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terça-feira, junho 22, 2010

Os Animais Mecânicos

Esta tem sido uma semana de Mechanical Animals do Marilyn Manson, e é com prazer que digo que só os singles do álbum é que me chateiam (fora a boa e bonita Coma White).

Passados tantos anos, ainda é um álbum que me dá gosto ouvir, acho que por não ser o clássico Marilyn Industrial com vontade de mandar toda a gente dar uma curva ao bilhar grande, mas por ser, só e apenas, triste e suicida (as delícias dos fundamentalistas, por isso).

Fica aqui um bom exemplo da coisa emo do rapaz controverso dos States:

quarta-feira, maio 19, 2010

Os Isis acabaram...

A humildade deles é louvável, mas entristece-me. Custou-me ler no blogue da banda que preferem acabar em glória, pois fizeram tudo o que queriam fazer e sentem-se realizado com um projecto de 13 que nunca esperaram levar tão longe.

Já a Decibel o havia dito, que Wavering Radiant podia ser o último álbum. Apresentaram, no entanto, as razões erradas. O orgulho deste quinteto pelo trabalho (tão bem feito) motivou este fim. Eu acho que, sendo eles pessoas tão capazes, tinham mais para dar. Acredito nisso. Espero não estar enganado, mas acho que não saberemos tão cedo.

Obrigado, senhores! Boas memórias levo eu dos dois concertos em Portugal!

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Lembram-se do Dirk Lance?

O antigo baixista dos Incubus, da, diria eu, fase áurea da banda. Pois bem, depois de uns tempos a fazer música para videojogos, está de regresso com a banda Willie's Nerve Clinic. Diz-se no seu myspace que o primeiro album está a caminho.

O seu som é aquele rock honesto que todos estamos habituados a ouvir, pela amostra das duas músicas online. Vale o regresso.

terça-feira, dezembro 15, 2009

Andrew WK

Alguém se do "party hard boy"? Já não ouvia falar dele desde 2001, altura do grande I Get Wet, que na altura me deixou completamente siderado. Pois bem, no outro resolvi saber o que é feito desta pessoa. Parece que agora apresenta um programa de teor relativamente estúpido no Cartoon Network chamado Destroy Build Destroy. Mas acontece que também descobri coisas interessantes: o músico Gonzalez, detentor do record do Guiness de 27 horas ininterruptas a tocar piano, desafiou Andrew WK, pianista exímio, para uma batalha de pianos. O resultado é no mínimo surpreendente, vejam aqui e aqui. Andrew WK nunca esteve em Portugal (corrijam-me se estiver errado), o que é uma pena, porque conheço poucos músicos cuja entrega em palco seja igual à do americano. Deixo-vos com um vídeo de uma actuação deste músico que "festeja até vomitar".

sexta-feira, outubro 30, 2009

Aquela que será a pior cover de sempre.

Os colegas do Inarmónico escolheram um poderosíssimo candidato. É forte, é pesado e, acima de tudo, é péssimo. Basta ver a sua sugestão e a argumentação que a defende para saber-se lógica.

No entanto, eu estou convencido de ter um peso pesado na minha ideia. Diria mesmo melhor, é o MAIS pesado de todos. Scarlett Johansson é lindíssima, tem rasgos de boa actriz, mas, admita-se, é uma cantora terrível. O que se passa ali, musicalmente, é agoniante. Começou pelos Covers e escolheu bem: o Tom Waits. O homem não canta, pelo menos no sentido de cantar - tem uma voz única, uma num milhão, mas não canta, declama (e bem, raios me partam!) -, logo não ia danificar um grande legado, havia uma desculpa.

Segunda tentativa: quem escolher? Se calhar é melhor optar por alguém que seja conhecido por cantar incrivelmente bem, que seja um intérprete fora de série. Errado. Nada mais estúpido, tendo em conta a sua voz de rouxinol moribundo, mas ainda assim a dona Scarlett optou por reinterpretar nem mais nem menos do que Jeff Buckley. Sim, a "Last Goodbye" do Jeff Buckley.


O resultado é abominável. Uma música carregada de feeling, tanto na voz como no instrumental, foi completamente devastada pelo duo mortífero Scarlett Johansson e piano de música Pop de ir ao figo. Para quem não ouviu: tenham medo, tenham muito medo. Esta será a vossa música de Halloween.

segunda-feira, outubro 19, 2009

Boredoms

Faz 10 anos daqui a aproximadamente uma semana que saiu o excelente Vision Creation Newsun dos, diria eu, geniais Boredoms. Marca mais do que suficiente para relembrar esta banda, que embora ainda oficialmente no activo já não nos dá um album full lenght de originais desde 2004 - embora ainda este ano tenha editado o EP Super Roots 10.

Quem conhece ou faz ideia por onde andou Yamantaka Eye - provavelmente a figura mais proeminente deste colectivo japonês - sabe muito possivelmente que há selo de qualidade com honras das quais poucos se podem orgulhar. Eye trabalhou com o abaixo citado John Zorn, nos Painkiller ou os enormes Naked City; a banda andou em tour com os Sonic Youth e com os Nirvana, por exemplo; a associação ao Krautrock, e mais precisamente aos Can, tem muito de acertada.

Falo de uma banda que nasceu em 1986, que passou por muitas sonoridades, e que principalmente as fundiu bem. Que se retenham os albuns Pop Tatari, Chocolate Synthesizer (ah, Acid Police...) e o mote deste post, Vision Creation Newsun.

terça-feira, setembro 01, 2009

Ponto Alternativo: Um ano em retrospectiva

Sim, faz hoje um ano que o Ponto Alternativo "abriu as portas ao público." A mim, parece-me tudo muito recente, mas seria injusto dizer que não senti o tempo a passar, até por causa da responsabilidade que acabei por assumir quando decidi levar o projecto avante - e sei que não falo apenas em meu nome quando digo isto.

Acho que, apesar da inexperiência, só se pode fazer um balanço positivo do nosso trabalho, principalmente devido a o mérito não ser apenas das pessoas que abraçam o projecto: a verdade é que temos tido a oportunidade de trabalhar com pessoas que gostam tanto de música quanto nós e que nos facilitam imensamente a vida. Falo das bandas que temos visto em concerto e que têm mostrado disponibilidade para serem entrevistadas, falo dos promotores que, em condições precárias, nos dão trabalho e nos facilitam os contactos, falo de quem gere espaços de concertos... O Ponto Alternativo tem vivido muito da boa-vontade destas pessoas todas, muito porque, acredito, vêem a mesma boa-vontade em nós.

Assim, contamos com entrevistas a The (International) Noise Conspiracy [sue], Icos [sue], Crushing Sun, The Guys From the Caravan, Lobster, Black Bombaim, Nadja [can], The Rising Sun Experience, oLudo e Löbo, e temos ainda uma entrevista ao mentor dos Mesa, João Pedro Coimbra, sobre o seu mais recente projecto, os Andrew Thorn, que será publicada nos próximos dias.

Vimos concertos de todas as bandas acima referidas (salvo Rising Sun Experience), e de bandas como Silver Mt. Zion, A Storm of Light, Jackie-o Motherfucker, Minsk, Telepathe, These Arms Are Snakes, Josué o Salvador (...), Catacombe, Katabatic, The Sound of Typewriters, e de nomes como Yann Tiersen e Damo Suzuki. Ainda fomos ao Vagos Open Air e ao Arrábida World Music Festival.

Fizemos, também, reviews de álbuns, tantas quanto possível e algumas de bandas que estão agora a dar os primeiros passos (lembro-me da review que fizemos ao EP dos Wage) - política que queremos manter -, e reportagens sobre a relação entre o Jazz e a literatura e sobre o actual movimento de Rock da Alta de Coimbra.

Naturalmente, depois deste investimento, não pretendemos ficar por aqui. Há mais para vir, mais entrevistas, reviews de concertos, reportagens e algumas novidades, que serão reveladas a seu tempo.

Foi um ano cheio e em cheio. Nós esperamos poder fazer mais e melhor e esperamos que quem visita o Ponto Alternativo também o espere (passo a redundância). Para o ano volta-se a falar disto.

terça-feira, julho 21, 2009

Um tributo que vale a pena

Larguem as flores e as luvas brancas e os chapéus. Não saiam de casa para ir à estrela em LA, para ir ver uma parada de artistas amigos desde pequenino e desistam de comprar um bilhete para os concertos que nunca foram.

Vão aqui e vejam o verdadeiro e o único Moonwalk.

Eternal Moonwalk

quinta-feira, julho 16, 2009

Jovens e Juventudes

Ainda sou destas coisas, é verdade. Mas pronto, já fui mais e mais ingénuo. Ouvi coisas más e outras terríveis, mas no meio de tanta porcaria há sempre coisas que recordo com algum carinho - e confesso, sinceramente, que de alguma forma isso me pode toldar o espírito crítico. Há alguns exemplos imediatos: os incontornáveis Korn, os Limp Bizkit (estes dois já me ultrapassam) e os Refused. No caso dos dois primeiros, não sei sinceramente se gosto ou não do que ouço, e da mesma forma que não sinto vontade de pôr a tocar alguma coisa deles, também não sinto nenhuma força visceral que me leve a parar uma música deles a meio (e essa é uma vontade recorrente em mim, em relação a muita coisa). Refused é e será sempre diferente; mesmo os momentos mais Hardcore deles ainda me põem o coração aos pulos.

Um daqueles projectos que eu ainda sinto necessidade de pôr a rodar na aparelhagem é o do senhor Marilyn Manson, em especial o Mechanical Animals. Um álbum que, estranhamente, surgiu lá em casa, original, e que ninguém ouvia: a curiosidade lá me levou a pô-lo a tocar (quem é que não quis ouvir o homem que andava crucificado em televisões e que se blasfemava como quem vai à casa de banho?). Ainda hoje o ouço e ainda hoje gosto dele.

À procura na tuba, encontrei esta versão de uma daquelas músicas porreiras:

quarta-feira, junho 24, 2009

Políticas de natalidade

Acho que toda a gente conhece os Rockabye Baby!, os álbuns que transformam as músicas mais viris e ruidosas nas melodias mais fofinhas e pré-natais de sempre. Eu cá me decidi a experimentar ouvir isto e, confesso, quase fiquei com as hormonas aos saltos (salvo seja, claro). O de Metallica é mesmo uma delícia; aos Tool ninguém apaga a negritude, nem um Glockenspiel cheio de pó de talco no rabinho, mas o seu Rockabye também está porreirinho. Talvez tente ouvir o de Nine Inch Nails, já que eles vêm cá - sabe-se lá se o senhor Reznor, agora que se vai casar, não faz umas versões destas a pensar na descendência.

Estou certo de que, se a Europa quer investir na natalidade, começar por aqui é bom. Ora vejam a mítica "One":



Ia resultar, de certeza. Filhos e Metallica para toda a gente!!!! \oo/

domingo, abril 26, 2009

Sim, eu gosto de Genesis

Eu sempre tive um problema com quase toda a gente que gosta de música: os Genesis. Começo a falar de música com alguém, a conversa ganha uma dinâmica interessante até se falar em clássicos. Zeppelin, Doors, Beatles, Pink Floyd, Black Sabbath, Frank Zappa, vale tudo até eu dizer "Genesis, até 75, são uma daquelas bandas incontornáveis." É neste momento que os outros costumam ficar espantados e incrédulos. Fazem mesmo aquele ar de "este tipo gosta de Phil Collins?!" E é aqui que está a questão: odeio tanto o Phil Collins, enquanto cantautor, quanto qualquer pessoa 'decente'.

Em 1975, o Peter Gabriel, um senhor que nos últimos 10 anos definiu uma sonoridade brutal - isto para quem não gostar de toda a carreira a solo dele, que é brutal -, saiu dos Genesis, fazendo com que o Phil Collins deixasse a bateria para cantar. Isto não só ditou a morte dos Genesis enquanto banda de Rock Progressivo, como foi também o início do fim da carreira do Collins enquanto músico de culto. O Gabriel saiu dos Genesis logo depois de terem feito uma das obras-primas do Rock Progressivo: The Lamb Lies Down On Broadway. Saiu depois de terem esgotado a sonoridade da banda, parece-me; pois fez muito bem, que saiu em grande.

Bem, vou-vos dar um cheirinho daquilo de que gosto nos Genesis:








Sim, os primeiros dois têm algumas azeitices. No entanto, acho que é claro porque é que gosto dos tipos - não se esqueçam de balizar o espaço temporal, faz favor. Mas façam favor de não se precipitarem em ideias sobre eu gostar de Phil Collins.

sexta-feira, abril 24, 2009

Sempre que ouço isto...

...fico completamente fascinado. Esta banda é simplesmente incrível, senil, estranha e, para mim, a melhor do género no seu tempo. Muito, muito à frente.

Apreciem a excelência dos Gentle Giant e reparem como o teclas faz a mesma melodia em teclados diferentes (uau, eu sei que não é impressionante, deixem-me lá acabar), entrando uma mão um tempo depois da outra - não consigo fazer uma descrição melhor.


Esta é para a viagem. São eles a percorrer um álbum todo numa só música. No fundo é uma viagem curta...


A voz é sobrevalorizada... e a aparência também!

segunda-feira, abril 06, 2009

É por isto que a Islândia foi à bancarrota!



Desde quando é que os Sigur Rós conseguem ser tão banais como uma banda indie com música alegre depois de serem uma banda com ESTA INTENSIDADE (perdoem-me as maiúsculas):

quinta-feira, março 19, 2009

Dois Dinossauros em Portugal

Um é um dinossauro de escamas grossas, calejado, com albuns a sair a boa cadência. Bruce Springsteen vai estar em Portugal, ainda sem data - fala-se em 14 ou 16 de Agosto - nem local marcado. Volta a Portugal 16 anos depois da presença no Estádio de Alvalade.

O outro é um homem mais do amor, mas também do imaginário pop psicadélico. O seu nome não precisa de albuns. Elton John vai actuar no Estádio do Restelo no dia 27 de Junho, 17 anos depois do seu último concerto em solo português, 38 depois de Vilar de Mouros.

OK. É isto.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Destaques de 2008

Os álbuns, que por qualquer razão gostei mais do que outros. Vale o que vale, mas não se safam disto!

Mão Morta - Maldoror
Silver Mt. Zion - 13 Blues for Thirteen Moons
Nine Inch Nails - Ghots I-IV
Cult of Luna - Eternal Kingdom
The Mars Volta - The Bedlam in Goliath
John Zorn - The Dreamers
If Lucy Fell - Zebra Dance
Pyramids - Pyramids
Zechs Marquise - Our Delicate Sound of Thunder
Buraka Som Sistema - Black Diamond
Gala Drop - Gala Drop
Zach Hill - Astrological Straits
B.B. King - One Kind Favor
Deerhunter - Microcastle
Dead Combo - Lusitania Playboys
Dub Trio - Another Sound is Dying

E é isto.

quinta-feira, janeiro 01, 2009

As primeiras listas do ano (e, provavelmente, as minhas últimas)

Agora que 2008 acabou, faço eu a minha retrospectiva sobre a assunto e chuto para aqui as minhas listas, sem qualquer ordem ou grande ponderação. Vou fazê-las de cabeça, por isso se quiserem desmontar a sua forma ou conteúdo, sintam-se à-vontade. Pode ser que eu me lembre de algo mais para acrescentar.

Álbuns que me encheram as medidas:
Guapo - Elixirs
Intronaut - Prehistoricisms
Silver Mt. Zion - 13 Blues for Thirteen Moons
Nine Inch Nails - The Slip
Emiliana Torrini - Me and Armini
Cult of Luna - Eternal Kingdom
Grails - Doomsdayer's Holiday
Akimbo - Jersey Shores
Evangelista - Hello, Voyager
Earth - The Bees Made Honey in The Lion's Skull
UFOmammut - Idolum
Riding Pânico - Lady Cobra
Mão Morta - Maldoror
Wovenhand - Ten Stones
Jackie-O Motherfucker - Freedomland
Van Der Graaf Generator - Trisector
Mouth of the Architect - Quietly

Concertos que me encheram as medidas:
Nadja + Catacombe @ Fábrica de Som, Porto - 5/12
The Mars Volta @ Razzmatazz, Barcelona - 1/03
Thievery Corporation @ Paredes de Coura - 3/08
Lydia Lunch @ Galeria Zé dos Bois, Lisboa, 15/02
The Mae Shi @ Paredes de Coura - 31/07
Caribou @ Paredes de Coura - 3/08
Silver Mt. Zion @ Galeria Zé dos Bois, Lisboa - 30/10
Damo Suzuki c/ Loosers @ Galeria Zé dos Bois, Lisboa - 1/11
Icos + Crushing Sun @ Fábrica de Som, Porto - 31/08
Colleen @ Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra - 3/04
Riding Pânico @ Xuven, Coimbra - 4/04
Mão Morta, apresentando o Maldoror @ Teatro José Lúcio da Silva, Leiria - 13/03
Rage Against the Machine @ Alive! 08 - dia 10/07

Músicas que me encheram as medidas (e que não passa de uma desculpa para meter outras bandas que não referi nas listas de cima, e ainda para servir o propósito primeiro de mencionar músicas muito boas - na minha singela opinião):
"The Awkward Windwheel" - Kayo Dot
"A Grave is a Grim Horse" - Steve Von Till
"I Know You Know" - Esperanza Spalding
"Honey" - Erykah Badu
"Dânaca" - Löbo
"Batcat" - Mogwai
"Attack of the 40ft. Wave" - Zechs Marquise
"Jeroen Van Aken" - Gregor Samsa
"Sign-Expressions" - Nadja
"Wanga Doll" - Red Snapper
"What You Don't Know is a Frontier" - Asva
"Of The Lesser" - Ocean (e não the Ocean)

ReActualização: acrescentei dois álbum e uma música que se me escaparam de forma ignóbil.

domingo, dezembro 21, 2008

Dirty Pretty Things dizem adeus

E foi com este alinhamento que a banda, ontem em Londres, o fez:

Wondering
Doctors & Dealers
Buzzards And Crows
Bloodthirsty Bastards
Kicks Or Consumption
No Signal, No Battery
Best Face
Come Closer
Tired Of England
The Enemy
Chinese Dogs
Gentry Cove
Plastic Hearts
Blood On My Shoes
Last Of The Small Town Playboys
Gin & Milk
Deadwood
Truth Begins
B.U.R.M.A
Bang Bang You’re Dead
You Fucking Love It

Recordo que os Dirty Pretty Things fizeram a sua única visita ao nosso país em 2006, no festival Lisboa Soundz.

Correcção: Estiveram também, no mesmo ano, no Santiago Alquimista

domingo, dezembro 14, 2008

Andava a ver os arquivos aqui de casa...

...e dei por a mim a ouvir Zappa. Já tinha andado por estas andanças há algum tempo, mas a experiência de Frank Zappa ao vivo, aquele em que me aventurei primeiro, é completamente diferente de em álbum, tanto por ser um relativo segundo passo no processo de composição, como por não se poder separar a teatralidade ou mesmo o momento em que foi o concerto (mais ou menos fácil de localizar tendo em conta as pessoas com que ele decidia gozar) da própria música.

Eu, desta vez, concentrei-me no último álbum da fase Mothers of Invention, One Size Fits All. É practicamente inintelígivel, no entanto é arquitecturado ao mais infimo pormenor - e isso é Frank Zappa. Este álbum tem uma descrição que, na minha opinião, é a mais eficaz e estupidamente simples: One Size Fits All envergonha muitos dos considerados génios do Rock Progressivo. Tanto porque tem melodias complexas e imprevisíveis (ao máximo!!!), como ainda tem espaço para os solos todos e consegue ter músicas Rock, do puro. Isto sem esquecer a componente nada séria do maestro-compositor, que tem sempre de fazer alguém mandar uma gargalhada com as letras absurdas ou com vozes super esganiçadas. É música no seu expoente máximo: o gozo mais sincero!

quarta-feira, novembro 26, 2008

Banda do Casaco

Fez agora, em 2008, 20 anos que este projecto editou uma compilação que reúne os seus melhores temas (vista pelo prisma dos próprios mentores).

Por mero acaso tropecei nessa edição homónima deveras interessante, de dois volumes, nos "arquivos" lá de casa e, confesso, fiquei algo esmagado. Um grupo que surgiu em 1974, no pós-25 de Abril, e cujo espírito crítico não se tece através de letras directas a falar de revolução, mas antes a falar do país em que realmente vivem, da sua realidade social, não podia fazer mais sentido do que neste caso, tendo em conta a sonoridade que exploram.

É, aliás, esta que me arrepiou verdadeiramente. Estes optaram por explorar a música tipicamente portuguesa segundo padrões característicos da pop de então e, de forma assustadoramente visionária, através de formas que lembram o Post-Rock actual (há passagens das músicas que me lembraram Silver Mt. Zion, uma banda que não propriamente revivalista). Tocar música transmontana com um contra-baixo tocado com arco a dar corpo, enquanto que guitarras clássicas fazem a melodia e a percussão típica faz o seu papel, eleva a música para patamares que são somente audíveis.

A Banda do Casaco é um projecto fantástico, que reúne nomes que não deixam ninguém indiferente, como Celso Carvalho, Zé Nabo, António Pinho, Nuno Rodrigues e Jerry Marotta, apenas para citar alguns, que prova, à grande!, a qualidade de algumas coisas que se fazem no nosso cantinho, no rabo da Europa. Eu fiquei siderado.

terça-feira, setembro 23, 2008

Música Escrita #4

The Top 10 Parts of The Shape of Punk to Come

Para mim, esta é a maior obra do Hardcore (assinalo que não sou muito treinado neste mundo quanto isso, mas conheço a minha porção de coisas). Marco o género, foi um prazer destrutivo de procurar fazer algo do início - conseguiram. A Alarm Mag escolheu as dez melhores partes deste marco histórico e rasgo de genialidade dos suecos Refused; são dez escolhas decentes:

"Just prior to an acrimonious breakup, Swedish hardcore group Refused released its magnum opus, The Shape of Punk to Come: A Chimerical Bombination in 12 Bursts. It was as much an assault on capitalist philosophy as it was a striking stylistic evolution, and it did its best to advance hardcore in the way that its titular influence, Ornette Coleman’s The Shape of Jazz to Come, did with jazz.

Here are the album’s best moments, in (loose) chronological order"

Para complementar a boa leitura, aconselho vivamente a audição do álbum - algo que considero obrigatório.