir o topo das suas composições na sua obra máxima: The Dark Side of The Moon. É essencial conhecer esta verdadeira obra-prima para compreender o exlibris que os Pink Floyd atingiram após a sua composição. Graças ao seu carácter mais humanizado, este trabalho dos pais do psicadélico soa muito mais orgânico e puro, algo diferente, mas sempre Psicadélico e, acima de tudo, sempre Pink Floyd - senão o mais Pink Floyd de sempre.

segunda-feira, setembro 10, 2007

MTV Video Music Awards

Não posso deixar de partilhar a minha opinião...

Os artistas mais premiados este ano foram Justin Timberlake e Rihanna.
Acho que o Justin, dentro dos artistas da Pop actual é, sem sombra de dúvida, o mais razoável e audível de todos - visto que nem se preocupa em reinventar o que faz e se limita a ser a sombra do rei, Michael Jackson. Mas acho no mínimo dramático que o single do ano seja de Rihanna... principalmente o que pior letra (repara-se, "debaixo do meu guarda-chuva, uva, uva uva"), melodia e clip tem. A não ser que sejam esses os parâmetros, que nessa situação já faz algum sentido. Até porque, do muito pouco que tenho ouvido, o útlimo da mesma artista é bem mais rico musicalmente.
O que torna a situação mais grave ainda, na minha opinião, é a música "Umbrella" ter sido escrita, inicialmente, para a Britney Spears. Esse facto leva-me a questionar sobre a validade destes prémios (que é claramente nula): provavelmente a Britney ganhava, se tivesse ficado com os direitos da música, não é?

Em suma, todo o aparato em torno dos mais premiados e dos prémios mais importantes é reflexo simples de um só parâmetro de avaliação: as receitas, o dinheiro, que gira em torno da música. Afinal, a música mainstream está cada vez mais distanciada da sua realidade e existência enquanto arte, já que é cada vez mais um negócio conduzido de forma fria e para consumo.
Felizmente, existe a Internet que prejudica a desumanização da música e dá espaço à arte para se expandir.

Para se informarem sobre os restantes vencedores, visitem o Diário Digital.

Mazgani

Tem sido uma grande falha, manter esta grande referência da música portuguesa fora dos holofotes deste espaço, mas é uma lacuna que pretendo preencher agora. E é realmente opurtuno, já que a banda liderada por Shahryar Mazgani anunciou o lançamento do seu álbum no próximo mês de Outubro.

Mazgani, banda com raízes na cidade de Setúbal, foi declarada no ano de 2005 uma das 20 melhores bandas da Europa pela revista francesa 'Les Inrockuptibles', algo que só pode ser uma aproximação muito precisa da verdade. O som dos senhores da margem Sul é leve e descontraído, mas não esconde a profundidade de tudo o que têm para dizer, mesmo que seja o maior dos clichés - e se o for, é contornado pela música.

Assinados com a Naked, uma editora que se têm mostrado de uma imensa importância para as bandas em crescimento, dos Mazgani só se espera mais do bom que lhes vale o prestígio alcançado pela a Europa fora; e quem sabe se não o ganham tão merecidamente em Portugal?

sábado, setembro 08, 2007

Islândia a representar

As Amiina, as quatro senhoras que acompanharam Sigur Rós nas suas tours durante tanto tempo, aventuraram-se sozinhas. E finalmente, diga-se: ali não falta potencial. O seu álbum de estreia, Kurr, já editado no início do presente ano de 2007, é um grande marco da música de camera ambiental da actualidade e que merece ser escutado com toda atenção. Não só pela beleza dos instrumentos de cordas que acompanham o grupo e que marcou a presença deste no último Takk, de Sigur Rós, mas mesmo pelos restantes instrumentos pouco convencionais e pelos sons mais soturnos e misteriosos, geralmente protagonizados pelo bom serrote, esse instrumento de palhaços tão inteligentemente aproveitado por estas quatro senhoras que nos aguçam a vontade de estar à lareira e negar a realidade do exterior islandês.

A apresentar o já semi-novo Kurr, as Amiina deslocam-se a Portugal para dois concertos nos dias 4 e 5 do Outubro, na Casa da Música do Porto e no Santiago Alquimista da capital, dos quais só podemos esperar bons momentos de olhos fechados em que os presentes vão estar plenamente imersos na música, a aguardar, talvez, uma história de embalar; será um momento de felicidade sorrateira, que entra e satisfaz qualquer ouvido sem avisar ninguém.

Deixo-vos um pequeno clip de uma música do trabalho de estreia das Amiina. Não escondam surpresa, que é realmente bonito e quente (e o serrote... o belo serrote... e o restante! Nem conto mais...):
Seoul

sexta-feira, setembro 07, 2007

Paz...

...para o tenor. Admito não gostar, no todo, do trabalho do senhor; mas admito, de igual forma, respeitar imenso todo esse trabalho. Seria uma falta de respeito não mencionar, sequer, essa perda. Seria uma falta de respeito, porque a música não é feita linearmente e há quem goste.

Mas não é por essas pessoas que demonstro o meu respeito pelo grande tenor. É pelo próprio Parvarotti.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Deus é um astronauta...

... e ninguém sabia! A verdade é que estes senhores têm três datas marcadas para o nosso bom Portugal e isso passou-me ao lado.
Bem, agora já não passa mais. O preço dos bilhetes ainda é um mistério, mas God Is An Astronaut já têm presença marcada para os dias 18, 19 e 20 de Outubro no Passos Manuel, no Porto, no Santiago Alquimista, em Lisboa, e no Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre, respectivamente.

Estes concertos já marcam o regresso de God Is An Astronaut, cuja primeira aparição - ou milagre, como preferirem - foi com Linda Martini a fazer a primeira parte. Infelizmente, não estive lá; mas relatos descrevem um concerto como uma grande imersão, já que para além da música extremamente ambiental, estão sempre a passar filmes (semelhantes ao que vou colocar abaixo), que ilustram de certa forma a música deles e complementa de uma forma ideal o espectáculo.
Vale a pena! E eu espero não faltar!

Eis um belo exemplo do que estes senhores fazem:
The End of the Beginning

Mais um para Novembro

Marylin Manson traz um novo álbum (Eat Me, Drink Me, editado este ano) e não só: traz Turbonegro. O concerto está marcado para dia 19 do mês de Novembro, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

Confirma-se a reactivação dos Led Zeppelin

Ao que parece, Robert Plant confessou a um fã que os Led Zeppelin vão voltar ao activo, mas apenas por um concerto. Rumores fazem crer que será um concerto beneficiência a decorrer em Londres por volta do mês de Novembro (que não pára de se tornar maior e maior, caramba!)

The Vicious Five reconhecidos na Europa

Os nossos compatriotas, The Vicious Five, foram nomeados pela MTV (e é melhor que nada) para a categoria New Sounds Of Europe, dos European Music Awards. A eles juntam-se os Buraka Som Sistema, os M.O.S.H., os Mundo Secreto e SP&Wilson, mas com estes não me preocupo eu...
The Vicious Five, uma banda caracterizada pelo seu Rock irreverente e revoltado, sempre com algo a dizer, sem nunca esquecer o gosto pela dança e pela alegria de ter música para tocar e ouvir, são das bandas que ainda têm muito para dar e para dizer; o mediatismo parece-me quase um risco, mas também tenho ideia de que eles não são crianças e gosto de acreditar que talvez isso não altere nada.
Fiquem atentos.

E boa sorte para eles! Se tiver que ganhar alguma banda portuguesa, que sejam eles, já que a única banda minimamente inovadora é Buraka, mas não têm a qualidade dos TVF, em que a energia, aliada à pertinência das ideias da banda, é a sua mais valia.

O single que deixou muita gente positivamente impressionada:
Bad Mirror

É a festa rija! A verdadeira revolta fundamentada!

Deixo aqui aquilo que é, na minha singela opinião, um grande exemplo de uma boa música e uma GRANDE letra:

Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso Estado que não é nação
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e sequestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia e toda a afectação
Todo roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão
Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer da nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso
Com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção
Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça:
Venha que o que vem é perfeição...

"Perfeição" de Renato Russo,
vocalista de Legião Urbana


Eis o clip de Perfeição, pelos Legião Urbana

terça-feira, setembro 04, 2007

primavera de destroços

Num trabalho tão natural dos Mão Morta - heterogeneo dos restantes, partindo sempre das melhores poesias que se escrevem na língua portuguesa -, primavera de destroços retrata-nos um jardim sem brilho, humano e nosso. Quem não viu a morte a "vaguear por entre as ruínas e o trânsito do fim da tarde"? O mais impressionante, para além da sensação de rotinas a partir, é o carácter visionário que as músicas contêm, que já respiram os ares de Post-Rock que ainda invadem Portugal.
Instrumentalmente, toda a música é característica, perfeitamente adequada às letras - que são, e sempre foram, a principal preocupação da banda, já que todos os álbuns são construídos a partir delas - e reflexo de cada ideia, intensificadores autênticos dos sentimentos e sensações transmitidos na poesia de Adolfo Luxúria Canibal. Cada guitarra, cada solo, os baixos, as baterias e a própria electrónica da produção estão perfeitamente tecidas numa peça uniforme e única. Destaco, por exemplo, o baixo da "Tu Disseste". Musicalmente, é uma agressão ao que se ensina e o que se ouve normalmente: é um baixo sem o dito groove que apetece dá o balanço à música e a necessidade de nos movimentarmos com ela - dá-nos, antes, vontade de tropeçar - e é quase anti-musical, esquecendo o ritmo natural da canção; a realiadde é que se enquadra na perfeição do todo e acompanha de uma forma subliminar a voz cavernosa de Adolfo, adicionando um carácter de diáogo ao resto da melodia. Igualmente fantástico é o solo de guitarra de "Arrastando o seu cadáver", que nos transmite, através de notas dissonantes e desafinadas, a agonia reflectida no poema; e não se distancia da restante composição, complementa-a com excelência.
Das letras, há tanta coisa a dizer e tão poucas maneiras correctas de as descrever que considero imperativo lê-las, ouvi-las acima de tudo, para compreender a complexidade que carrega. As letras são a descrição de uma realidade suja e imunda, humanamente normal.

Não considero este álbum a obra-prima dos Mão Morta; considero-o uma das obras-primas dos bracarenses que tanto deram e ainda dão à realidade musical portuguesa, reinventando e quebrando as repetições (a grande prova disso é a interpretação dos Cantos de Maldoror, uma obra literário de uma complexidade da escrita, da mensagem e das ideias memorável e revolucionária). Considero a primavera de destroços como o trabalho dos Mão Morta que mais me agrada musicalmente, que me soa mais maduro, evoluído e complexo. Noutros níveis, serão outros álbuns que ocupam o lugar de "melhor", naturalmente.

Acho que primavera de destroços é um marco para a música portuguesa e um álbum a ter em conta. Façam o favor (a vocês mesmos) de o ouvir.

Ora...

Um estudo levado a cabo por dois médicos conceituados diz que os músicos têm uma esperança média de vida muito mais reduzida que o resto da população. Na América chega aos 42 anos e na Europa não passa os 35.
O estudo avaliou 1050 músicos activos entre os anos de 1956 e 1999 e apontou os excessos a nível de substâncias ilicitas como as principais causas de morte.

Noutro episódio, a bela Björk viu-se obrigada a "agredir" (as aspas servem para atenuar o efeito da coisa... ela não agrediu, desviou a câmara do rapaz) um paparazzi. Realmente, ele foi avisado várias vezes.

E, infelizmente para os fãs, Peeping Tom ficou para trás e já não acompanham Massive Attack até ao nosso jardim à beira-mar plantado. A banda que os irá substituir ainda não foi anunciada; aguarda-se, portanto...

domingo, setembro 02, 2007

Sabiam que...

...o Tom Waits vai actuar no Coliseu de Lisboa no dia 24 do grande grande mês de Novembro? Junta-se aos Interpol e aos Editors na lista de grandes nomes para esse grande grande mês.

Led Zeppelin de volta

Os históricos britânicos reunem-se para um concerto em Londres, no Outono. O baterista? Continua morto, mas o seu filho assume o legado do patriarca de baquetas erguidas a fim de ritmar Jimmy Page e companhia. Este concerto é, claramente, o culminar das grandes especulações em torno do álbum de êxitos a ser editado a 11 de Novembro, intitulado de Mothership.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Ouve-se a voz da sensatez...

...acima da censura repressiva dos tiranos. Manu Chao, cantor-compositor franco-espanhol, afirmou esperar momentos difíceis com a eleição de Sarkozy, acrescentando mesmo que a população francesa e europeia "está a envelhecer e as pessoas idosas têm medo da mudança", justificando assim a derrota da socialista Segolène Royal. Manu Chao chegou ao ponto de comparar o actual presidente francês com Silvio Berlusconi, fachada da direita italiana. Na mesma entrevista, o músico demonstrou simpatia para com o trabalho de Hugo Chávez: "Acho que Chávez é melhor do que muitos outros. Posso afirmar que as coisas realmente mudaram na Venezuela."

Manu Chao, ícone do movimento anti-ocidentalização (e não globalização, ao contrário do que se faz crer), mostra assim a sua consciência sobre o mundo em que vive, um mundo em que só os ditadores assumidos com toda a clareza é que demonstram alguma preocupação em relação ao povo que controlam - relembro que Hugo Chávez baixo o número de horas diárias de trabalho, só para deixar um exemplo claro.

Fica o novo single de cantor-compositor:
Rainin in Paradize

quarta-feira, agosto 29, 2007

Control

Tem sido badalado e já temos trailers: Control, o filme sobre Ian Curtis, vocalista de Joy Division, não tardará a assaltar-nos a todos. Imperdivel, no mínimo: espasmos, dança, doença e a perda de controlo... Não vos conto o filme, ou a história que ele retrata. Vão ver, que a banda sonora será dos próprios pais do Post-Punk (Joy Division, está claro), mais David Bowie, New Order, Velvet Underground e Iggy Pop.
O Filme estreia dia 5 de Outubro no Reino Unido. Esperemos que não tarde para o resto do mundo.









He's lost Control...

terça-feira, agosto 28, 2007

Ora...

Parece que os Rolling Stones ainda não abandonaram os palcos... Aquela macacada toda de abandonarem o palco devia ser marketing para garantir mais público nos concertos. Quando as excentricidades apertam com a algibeira...

The Raconteurs já se estão a preparar para editar um novo disco. O primeiro tinha o single giro, de resto era mais um projecto de Jack White, mas com baixo e um baterista decente. Vamos ver o que nos espera.

Igualmente, os Bloc Party já preparam um próximo trabalho. O terceiro álbum da banda já está a ser gravado. A ver se o próximo single ainda sai este ano, como o baixista disse numa entrevista. A ver se somos banhados com mais alguma quebra de anteriores registos... Confesso que não sei o que esperar dos britânicos.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Adeus...

Morrissey declarou que a actual digressão será a sua última. Deduz-se que os concertos marcados para L.A. e N.Y. sejam os seus últimos. Com isto também se acaba com o boato de mais uns concertos de The Smiths (que se falavam para o Coachella).

Fica-nos um grande legado de Rock Alternativo Independente pelo seu pai, Morrissey.

quarta-feira, agosto 22, 2007

Prince é pouco...

Kanye West considerou-se o Prince do seu tempo, enquanto que o lugar de Michael Jackson pertencia a Justin Timberlake, que admitiu ser o seu grande rival na música.
Parece que o Prince "morreu" e parece que ele só fazia Hip-Hop, na modesta opinião do productor. Quem já percorreu a carreira de Prince percebe que supor que este génio só compunha Funk é um erro grave: do Pop, ao Rock, ao Jazz, Soul e mesmo Hip-Hop, Prince já fez do bom e do melhor. Aliás, eu admito que o Prince me irrita por ser tão bom compositor, que com as coisas mais simples e mais ridículas faz música de qualidade e com tudo para serem hits, para serem standards, ou simplesmente para serem admiradas.
Estas opiniões para os jornais deixam um pouco a desejar, mas acho que o lugar do rei da Pop está bem ocupado: Justin Timberlake é um Michael Jackson branco.

Fonte: Diário Digital

Será desta?

Esta será a última tour de The Rolling Stones, anunciou uma fonte próxima da banda. Tenho ideia que já há bastantes anos que percorremos estes últimos concertos e últimas tours dos dinossauros do Rock... Será desta?

segunda-feira, agosto 20, 2007

Não ao esquecimento:

Já passados alguns dias... Rest in Peace Max Roach.

domingo, agosto 19, 2007

Transgénicos, a cultura da morte

Os transgénicos, esses "seres" venenosos", invadiram Portugal há já bastante tempo... São aquilo a que chamo de reprodução de morte, o cultivo de substâncias mortíferamente lentas no seu efeito devastador para a saúde pública e para vida, quais drogas.

The (International) Noise Conspiracy - Reproduction Of Death


Finalmente um grupo de activistas com as prioridades definidas de forma coerente e sensata decidiu-se a agir e conseguiu o que nunca se havia conseguido por via da burocracia: expor os transgénicos, colocá-los à luz da discussão pública e alertar tudo e todos para os seus reais perigos. É louvável. Ou, pelos vistos, não... Eu e os media/opinião pública formada pela sociedade do espectáculo não concordamos neste ponto. Consideram extremista a única acção que conseguiu alguns frutos numa já longa luta contra estes produtos infectos, que são os transgénicos, contrariamente às acções burocráticas de muitas organizações que funcionam por dentro do sistema. Argumentam em defesa da propriedade privada. Há mesmo quem diga que este acto só resultou em propaganda positiva a favor dos transgénicos. Ora, que parvoíce: os únicos lesados pela acção foram os activistas, e não os seus ideais.
Quanto à propriedade privada, nem vou argumentar. Não por falta de argumentos, mas porque tenho as minhas prioridades bem definidas e considero que esse ponto carece em sensatez e não merece uma discussão tão mediática. A minha prioriade, a grande prioridade, é a Vida e o direito que se tem a ela. Questiono-me o que se faria com propriedade e sem vida...
Ainda assim, há quem critique o Movimento Eufémia Verde e quem tenha coragem de atacar a sua acção, a única que obteve resultados positivos, entre todas as demais. Uma acção inteligente e bem executada: à luz do dia, das câmaras e dos olhos de todo o país, um "apontar do dedo" dinâmico e convicto. Eu não tenho a coragem, ou a estupidez (pois há quem diga que trabalham de mãos dadas) para criticar negativamente uma acção pacifista e com consequências que não prejudicam o que realmente importa: a Vida.



Há bons esclarecimentos sobre esta situação:
Sismografo (1) e (2); e o blogue de Miguel Portas, Sem Muros (1) e (2).