quarta-feira, abril 16, 2008

Duas boas notícias, uma má consequência

James Morrison cancelou o seu concerto no Rock in Rio (e podia aproveitar para mudar de nome...), assim como Chris Cornell cancelou a sua actuação no Optimus (que dentro de 6 anos será escrito Otimus) Alive'08. Os níveis de poluição sonora para este ano, na zona metropolitana de Lisboa, vão baixar claramente, pelo que se espera uma maior nível de sobrevivência de bom-senso e de algumas centenas de tímpanos.

O mau disto é que ambos os artistas cancelaram para gravar um novo registo discográfico.

terça-feira, abril 15, 2008

Blue Lambency Downward

É já dia 6...

Novas Musicais

Young Marble Giants


Casa da Música, Porto
30 de Maio - Clubbing @ Optimus
Vampire Weekend, These New Puritans (Sala 2) + Lightspeed Champion e Young Marble Giants (Sala Suggia)


Vampire Weekend


Optimus Alive! 08, Passeio Marítimo de Algés
"Super dia 10"
Galactic juntam-se a Tiga, Peaches, Sons of Albion, MGMT, The National, CSS, Spiritualized, Gogol Bordello, The Hives e Rage Against the Machine


Galactic



Centro Cultural Vila Flôr, Guimarães
18 de Julho
The National


The National

domingo, abril 13, 2008

Novas musicais

Lisbon Calling, dia 26 de Julho

Há mais um festival agendado para Julho, mas este é para meninos e decorre no Pavilhão Atlântico - e não envolve lama, pó, chuva torrencial, afogamentos em rios imundos, gente estranha, etc. -: falo de Lisbon Calling, que tem como objectivo juntar num único dia alguns grupos mediáticos dos anos 70 e 80 (daí o nome, pois claro). Confirmados estão os B52's, o Meatloaf (ambos a estrearem-se em Portugal), Marillion e Stranglers, no entanto falta anunciar um nome para o cartaz fechar. Lisboa é chamada a receber os dinossauros no dia 26.



The Kooks editam novo álbum amanhã


O sucessor de Inside In/ Inside Out (2006), de seu nome Konk, conta com doze músicas. Eis o seu alinhamento:
1. See The Sun
2. Always Where I Need To Be
3. Mr. Maker
4. Do You Wanna
5. Gap
6. Love It All
7. Stormy Weather
8. Sway
9. Shine On
10. Down To The Market
11. One Last Time
12. Tick Of Time

sábado, abril 12, 2008

Cult of Luna - Eternal Kingdom

É verdade, o título do novo álbum dos Cult of Luna já foi divulgado: chama-se Eternal Kingdom e vai ser oficialmente editado pela Earache a 16 de Junho.

O álbum já está completamente terminado e, segundo o blog da Earache, vai ser ainda mais pesado e negro que o trabalho anterior dos suecos, Somewhere Along The Highway. Erik Olofsson, um dos guitarristas da banda, afirmou mesmo que "foi com grande ambição e muito trabalho que [criaram] um álbum muito pesado. Soa muito forte e progressivo. As composições da banda não falham em nada desta vez".

Relembro alguns momentos do concerto em Coimbra - vai fazer um ano que decorreu, no dia 21 de Abril:

Dark City, Dead Man (simpaticamente colocado no youtube pelos senhores do Amplificasom)
Parte 1


Parte 2

sexta-feira, abril 11, 2008

Dead Combo lançam dois novo videos.

Os Dead Combo acabam de estrear dois novos vídeos para as músicas "Putos a roubar maçâs" e "Enraptured with Lust", que integram o novo trabalho do duo, Lusitânia Playboys.
Estão também agendados concertos por Portugal fora, destacando os concertos nos dias 14 e 16 de Abril, nas Fnac Chiado e Colombo respectivamente, no dia 30 de Abril na Fnac de Coimbra e no dia 1 de Maio no Salão Brasil, em Coimbra também.
"Putos a roubar maçâs"

"Enraptured with Lust" Trailer

Ashes Divide


Ashes Divides é o primeiro album a solo de Billy Howerdel.

Para quem não sabe, Billy Howerdel foi o mentor e guitarrista da banda APerfectCircle (APC), projecto criado em 2000 com Maynard James Keenan, vocalista da banda Tool. Os APC passaram em 2004 em solo nacional para apresentar o segundo álbum do projecto, Thirteen Step, com Melissa Auf der Maur (ex-Hole e penúltima baixista dos Smashing Pumpkins) a abrir a noite com excelência e saias curtas.

Este álbum não sai muito dos parâmetros estabelecidos nos outros trabalhos de APC que Howerdel co-produziu, no qual a voz de Howerdel se parece muito com a voz de Maynard, faltando, claro, o ingrediente secreto que Keenan usa nos álbuns de Tool.

Duas músicas deste novo projecto já estão á disposição, para ouvir apenas, no Myspace oficial do álbum http://www.myspace.com/ashesdivide. Aqui encontram-se também as datas norte americanas de apresentação do trabalho, que conta com músicos amigos de Howerdel.

The Hives no Alive!

Depois da actuação de anteontem no Coliseu de Lisboa, os The Hives vão voltar já daqui a 3 meses. A sua presença está confirmada no eterno dia 10 de Julho, juntamente com Rage Against The Machine, CSS, Gogol Bordello, The National, Spiritualized, MGMT, Peaches e Tiga (ufa!).

O bilhete para um dia do festival custa 45 euros e o passe para os 3 dias custa 80 euros.

quarta-feira, abril 09, 2008

Estão em casa!


Franz Ferdinand no Sudoeste 2008.

terça-feira, abril 08, 2008

Beirut cancelam digressão europeia


A notícia que tenho vindo a evitar: o mentor do projecto Beirut, Zach Condon, cancelou a digressão europeia, que compreendia também dois concertos em Portugal. O motivo apresentado através de um comunicado assinado pela mente da banda diz que os últimos dois anos foram tão impressionantes quanto desgastantes e que chegou a altura de reinventar e de investir em algo novo. Quem o pode censurar?

Zach Condon deixou a promessa de um regresso com algo de novo pendente. Falta esperar.

Grunge completa o 14º aniversário da sua morte

segunda-feira, abril 07, 2008

É oficial


The Mars Volta em Paredes, dia 2 de Agosto.

Marsupial

O novo EP da banda referência do estúdio Black Sheep, Linda Martini, já circula; ponham a conversa em dia.

A primeira mergulhadora:

Como já devem ter reparado, há uma nova recruta no blogue: a Vanessa antecipou-se às minhas ideais apresentações (gente despachada, lá está) e já começou a postar. E guerra é guerra!

Não tenho muita coisa a dizer sobre a senhora - se quiserem saber perguntem-lhe -, mas posso adiantar que tem uma tara por álbuns em vinyl e música boa (é o que ela diz...).

Burocracias à parte, bem-vinda!

domingo, abril 06, 2008

Robin Finck está de volta aos Nine Inch Nails

É com um enorme prazer que anuncio a volta de Robin Finck à formação dos NIN.

O melhor guitarrista e o mais apreciado pelos fãs de NIN está de volta para apresentar ao vivo o album Ghosts na próxima tourné norte americana da banda, que começa no dia 25 de Julho no Pemberton Festival.

Finck tinha deixado a formação no final da tourné para o album Fragile em 2001 para fazer parte da direção artística do Cirque Du Soleil. Pouco tempo depois foi convidado pelo Sr. Axl Rose para fazer parte da última (espero que para sempre) formação dos Guns 'n Roses, que fizeram uma passagem em 2006 no RIR Lisboa.

Ficamos entao à espera que esta tourné passe por Portugal e que o Robin Finck fique nos NIN por mais 8 anos.

sábado, abril 05, 2008

Colleen @ TAGV, Coimbra


Apagam-se as luzes no Teatro Académico Gil Vicente e a senhora Cécile Schott entra, de forma calma e algo tímida, acompanhada pelo silêncio dos presentes. Depois de se descalçar, senta-se e pega no violoncelo: acabada a rotina de apertar o arco, de forma aparentemente insegura - ela conhece os seus instrumentos, não há razão para não estar segura - faz soar as primeiras notas. Compõe-se a primeira melodia do concerto, triste, simples, cujo o único factor de crescimento é a adição de mais uma corda, a sobreposição de outra nota; o pedal de loop, o característico pedal que faz a magia de Colleen, aguarda. Mas a primeira música não é menos mágica que as seguintes. Pelo contrário, foi a música que nos embalou na mística que rodeava a bonita Cécile e que se preparava para encher a sala. Quando parou o arco, fez-se silêncio: quem teria coragem para quebrá-lo?
Assim que agradeceu graciosamente, com um simples aceno, os sorrisos soltaram-se a acompanhar as palmas: estávamos todos a viver um sonho, caracterizado pela suave banda sonora de Colleen - e é essa a sua magia em palco.

Finalmente, o pedal de loop começa a funcionar, a fazer a diferença. A orquestra que é o projecto de Cécile Schott começa a fazer-se soar, ainda ninguém se tinha apercebido disso. Os sons sobrepõem-se, a música cresce; só quando vemos a silhueta mal iluminada em palco a ajoelhar-se, a aproximar-se dos aparelhos, largando os instrumentos enquanto a música continua, é que percebemos o que se passa: o maestro (que eu não sei pronunciar no feminino...) controla cada linha melódica, cada som, cada repetição. Cedo, experimentou a guitarra, o clarinete, espanta-espíritos e mesmo uma caixinha de música, e tudo fazia sentido; fechar os olhos era como que procurar entender o que se passava connosco, tentar ilustrar uma música contagiante e lindíssima.

O silêncio entra as músicas foi finalmente quebrado com um interrogação simples: no seu inglês carregado de sotaque francófono interpela o público com um tímido "conseguem ouvir a festa ao lado?". Sinceramente, não conseguia até ela me fazer reparar, estava noutro lado. Mas estava a tocar a música do '2001: Odisseia no Espaço' e ela insistiu com a sua razão: "vocês dançam estas coisas aqui?". Estava incomodada e com razão, mas isso não a impediu de continuar a encher a sala, e a roubar a outra música.
Infelizmente, a música da 'Queima do Colete' (a infame festa) acabou por prejudicar o concerto, já que a última música, segundo as explicações de Cécile, necessitava de um total silêncio - inexistente na sala. Ficou adiada para uma próxima; simpaticamente despediu-se, calçou-se e sorriu muito. O público respondeu da mesma forma e desistiu de pedir mais, resignado mas satisfeito. Ficaram muito boas recordações, da música de um sonho.

Riding Panico @ Coimbra

foto descaradamente tirada dos Santos da Casa


Eram já onze quando cheguei ao Xuven. À porta ouviam-se já uma bateria e umas guitarras pouco claras. Confesso que me assustei. Por momentos pensei ter perdido o início do concerto dos Riding Panico. Contudo, bastou-me entrar para me tranquilizar. Os Hanging by a Name, uma banda da cidade, tocavam a sua última música para uma plateia já bem composta. Era só esperar mais uns minutos.
Acabado o concerto, era tempo de ir buscar o finito e de arranjar um local que não as escadas laterais ao palco para ver os senhores de Lady Cobra. A primeira fila pareceu-me bem. Fez-se o sound check, e o concerto começou. As guitarras soltaram-se e o espectáculo começou.
Quanto à música já tudo foi dito. Riding Panico foge ao post-rock chouriço, dá-lhe uns toques de sludge, prima pela subtileza técnica sem se imiscuir no campo do exibicionismo típico das artes circenses, é intenso, genuíno. Porém, ontem mostrou ser muito mais que isso. Provou ser uma banda demasiado capaz para um palco tão modesto.
Começemos pelo demónio de palco que é Makoto e pela lei da bolha. Certamente já ouviram falar da teoria (mais ou menos científica) segundo a qual cada um de nós tem o seu espaço físico, uma área imaginária que nos circunda e que é a justificação para a proximidade desconcertante e para o facto de só permitirmos a proximidade daqueles que nos são mais íntimos. Estabelecendo um paralelismo, imaginemos o palco, com a tal linha imaginária que separa o público dos músicos. Tomemo-la pela tralha dos fios e dos pedais. E depois imaginemo-la a ser quebrada e a ver alguém a tocar a pouco mais de cinco centímetros de nós. Imaginemos ver Makoto a varrer o baixo num dos seus devaneios e a quase arrancar o nariz da rapariga à minha direita. E aí sim teremos ideia da intimidade criada entre a banda e o público.
Pode parecer insignificante, mas não o é. Quando vou a um concerto procuro isso mesmo, a intimidade entre os dois lados. E ontem isso foi conseguido. Foco Makoto porque é sem dúvida o mais exuberante, mas a dinâmica de grupo é bastante forte. Nem o excesso de iluminação, nem o espaço, impediram quem se deslocou ontem ao Xuven de assistir a um bom concerto. Alinhamento sem mácula, boa performance, bom humor, com umas tiradas mais bem conseguidas ("Então pessoal, gostaram do concerto?") que outras ("Cuidado com os Batman, pessoal") e bom som. Pede-se agora que haja a decência de lhes arranjar um palco à altura. Paredes, porque não?

Neurosis - Crawl Back In

Eles vêm aí

Os The Mars Volta voltam à Europa nos próximos meses de Julho e Agosto. Para já estão confirmados apenas dois concertos, mas mais virão. As datas confirmadas são:

12/7 - Les Ardentes Festival em Liege, Bélgica
25/7 - Stodola em Warsaw, Polónia

Isto abre de novo a porta a uma presença dos TMV em Portugal. As datas coincidem com os Festivais Paredes de Coura e Sudoeste, por exemplo. Aguardemos.

quinta-feira, abril 03, 2008

Colleen: a partir de hoje

A graciosa francesa Cécile Schott, mente por detrás do projecto Colleen, vai começar a percorrer o país hoje. O primeiro concerto da tour portuguesa, que compreende quatro datas, será em Coimbra, no Teatro Académico Gil Vicente.

Mais datas:
4 de Abril @ Theatro Circo, Braga
5 de Abril @ CAE, Portalegre
10 de Abril @ Sé de Lisboa


Nunca é demais relembrar isto e, aproveitando a boleia do Amplificasom, deixo-vos um vídeo sobre Cécile Schott gravado em 2005, durante a tour americana de Colleen, depois de editado o álbum The Golden Morning Breaks.

quarta-feira, abril 02, 2008

Riding Panico

Já se falou sobre eles hoje, mas nunca é demais, parece-me. Aqui fica a entrevista ao Sapo.



Verdade, sexta em Coimbra, no Xuven.

Kayo Dot

"Right Hands is the One I Want" + "The Useless Ladder" (excerpt) + "Blue Lambency Downward" (excerpt)






dEUS em Paredes de Coura

Os belgas regressam a Portugal para apresentar o mais recente Vantage Point, que será editado no final deste mês.

O vocalista, Tom Barman, falou ainda com a Blitz sobre a possibilidade de marcarem concertos em nome próprio para o fim do ano.

Nicola Conte em Lisboa

Não sei se o italiano traz banda ou não, mas a verdade é que Nicola Conte vai actuar para um evento de entrada gratuita no Bairro Alto de Lisboa, na Rua Norte. O evento está identificado como «Lisboa 500 Party People» - o que me leva a crer que o autor do grande álbum de Jazz/Bossa Nova Other Directions vem com DJ set - e começa às 17h.

Outras presenças garantidas na festa são Masters At Work, Dezperados e Felix da Housecat.

Lady Cobra

O álbum de estreia dos Riding Pânico, Lady Cobra, já foi editado.

A review do álbum não há-de tardar.