Mostrar mensagens com a etiqueta Review. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Review. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

deus tem sido benevolente

Em dois dias, experimentei o God is Good dos Om e um concerto de God's Pee, também conhecidos como Godspeed You! Black Emperor.

Em patamares diferentes, foram ambos muito bons. Mas, recapitulando atentamente os últimos dias, Godspeed You! Black Emperor foi o melhor concerto da minha vida.

Por isso: Boa sorte, concertos que se seguem! Desejo mesmo (!!!!) que batam isto:

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Ao lado...

Reparei agora que a BBC divulgou um top, não do melhor de 2010, mas das bandas que vão explodir em 2011. A consultar AQUI.

E, claro, não deixou de me saltar à vista que as Warpaint estão lá, como sendo uma dessas bandas que vai atingir o expoente máximo no ano que vem. Apesar de tudo, as californianas já têm um álbum editado pela Rough Trade, já andam a dar concertos por esse mundo fora (aliás, já vieram a Aveiro dar um concertaço) e têm uma carreira de mais de 6 anos. A coisa foi-se arrastando, mas este foi definitivamente (?) o ano delas.

Por outro lado, tenho de questionar-me sobre a possibilidade de uma banda que, apesar das melodias fofinhas e vozes docinhas, não usufrui das qualidades (ou defeitos, vá) básicos da música pop - têm estruturas mais narrativas e exploradoras do que a clássica verso-refrão-verso, gostam de fazer a boa e bela jam, adoram efeitos e, resumidamente, fazem música psicadélica - conseguir uma exposição ainda maior.

De qualquer forma, diria que a BBC só agora é que reparou na Warpaint.

Mas, hey!, vou estar cá para as acompanhar e tenho para mim que elas não vão deixar de fazer grandes fritarias.

Top para aqui, top para ali

Estamos nessa fase, de resumir um ano em tops disto e daquilo.

De todos os que vi, aquele de que mais gostei foi o do We Listen For You. Já dizia o Miguel Esteves Cardoso que os álbuns que marcam alguém são os muito bons, claro, e os muito maus. O top do WLFY não partilha com ninguém os melhores, mas sim os 5 piores discos de 2010.

Foi o top de que mais gostei, mas não é necessariamente aquele com que mais me identifico, até porque não ouvi tudo o que lá está. Mas não tenho dúvidas de que os Vampire Weekend merecem o seu lugar entre os cinco piores discos deste ano (e não sou cabeçudo o suficiente para dizer que merecem um lugar nos 5 piores de sempre, até porque toda a gente sabe que o David Hasselhoff tem uma discografia).

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Wovenhand é amanhã, em Lisboa, por isso...

...e correndo o risco de crucificação, diria que ainda vão a tempo de vender os vossos bilhetes para Deftones e ir ver o David Eugene Edwards ao Santiago Alquimista.




Era o que eu faria. Ontem, na Casa da Música, deram o concerto do ano, na minha singela opinião.

segunda-feira, novembro 29, 2010

Faz um aninho que os ISIS passaram por cá

E como foi a primeira e última vez que eles passaram por cá, e, para muita gente, a primeira e/ou última vez que os viram (pelo menos até os ISIS fazerem uma reunion tour, que é o meu desejo desde que eles acabaram, portanto, se o Pai Natal existe, este é o momento para o provar), é impossível não assinalar a data.

Como sou simpático, deixo o encore do concerto em Almada, tocado noutro sítio, mas da mesma tour:


E, com a mesma ordem de ideias, fica o encore do concerto no Porto.


Não há muitas bandas que deixem um vaziozinho no meu coração como os ISIS deixaram. "Snif snif."

Já agora, o cartaz do concerto na Invicta é uma beleza, por isso, posso dizer-vos que o roubei DAQUI.

quarta-feira, novembro 17, 2010

Sobre o Coyote de Kayo Dot

Eis algumas citações que o Toby Driver escolheu, explicando que "ele percebeu a ideia" (ou algo semelhante), DESTE artigo no Prog Archives:

Highlights from a recent "Coyote" review at ProgArchives.com by AtomicCrimsonRush:

"...I hated it... I simply like to be entertained by music and this has the opposite effect."

"I was disturbed"

"The band just wallow in misery"

"depressing."

"At the end I felt depressed and I don't listen to music to feel depressed."

"Maybe this would speak to me if I were going through a break up or lost my job or a loved one passed away or I gave my soul away, but life is not like that for me. I can't relate to dark depressing sonnets and don't really want to subject my ears to hearing from the jaded warped minds of such musicians."

"The vocals are just miserable and despairing,"

"It is quite a feat of endurance to get through this."

"the gut wrenching music is nauseating beyond belief."

"it is simply not entertaining."

"As a parent I would cry if my children were listening to this."

"Coyote is drab and disturbing."

"sheer bleak atmosphere... I won't be returning to this."


E tenho de confessar que fiquei com uma vontade renovada de ouvir o Coyote até à exaustão.

terça-feira, novembro 09, 2010

Colado em Ulver

Aquele concerto de sexta-feira deixou-me completamente vidrado nestes senhores. E que senhores.

O Perdition City anda a rodar aqui por casa sem parar. E pelos vistos vais continuar, que o raio do álbum é mesmo bom.

Estas bandas que vêm do black metal para fazerem coisas parecidas a trip-hop, pá...

quarta-feira, novembro 03, 2010

Linda Martini e a sua ocupação

Eles andam ocupados, isso é verdade, e há algum tempo que ando para falar nisso. Tive oportunidade de os ver, outra vez, em concerto e venho agora redimir-me dos meus pecados.

Acho que toda a gente passa por aquela fase em que fica demasiado crescida por ouvir a banda que nos chutou para novos sons. Eu perdi-me de amores pelo post-rock (apesar de andar a tratar do processo de divórcio agora e a ver que partes da relação é que quero manter) e estes rapazes e rapariga tiveram alguma coisinha a dizer sobre isso.

Depois lá decidi dizer que não, que já não gostava deles porque... bem, não sei bem. A verdade é que eles já não me deixam maluco como antes, mas já muito pouca coisa me deixa nesse estado.

Outra verdade é que eles são bons. O que fazem, fazem bem e as suas actuações estão cada vez melhores (e o crescimento que tiveram em muito ajuda nisto).

O concerto de apresentação do novo álbum Casa Ocupada que vi no Hard Club, há uns tempos, foi prova disto que estou a dizer: estava tão cheio que eles bem podiam ter feito um concerto só de feedbacks que ninguém saía de lá desiludido. Mas eles portaram-se bem.

Simplesmente, não estão na minha praia nem me deixam biruta. As vagas vão mudando, já se sabe.

quarta-feira, outubro 27, 2010

Warpaint

Vi estas raparigas há uns valentes meses em Aveiro e, bem, a minha atenção tem estado cravada nelas desde então. Confesso que na altura tive muito medo do que vinha aí (até porque se passou em contexto de festival e havia razões para ter algum medo, principalmente porque só conhecia a Scout Niblett — no entanto, só tive uma desilusão).

A verdade é que não demorou muito até perceber que ia ser um concerto do caraças. E foi mesmo. Tocam todas bem, fazem malhas boas e, acima de tudo, fazem cenas psicadélicas e cheias de feeling.

As Warpaint são daquelas bandas da NME consideradas a next-big-thing (uma óptima razão para se ter medo). A verdade é que desta vez, a NME acertou e escolheu uma banda mesmo boa. Há sempre uma grande probabilidade de ninguém se lembrar mais destas raparigas, mas nesse caso ouviram o single do novo álbum e pouco mais.

Uma amostra de música fofinha e boa como o cacete:



Mas claro, não há como ver as coisas com qualidade. Para isso, aconselho uma visita AQUI.

Pode parecer exagero, mas The Fool, o álbum de estreia destas raparigas, está nos melhores do ano.

quarta-feira, outubro 20, 2010

Master Musicians of Bukkake foram ontem ao Porto e...

...Ontem aconteceu o concerto do ano. Coincidência? Só vendo (imaginando a versão tripeira da coisa, que não aconteceu na ZDB, como é lógico):



E isto é só uma amostra muito pequena do que aconteceu. Se o vídeo tivesse mais uns quinze minutos ainda se apanhava a grandiosa Schism Prism/Adamantios em que as duas baterias se impuseram às distorções mega-graves para fazer uma verdadeira música doom-progressiva-oriental (se é que esta nomenclatura ridícula é sequer possível).

Acima de tudo, foi uma noite em que nunca a vertente performativa minou a música (e é por esse pequeno pormenor, pela música, que se deve ir ver um concerto). Pelo contrário, faziam tanto sentido as duas juntas que... não seria Master Musicians of Bukkake se não fosse assim.

Na verdade, acho admirável que estes tipos tenham a humildade de se auto-proclamarem como Master Musicians. Parece pouco.

segunda-feira, outubro 11, 2010

Não se pode dizer que o Trent Reznor seja preguiçoso

Bem pelo contrário, o homem vai ficando velho, mas tem a energia de lâmpada eléctrica. Piadas parvas e inventadas agora de parte, não é só a tal banda sonora para o filme sobre a tal rede social que o Trent Reznor tem feito. Fê-lo, é verdade, e fê-lo muito bem.

Mas, sobre isso, tem dado entrevistas (como ESTA) e mostrado o seu charme da melhor maneira possível.

E não só! Ainda conseguiu convencer a HBO de que Year Zero era uma história do arco da velha! Ou seja, teremos uma mini-série sobre o tema do álbum, o que me parece fantástico. Principalmente porque, deste blogue, acompanhei o fenómeno como alguém que não tenha mais nada para fazer faria. Escrevi mesmo algo a resumir a situação da altura AQUI (sim, dou-me ao luxo de me citar a mim mesmo. Posso desculpar-me com Hitchcock?).

segunda-feira, outubro 04, 2010

O raio destes japoneses...

...estão sempre a fazer coisas que me agradam. Começo a achar inevitável que o número de bandas nipónicas que me fascinam seja crescente. Porque é, indubitavelmente.

No Milhões de Festa deparei-me com uns loucos Bo Ningen (que diziam ser de "Urondon"), que me levaram numa viagem fantástico.

De há uns meses para cá, tenho vindo a ouvir uma coisa menos fantástica, mas mesmo bem feita, com feeling, pormenores... É aquilo que muita gente chamaria de "rabetice," mas todos nós temos um lado sensível e eu sou muito apologista de o desenvolver (e conservo as minhas razões para mim mesmo).

Os dois álbuns que ouvi de ent (uma banda sonora e o Welcome Stranger, de resto, os únicos que acho que o rapaz editou) conseguiram, de forma fofinha, levar-me a repetir audições com muito prazer. Acima de tudo, é uma audição a levar-se até ao fim. Ele é malandro e guarda sempre o melhor para o meio.

O raio destes japoneses... eles sabem o que fazem e pronto.

quarta-feira, setembro 15, 2010

Simpáticos hippies

Daquelas coisas indie que me dão mesmo muito prazer ouvir. Aliás, posso mesmo dizer que a coisa é bem boa!



A Mountain of One editaram um álbum bem interessante. Bem interessante. Não é bom, porque algumas músicas andam longe de grandes malhas como esta, mas merece as audições todas.

segunda-feira, setembro 06, 2010

Blonde Redhead e a evolução

É curioso observar como o sou já nada natural dos Blonde Redhead se transformou neste último álbum: de repente quase lembram trip-hop, parece que se esqueceram de como rockar. Ainda mais curioso é perceber que isso é uma evolução que resulta (ou, então, teria outro nome).

De qualquer forma, dentro da pop, esta é daquelas bandas que me tem vindo a surpreender por conseguir manter a qualidade e reinventar-se sem se perder no meio das invenções (passe-se a redundância).

Por mero acaso, andei hoje a manhã a ouvir Fever Ray para descobrir que partilha o produtor do novo álbum deste trio. Muito se explica nestas andanças.

PS: o álbum já circula pelas internets, como é óbvio.

terça-feira, agosto 17, 2010

O novo dos Arcade Fire...

Antes de mais, tenho de pedir desculpa pela ausência, mas as opiniões são como o vinho: demais dão dores de cabeça.

Desculpas esfarrapadas de parte, ainda não ouvi o novo dos Arcade Fire. Não sei se a desmotivação vem do facto de serem, dentro do pop, uma das minhas bandas preferidas, ou se simplesmente todo mediatismo em torno deles me faz perder o interesse, simplesmente porque acho que se tornem preguiçosos.

Em vez de o ouvir, vi duas músicas no Daily Show (podem seguir o link do Brooklyn Veegan). Uma deixou-me contente, por ver que eles ainda têm aquela coisa de serem a versão pop, infantil e despreocupada dos Silver Mt. Zion; no entanto, a outra, Month of May, deixou-me com a sensação de que agora as coisas estão diferentes e podem não ter a magia de funeral...

Ou seja, tenho mesmo de ouvir o raio do bicho.

sexta-feira, maio 28, 2010

A nova banda do Reznor soa a Ghosts com voz

Não é que isso me chateie. Longe disso, adorei o conceito e as músicas. É dos meus álbuns preferidos de Nine Inch Nails (entre os 6 ou 7 de que gosto mais, este é o 2º ou 3º de que gosto mais)!

A única questão é: a nova música dos How to Destroy Angels, The Believers, pareceu-me uma versão mais limpinha e melhor remisturada da Ghost-III. Será que estou a solo nesta?

quarta-feira, maio 26, 2010

Cá estou eu a desejar que a Joanna Newsom venha a Portugal (porque nem só de metal e matrecada vive a alma)

Ando agora a explorar o novo álbum da harpista mais fofinha que por aí anda (a Joanna Newsom, claro) e, até agora, estou a gostar imenso daquilo.

Suceder ao Ys é uma tarefa difícil, mesmo muito difícil, mas esta senhora parece estar empenhada em mostrar-se brilhante no que toca a fazer música. Arrisco-me a dizer que, de certa forma, o álbum deixou a faceta folk de Newsom em Ys e no seu predecessor, em prol de um lado sinfónico que, em certos aspectos, relembra a fase dourada dos anos 60 e 70 do rock mais progressivo (esta minha comparação rebuscada vai mais direccionada para os arranjos dos Genesis).

Por isso mesmo, despertou-se-me a curiosidade para ver este Have One On Me em concerto. Quão interessante não seria? E não é que ela até vai andar em tourné pela Europa no verão. Coincidência? Eu diria que talvez. Mas vejam por vocês próprios:

05.25.10 - Oslo, Norway - Sentrum Scene
05.27.10 - Helsinki, Finland - House of Culture
05.29.10 - Eindhoven, Netherlands - Muziekcentrum Frits Philips
05.30.10 - Amsterdam, Netherlands - Melkweg
05.31.10 - Paris, France - Grand Halle de la Villette
08.22.10 - Glanusk, Wales - Green Man Festival

Viram aquele festival em Agosto, no País de Gales, viram? É precedido de uma maravilhosa falta de concertos de 15 dias. Duas semaninhas vazias que podiam ser preenchidas por estes lados, eventualmente. Pensem nisso, senhores-que-arranjam-concertos-à-malta-e-organizam-festivais-porreiros (partindo do princípio que lêem aqui o estágio).

sexta-feira, maio 21, 2010

Depois de muita ponderação...

...decidi afirmar que, para mim, o riff de 2009 é dos Altar of Plagues, na Gentian Truth (última faixa do disco). Grande malha!

quinta-feira, maio 20, 2010

Já ouviram o novo dos Rosettas?

Correndo o risco de exagerar imenso com esta afirmação, a audição do Wake/Lift mudou muito a forma como via o metal mais larilas (e não me compreendam mal, nem descontextualizem: é desse metal que eu gosto). Mas vá, para não exagerar, mudaram a forma como via as camadas de delays: voltei a ter esperança de que não seriam para sempre um cliché. Fora isso, é um daqueles álbuns que vou ouvindo e reouvindo com gosto e que ainda me faz curvar a espinha.

A Determinism of Morality caminha para esse lado, também. Parece que muita coisa cresceu ali e confesso que isso me fez confusão nas primeiras audições, mas agora a coisa começa a entranhar-se.

Os Rosetta nunca estiveram com meias medidas, pelo que foi lendo e ouvindo, porque começar a sua carreira discográfica com um álbum duplo quase a tentar seguir as pisadas de uns Neurosis e dos alter-egos Tribes of Neurot (no caso dos Rosetta, em que o primeiro se sobrepõe ao segundo completando-o) é de gente com coragem — mesmo que o resultado não seja o melhor. Para segundo álbum, o Wake/Lift é uma grande chapada na malta toda. E imagino-os a dizer "toma! toma!" quando começaram a ver as reacções à coisa. Só têm de ter orgulho e de reunir uma ainda maior quantidade de coragem para se tentarem ultrapassar.

Eu ainda não o sei dizer, mas será que o conseguiram? Lá moralmente determinados, estão eles.

terça-feira, maio 18, 2010

Linda Martini na Queima de Coimbra foi bem simpático!

Tive o prazer de rever os Linda Martini a actuar na Queima de Coimbra. Prazer por uma razão sólida: a última memória que guardava de um concerto deles não era a melhor — quase desfazia óptimas memórias dos primeiros concertos que vi deles.

Este redimiu-os. Começaram com as clássicas instrumentais do EP homónimo, foram ao single do Olhos de Mongól e depois ainda atacaram algumas ondas novas, intercalando-as com muita coisinha do álbum de estreia que eu pensei que eles tivessem deixado esquecido (e aqui destaco a mais apunkalhada Amor é não haver polícia).

Aliás, amorosos estão eles, que falam de amor repetidamente das formas menos fofinhas possíveis. Deram-se ao luxo de acabar o concerto a quatro vozes (tantas quanto os actuais membros da banda) declamando "Foder é perto de te amar" até ao silêncio.

No fundo, o concerto mostrou que eles estão cheios de energia e que as músicas novas, por muitas dúvidas que despertem nas versões de estúdio, têm muito que se lhes diga: têm power e a dinâmica de vozes resulta mesmo bem. É bom ver que eles deixaram o Post, ou acrescentaram o prefixo deles ao Post que já lá estava, ou sufixaram o Post-Rock deles de alguma forma estranha. Pelo menos são mais Linda Martini. E pronto, quem gosta, gosta.

Fica aqui, já que estamos nisto, o último single destes meninos: