E como foi a primeira e última vez que eles passaram por cá, e, para muita gente, a primeira e/ou última vez que os viram (pelo menos até os ISIS fazerem uma reunion tour, que é o meu desejo desde que eles acabaram, portanto, se o Pai Natal existe, este é o momento para o provar), é impossível não assinalar a data.
Como sou simpático, deixo o encore do concerto em Almada, tocado noutro sítio, mas da mesma tour:
E, com a mesma ordem de ideias, fica o encore do concerto no Porto.
Não há muitas bandas que deixem um vaziozinho no meu coração como os ISIS deixaram. "Snif snif."
Já agora, o cartaz do concerto na Invicta é uma beleza, por isso, posso dizer-vos que o roubei DAQUI.
Eis algumas citações que o Toby Driver escolheu, explicando que "ele percebeu a ideia" (ou algo semelhante), DESTE artigo no Prog Archives:
Highlights from a recent "Coyote" review at ProgArchives.com by AtomicCrimsonRush:
"...I hated it... I simply like to be entertained by music and this has the opposite effect."
"I was disturbed"
"The band just wallow in misery"
"depressing."
"At the end I felt depressed and I don't listen to music to feel depressed."
"Maybe this would speak to me if I were going through a break up or lost my job or a loved one passed away or I gave my soul away, but life is not like that for me. I can't relate to dark depressing sonnets and don't really want to subject my ears to hearing from the jaded warped minds of such musicians."
"The vocals are just miserable and despairing,"
"It is quite a feat of endurance to get through this."
"the gut wrenching music is nauseating beyond belief."
"it is simply not entertaining."
"As a parent I would cry if my children were listening to this."
"Coyote is drab and disturbing."
"sheer bleak atmosphere... I won't be returning to this."
E tenho de confessar que fiquei com uma vontade renovada de ouvir o Coyote até à exaustão.
Eles andam ocupados, isso é verdade, e há algum tempo que ando para falar nisso. Tive oportunidade de os ver, outra vez, em concerto e venho agora redimir-me dos meus pecados.
Acho que toda a gente passa por aquela fase em que fica demasiado crescida por ouvir a banda que nos chutou para novos sons. Eu perdi-me de amores pelo post-rock (apesar de andar a tratar do processo de divórcio agora e a ver que partes da relação é que quero manter) e estes rapazes e rapariga tiveram alguma coisinha a dizer sobre isso.
Depois lá decidi dizer que não, que já não gostava deles porque... bem, não sei bem. A verdade é que eles já não me deixam maluco como antes, mas já muito pouca coisa me deixa nesse estado.
Outra verdade é que eles são bons. O que fazem, fazem bem e as suas actuações estão cada vez melhores (e o crescimento que tiveram em muito ajuda nisto).
O concerto de apresentação do novo álbum Casa Ocupada que vi no Hard Club, há uns tempos, foi prova disto que estou a dizer: estava tão cheio que eles bem podiam ter feito um concerto só de feedbacks que ninguém saía de lá desiludido. Mas eles portaram-se bem.
Simplesmente, não estão na minha praia nem me deixam biruta. As vagas vão mudando, já se sabe.
Vi estas raparigas há uns valentes meses em Aveiro e, bem, a minha atenção tem estado cravada nelas desde então. Confesso que na altura tive muito medo do que vinha aí (até porque se passou em contexto de festival e havia razões para ter algum medo, principalmente porque só conhecia a Scout Niblett — no entanto, só tive uma desilusão).
A verdade é que não demorou muito até perceber que ia ser um concerto do caraças. E foi mesmo. Tocam todas bem, fazem malhas boas e, acima de tudo, fazem cenas psicadélicas e cheias de feeling.
As Warpaint são daquelas bandas da NME consideradas a next-big-thing (uma óptima razão para se ter medo). A verdade é que desta vez, a NME acertou e escolheu uma banda mesmo boa. Há sempre uma grande probabilidade de ninguém se lembrar mais destas raparigas, mas nesse caso ouviram o single do novo álbum e pouco mais.
Uma amostra de música fofinha e boa como o cacete:
Mas claro, não há como ver as coisas com qualidade. Para isso, aconselho uma visita AQUI.
Pode parecer exagero, mas The Fool, o álbum de estreia destas raparigas, está nos melhores do ano.
...Ontem aconteceu o concerto do ano. Coincidência? Só vendo (imaginando a versão tripeira da coisa, que não aconteceu na ZDB, como é lógico):
E isto é só uma amostra muito pequena do que aconteceu. Se o vídeo tivesse mais uns quinze minutos ainda se apanhava a grandiosa Schism Prism/Adamantios em que as duas baterias se impuseram às distorções mega-graves para fazer uma verdadeira música doom-progressiva-oriental (se é que esta nomenclatura ridícula é sequer possível).
Acima de tudo, foi uma noite em que nunca a vertente performativa minou a música (e é por esse pequeno pormenor, pela música, que se deve ir ver um concerto). Pelo contrário, faziam tanto sentido as duas juntas que... não seria Master Musicians of Bukkake se não fosse assim.
Na verdade, acho admirável que estes tipos tenham a humildade de se auto-proclamarem como Master Musicians. Parece pouco.
Bem pelo contrário, o homem vai ficando velho, mas tem a energia de lâmpada eléctrica. Piadas parvas e inventadas agora de parte, não é só a tal banda sonora para o filme sobre a tal rede social que o Trent Reznor tem feito. Fê-lo, é verdade, e fê-lo muito bem.
Mas, sobre isso, tem dado entrevistas (como ESTA) e mostrado o seu charme da melhor maneira possível.
E não só! Ainda conseguiu convencer a HBO de que Year Zero era uma história do arco da velha! Ou seja, teremos uma mini-série sobre o tema do álbum, o que me parece fantástico. Principalmente porque, deste blogue, acompanhei o fenómeno como alguém que não tenha mais nada para fazer faria. Escrevi mesmo algo a resumir a situação da altura AQUI (sim, dou-me ao luxo de me citar a mim mesmo. Posso desculpar-me com Hitchcock?).
...estão sempre a fazer coisas que me agradam. Começo a achar inevitável que o número de bandas nipónicas que me fascinam seja crescente. Porque é, indubitavelmente.
No Milhões de Festa deparei-me com uns loucos Bo Ningen (que diziam ser de "Urondon"), que me levaram numa viagem fantástico.
De há uns meses para cá, tenho vindo a ouvir uma coisa menos fantástica, mas mesmo bem feita, com feeling, pormenores... É aquilo que muita gente chamaria de "rabetice," mas todos nós temos um lado sensível e eu sou muito apologista de o desenvolver (e conservo as minhas razões para mim mesmo).
Os dois álbuns que ouvi de ent (uma banda sonora e o Welcome Stranger, de resto, os únicos que acho que o rapaz editou) conseguiram, de forma fofinha, levar-me a repetir audições com muito prazer. Acima de tudo, é uma audição a levar-se até ao fim. Ele é malandro e guarda sempre o melhor para o meio.
O raio destes japoneses... eles sabem o que fazem e pronto.
... por Barcelona no dia 29 de Janeiro e por Madrid a 30. Isto, claro, além de todas as outras datas pela Europa que já agendaram, e além da tripla actuação num ATP com um cartaz brutal.
Esta é uma óptima oportunidade para ver os "maestros da nossa geração," como alguém aqui do blogue já havia, e muito bem, dito.
Portanto, os planos para uma verdadeira romaria estão na mesa. Quem quiser só tem de dar notícias.
(Ou podiam sempre surpreender-me e trazer Godspeed You! Black Emperor a um Coliseu.)
Daquelas coisas indie que me dão mesmo muito prazer ouvir. Aliás, posso mesmo dizer que a coisa é bem boa!
A Mountain of One editaram um álbum bem interessante. Bem interessante. Não é bom, porque algumas músicas andam longe de grandes malhas como esta, mas merece as audições todas.
...que leva a que se adivinhe um grande novo álbum? Começo a sentir as pulguinhas a chatear-me. E ainda bem, caramba! Grandes momentos de baixo, um momento calminho com classe, muito peso, muitas coisas estranhas a acontecer ao mesmo tempo, mas que soam muito bem... É o que importa.
Ouro sobre azul, era os Intronaut virem cá. Ouçam as minhas preces, gentes desse mundo!
Fazer-se música para vídeojogos é, cada vez mais, uma realidade. Ou seja, já não é só juntar músicas conhecidas a bandas sonoras. Há quem se divirta a fazer bandas sonoras completas, compositores de erudita a dedicar-se ao assunto. E porque não? A música acaba por ser um dos factores mais importantes para o ambiente de um jogo, que não é, em nada, um pormenor secundário. A não ser que comecemos a falar de jogos de simulação desportiva. Aí, retiro tudo o que disse.
Mas, para não desconversar, há, também, quem se divirta a transformar músicas já feitas em possíveis versões de OST de jogos dos anos 80/90. Outra vez: porque não?
Se os Mars Volta tivessem aparecido 15 anos mais cedo, aposto que teriam direito a fazer a banda sonora de um boss particularmente difícil da saga Legend of Zelda.
Os downloads de música servem simplesmente para conhecer o trabalho dos artistas. Aconselhamos que se compre o trabalho deles às editoras para que estas os continuem a explorar.
Se sentirem a necessidade de nos contactar e a caixa de comentários vos parecer desadequada (que raramente se espera que seja), escrevam para o stage.diving.pt [@rrouba] gmail.com